domingo, 25 de dezembro de 2011

Lista das Melhores Músicas de 2011


Ho ho ho! Lostmachineanos, estou aqui para o post que mais me agrada fazer – e que menos me agrada ler os comentários kkkkkkkk – em todo ano. A lista das melhores músicas nacionais de 2011 (aplausos!). Lembrando sempre que lista é algo pessoal, então, me xinguem com moderação. A decepção do ano pode a falta de respeito demonstrada pelo SWU com as bandas nacionais, por outro lado, as bandas brazucas mostraram força e público no Rock In Rio, deixando muito gringo de queixo caído. Pois bem, vamos a famigerada lista:


15 – Avassaladores – Sou Foda

Começar uma lista de melhores do ano com um funk achincalhado parece, um pedido para que o leitor pare antes mesmo de começar. Porém, a maior sátira de 2011 tem como background um dos funks mais chicletes dos últimos tempos. Se você assistiu/ouviu sabe do que estou falando; estou falando dos milhões de vídeos referentes ao “Sou Foda” que você parou assistindo ou àquelas rodas de amigos que sempre tinha um tentando imitar a bizarra dancinha. Vale como ponto positivo que “Sou Foda” – apesar do nome – é um funk de relativo nível, pois não apela em palavrões e/ou duplos sentidos medonhos, apenas afirma o quanto o compositor se garante, mesmo que o vídeo prove o contrário. Dgidim Dgidim!

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14 – Lunata – Nós

A sensação de ouvir "Nós" do Lunata é de que a vocal está sentada ao seu lado te declamando a suave letra da música. Não sei se serve como elogio, mas a aura “fofa” da música é tranquilizante e pacificadora. Seu riff é grudento e te faz perder alguns minutos no violão tentando reproduzí-lo. A harmonia é bem colada e mostra uma coesão que muita banda grande está correndo atrás. A parte C se mostra como o grande ápice da música e é onde está “escondido” o nome do álbum. Fico feliz com o nascimento de bandas como a Lunata na terra do Axé. Assim, daqui a algum tempo – eu espero – será clichê mencionar a qualidade das bandas de rock baianas.

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13 – Cachorro Grande – Cinema

Sabe quando uma música te da a sensação de que deveria ter sido usada no cd anterior? E se ela tiver o nome do Cd anterior? É, "Cinema" do Cachorro Grande estava na hora errada e no lugar errado, porém, a sua descontextualização não a faz menos legal. Um violão formidável vai te acompanhando, enquando guitarras e melodias vocais te indicam o melhor lugar para se sentar e ouvir este belo “filme”. A letra é simples, estilo Cachorro Grande, assim como o solo final, que coloca Marcelo Gross ainda mais no pedestal, ao lado dos grandes guitarristas do rock nacional. Apaguem as luzes e curtam este cinema.

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12 – Irmão Carlos e o Catado – W Raimundo

Psicodélico, Black, Soul, Rock... ta aí uma banda que aplica uma boa rasteira em qualquer um que tentar pregar um rótulo em sua música. "W Raimundo" pode ser mal chamada de “balada psico reflexivamente piradona”. Sua guitarra passeia por todo canto da cabeça, te levando à um nirvana que – por incrível que pareça – te faz compreender bem melhor a letra cheia de loucas sugestões e belas poesias. Porém, o que faz a música merecer um lugar nessa lista é a incognita “W Raimundo”? Eu tenho minha tese, mas adoraria que você criasse a sua. Vai escutando que ajuda.

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11 – Tiê – Você Não Vale Nada Mas eu Gosto de Você

É rapaz... não existe música ruim, ela só não encontrou seu interprete ideal. “Você Não Vale Nada Mas Eu Gosto de Você” ficou popular com o grupo que atende por roupas de baixo menos claras, mas encontrou sua redenção na voz da Tiê e no belíssimo violão flamenco que a acompanha. A sensação de estar na Espanha vem das palmas, do clima “toreiro” que a música ganhou, das quebradas do violão... de tudo. A música conseguiu atingir um nível que nem o mais otimista ouvinte poderia imaginar. Pelo visto, música popular de baixa qualidade é igual a adolescente feia; um dia ela pode crescer e nos surpreender, fica a dica!

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10 – Seu Jorge – Quem Não Quer Sou Eu

Seu Jorge é um cara que sabe das coisas. Ele é um ator foda, um modelo foda e um cantor melhor ainda. O rapaz lança um cd com nome de “músicas para churrasco” e mete uma balada que deixa o Marvin Gaye feliz de ter servido de influencia à alguém. Um baixo tão reto que me faz imaginar o baixista e sua feição languida tocando-o com o cotovelo em 90° graus. O violino entra e faz a música atingir outra escala de perfeição. Não é preciso falar da voz de Seu Jorge, pois chover no molhado não faz o meu tipo. É Seu Jorge! se você não quer, meu amigo, eu não vou me meter, mas queira estar nesta lista, pois você merece.

>>> Clique Aqui e Escute Quem Não Quer Sou Eu do Seu Jorge <<< 


9 – Rancore – Seleção Natural

O Hardcore do Rancore cresceu e bebeu do suco doce do newmetal. O passado e o futuro da banda estão presentes no Seiva, cd que tem a contribuição magistral de Rafael Ramos na produção. Desta obra prima podemos pinçar "Seleção Natural", não pelo apoio vocal de Rodrigo do Dead Fish – pois eu nem consigo reconhecer a voz dele na música – mas sim pela violência da música, que consegue estar no limiar dos dois estilos. A letra é forte e reflexiva, vem seguida de guitarras que escolhem não parar em nenhuma linha específica, vão do peso à calma em um apertar de botões. A virtuose fica por parte da bateria, que cadência a música como um camisa 10 faz – ou deveria – o seu time jogar. Na minha humilde seleção natural, vocês estão aprovados, ganhando ou perdendo.

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8 – Emicida – Então Toma

“Deus me fez maior, ele me fez melhor” O cara que começa uma música com essa frase, tem que se garantir. E esse cara é o Emicida, a melhor “coisa” que o rap nacional fez nos últimos tempos. "Então Toma" é um tapa na cara daqueles que ficam sentados achando que o céu é logo ali. Reza a lenda que a letra foi escrita para um rapper que se incomodou com o slogan “a rua é nós” utilizado pelo Emicida e por sua gravadora. Sua base é simples e funcional, bem a cara do Emicida, rapper de qualidade que está fazendo uma revolução no modo de pensar hip hop no Brasil. “Invés de reclamar que eu não toco no Espaço Rap, Eu fui trabalhar e arrumei espaço pro meu rap, Falar é fácil, por isso tem tanto MC, Fazer nem tanto, por isso cê não vê todos aqui.”

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7 – Vendo 147 – Vingador

Uma bateria incomoda muita gente, duas baterias incomodam muito mais. A Vendo 147 não impressiona somente pelo Clone Drum (dois bateristas em um mesmo bumbo), mas sim pela sincronia e virtuose dos seus dois bateristas. Tudo é muito bem explorado porque a cozinha também tem uma qualidade incrível. Os valores individuais da banda aparecem no coletivo. "Vingador" vai das brigas de bar no velho oeste à um deslizamento de rochas em uma montanha. É instrumental, é forte, é rock, a Vendo 147 é de tudo um pouco, mas sempre com muita qualidade. Uma bateria impressiona muita gente, a Vendo 147 impressiona muito mais.

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6 – Matanza – Odiosa Natureza Humana

O Matanza é simples e objetivo; eles não gostam de ninguém e ponto. Isso ficou ainda mais claro com "Odiosa Natureza Humana". Jimmy balbucia todo seu ódio à humanidade, acompanhando das guitarras countrycore do Donida, da distorção bem exagerada do China e das batidas secas do Jonas. A letra segue a linha Matanza de ser, reta e sem frescuras. É bom ter o Matanza de volta, pois o rock anda necessitado de bandas que só usam preto e que não se preocupam com o politicamente correto. Em resumo, é o bom e velho Matanza.

>>> Clique Aqui e Escute Odiosa Natureza Humana do Matanza <<< 


5 – Gal Costa – Neguinho

Um direto de direita, outro de esquerda e nocaute. A letra de Neguinho faz qualquer cidadão se sentir um lixo, seja ele vizinho da Ivete Sangalo ou vizinho da Geisy Arruda. Gal Costa incorporou uma persona Trip Hop e fez todo o seu cd nesta áurea meio eletrônica, meio soturna, com vagas lembranças do MPB. Se a Gal estivesse começando agora, poderiamos dizer que ela é a Portishead nacional, mas seu tempo de comparações já se foi há muito tempo. "Neguinho" é trip hop como manda o figurino. É bom ver artistas consagrados se reinventado. Fica a dica Capital Inicial, Jota Quest, Titãs...



>>> Clique Aqui e Escute Neguinho da Gal Costa <<< 


4 – Vivendo do Ócio – Silas

Jajááá, Jajááá!!!! Os – até pouco tempo – meninos do Vivendo do Ócio mostraram que não sentem nenhum medo do fantasma do segundo álbum. Quando se lança um cd como o “Nem sempre tão normal” é esperado que o segundo seja bem melhor, algo que parecia difícil. Porém, "Silas" mostra que a fábrica de músicas boas continua trabalhando à todo vapor. A música tem um refrão grudento, uma introdução sensacional, uma parte C bem elaborada e uma letra fácil de cantar. Falando assim, parece uma merd*** né?! Mas você está enganado, pois Silas é muito rock n’ roll e vai – eu garanto! – colocar esses
rapazes num status de “salvação do rock nacional”. Domenico di Masi, pode ficar feliz, achamos o tal ócio criativo.

>>> Clique Aqui e Escute Silas da Vivendo do Ócio <<<


3 – Pitanga em Pé de Amora – Choro Bate-Boca

A reinvenção do samba veio em passos lentos, mas veio. Exemplos como Diogo Nogueira, Leandro Sapucay, Casuarina deram uma força jovem ao estilo mais nacional que temos. Outra banda que merece atenção é o Pitanga em Pé de Amora, mas, já que estamos falando de uma música, tiremos o chápeu para Choro Bate-Boca. O que pensar de um Choro bem tocado, bem cantado e evoluindo, drasticamente, para uma marchinha carnavalesca. Choro Bate-Boca é divertidíssima, faz você afastar os móveis , sambar e ao final fazer um trenzinho imaginário, com confetes e serpentinas. Não que eu seja um adepto do pós-modernismo, mas a renovação do samba me deixa bem feliz. 

>>> Clique Aqui e Escute Choro Bate-Boca do Pitanga em Pé de Amora <<<


2 – Criolo – Não Existe Amor em SP

Não existe amor em SP / Um labirinto místico / Onde os grafites gritam / Não dá pra descrever;
Numa linda frase / De um postal tão doce / Cuidado com doce / São Paulo é um buquê.
Buquês são flores mortas / Num lindo arranjo / Arranjo lindo feito pra você;
Não existe amor em SP / Os bares estão cheios de almas tão vazias / A ganância vibra, a vaidade excita / Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel / Aqui ninguém vai pro céu;
Não precisa morrer pra ver Deus / Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você
Encontro duas nuvens em cada escombro, em cada esquina / Me dê um gole de vida;
Não precisa morrer pra ver Deus.
Preciso dizer mais alguma coisa?!

>>> Cique Aqui e Escute Não Existe Amor em SP do Criolo <<< 


1 – Vespas Mandarinas – O Inimigo

A “We Are The World” da cena underground atende pelo nome de "O Inimigo". Reunindo a nata da nossa música – Nasi, Marcelo Nova, Pitty, Hélio Flanders, Fabrício Nobre, Fábio Cascadura, entre outros – O Vespas Mandarinas conseguiu realizar uma obra prima daquelas que deve ser lembrada para o resto da humanidade. Esses nomes emprestam suas vozes a uma harmonia que deixa o Kinks feliz por ter feito You Really Got Me, pois a sua simplicidade rock n’ roll é perfeita. Reta, distorcida... rock! Chuck Hipólito nos deixou a impressão que estava caminhando para sua aposentadoria, mas ainda deu tempo de criar a melhor música nacional de 2011. Ahhhh, acho que não falei o quanto a letra é incrível, mas isso fica por sua conta. Escute e divirta-se.

 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Liberdade, Liberdade


Vou ser direto; fiquei tão com a minha redação no vestibular da UNEB, que resolvi transformá-la em um post. O tem foi liberdade e acredito que – se eu conseguir ingressar na universidade – será por causa dela, pois matemática foi...

Liberdade, Liberdade

Quando a princesa Isabel assinou a lei áurea, o Brasil se viu livre de uma das piores práticas que o ser humano foi capaz de fazer; a escravidão. Porém, a evolução da mesma, nos dias atuais, se mostra mais cruel e menos focada. A escravidão no séc XXI não se restringe mais a negros, se restringe à liberdade.

O consumismo desenfreado, a evolução tecnólogica,  a difusão do capitalismo e outros “evolucionismos” levaram à sociedade criar uma grande fenda entre as classes sociais. Os que estão em cima tentam viver, os de baixo servem como “peso de gangorra.” A democracia não fez nenhuma cidadão livre, pois todos são obrigados, rigorosamente, a segui-la, sem pestanejar.

A grande pergunta é: O que é liberdade? Talvez, ninguém saiba respondê-la, pois ninguém nunca a viveu. A sociedade é refém da mídia, refém da segurança, da saúde, etc. Quem está no “pedestal” também é refém de multi-nacionais, influências políticias, refém do próprio dinheiro. Somos todos reféns de nós mesmos.

Nos tempos da escravidão, os escravos trabalhavam para ter uma moradia, sonhando com um futuro melhor para os filhos; o que mudou? Mudou que, na atualidade, não existe nenhuma lei que possa abolir essa falsa escravidão. Há algo que nossa sociedade pode afirmar: Todos somos iguais, ninguém é livre, mas continuamos fingindo ser.

domingo, 13 de novembro de 2011

Aqui não!


>>> ASSISTA OS VÍDEOS ACIMA OU VOCÊ NÃO 
ENTENDERÁ O CONTEXTO DO TEXTO <<<


“Um idiota inglês, se é idiota, é bem menos que nós” Os Titãs nunca foram tão felizes em um frase. Estamos tão acostumados a ver tudo que é de fora como superior, que procuramos metódos de entender o ocorrido do vídeo acima (se você não viu, feche o blog e volte para o facebook).

Atitudes como a de Peter Gabriel mostram que os artistas ainda olham para o Brasil (e a America do Sul) como a chance de fazer uma turnê de “férias”, sem a mínima preocupação de desempenhar qualquer atitude que exemplifique algum tipo de respeito. Imagens de holdies saindo no “braço” não são nada agradáveis, mas me vem a cabeça que esses caras merecem boas porradas mesmo.

O que me chateia (e digo isso sem medo de estar na primeira pessoa) é que nós ainda brincamos de não valorizar nossa arte, sempre a inferiorizando com algo de fora; “não assisto filme nacional”. Parece que “nacional” é um gênero, é como se eu perguntasse que tipo de gênero você não gosta: “eu não gosto de terror” “já eu não sou muito fã de comédia” “eu não curto muito o nacional” LAMENTÁVEl!

Quem é o Peter Gabriel e quem é o Ultraje a Rigor?! Para quem não sabe, o Paralamas deu um salto na carreira quando tocou no Rock In Rio o Inútil dos nossos queridos do Ultraje. Esse babaca vem pra cá achar que pode ser maior que uma das maiores bandas nacionais em atividade. Não adianta por a mão no peito para cantar o hino nacional e não se indignar com o que aconteceu no SWU.

Não estou falando por ser nacionalista (pois não sou), mas um idiota inglês é muito inferior a todos nós, e esse Peter Gabriel é um exemplo claro de um belo idiota.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Cordeiro em Pele de Lobo

Sabe uma verdade que nós esquecemos? É que, às vezes, pode realmente aparecer o lobo. O pastor de ovelhas e sua mentira sobre a existência de um lobo, teve um efeito tão negativo em seus colegas, que quando o lobo realmente apareceu, ninguém mais lhe dava qualquer tipo de crédito.

Discutir política no Brasil termina de duas formas: todos os políticos são corruptos ou você é idiota por acreditar que algum não seja.  Esperar algo de algum político pode parecer tolisse, mas ainda é preciso, pois toda generalização é extremamente tola. Tudo bem que nossos políticos são, merecidamente, alvos de todo nosso descredito, mas esse tiroteio que está acontecendo no governo Dilma também não faz bem nenhum ao país. Alguém está caçando patos com o joystick de pistola, congratulations!

Nosso país já tem o mau hábito de cobrar provas de quem é acusado, imagina agora com essa febre de denunciar, julgar e condenar ministros antes mesmo de qualquer prova. No fim só irá restar a Dilma (eu acho) o Jean Willys (ganhou o BBB, já está rico há muito tempo) e o Tiririca (propina é coisa de abestado).

Sabe qual é o ponto chave da história do pastor de ovelhas? É que no fim havia um lobo, pois então, acreditemos que entre os nossos políticos exista um bom cordeiro.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Manual do Cool

Na era da velocidade extrema e da informação digitalizada, nós – pequenos gafanhotos – nem sempre conseguimos produzir opiniões abalizadas resultantes do tanto de conhecimento que nos é direcionado dia-a-dia. Portanto, uma série de comportamentos pré-moldados – independentes de algum conceito por trás – te faz um cara cool, sem nem precisar digerir informações, formar opiniões, etc. Não sabe o que é um cara cool? Um cara descolado, inteligente, que é sempre melhor que todos e consegue ver além do alcance. Aprenda em 5 passos o necessário para ser um cool:

1° - Não assista televisão; é de bom grado que todas as pessoas que te conhecem saibam que você não perde tempo assistindo TV, porém, numa roda de amigos você sempre sab conversar sobre o que passou no CQC, Agora É Tarde, no Jornal Nacional ou até mesmo que filme inedito passará no Tela Quente. Se alguém abordar tua contradição, explique que você estava na sala estudando e tua mãe estava assistindo ou que você passou no quarto do teu pai quando o ocorrido estava sendo televisionado.

2° - Nós não podemos fazer uma Copa do Mundo enquanto pessoas passam fome, ou melhor, nós não podemos fazer nada enquanto pessoas passam fome. Cool que é cool tem que ser sempre humanista, mesmo parecendo – muitas vezes sendo – ignorante. Em uma conversa, convença à todos que no Brasil só funciona uma coisa de cada vez, logo, se fizermos uma Copa do Mundo, iremos esquecer das criancinhas que não tem o que comer.

3° - É proibido gostar de Pitty ou de qualquer outro rock nacional, que não seja o Los Hermanos. O rock nacional é alienado e sem a menor qualidade, enquanto bandas norte americanas e britânicas colocam qualquer banda nossa no bolso. O Titãs avisou que “um iditoa inglês, se é idiota, é bem menos que nós” mas é proibido também gostar do Titãs.

4° - Campanhas de rede social são rídiculas e ferem a inteligência de um cool. O cara que é cool de verdade tem que ir contra qualquer tipo de campanha, pois todas terão alguma falha na concepção ou na operação. É bem verdade que o cool nunca muda uma peça do lugar, mas isso também faz parte do ser cool.

5° - A massa nunca terá uma opinião que preste. Se algum filme, música, talk show tiver uma grande aceitação da massa, você jamais – eu disse JAMAIS – deverá gostar desse mesmo entretenimento; você é cool! Deve arranjar alguma ponta de alienação naquele fato e mostrar que sua opinião é de quem consegue ver de cima, deixando os meros mortais longe de qualquer embasamento prévio.

Agora que você já pode se definir como um cool, eu tenho um grande pedido à você: VAI TOMAR NO COOL.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Rock In Rio, EU VOU... te explicar


Ooooh, oooooh, ooooh ROCK IN RIOOOO!!!! Finalmente temos mais uma edição do Rock In Rio em terras brasileiras. E, empunhando a espada e o olho de tandera, irei tentar explicar aos chatos de plantão que ROCK IN RIO é um nome de um festival de música e não de um festival de ROCK. Obs: qualquer comentário do tipo: “então troca de nome” será excluído pelo bloqueio autómatico à acefálos.

Estou radiante com o desenvolvimento do Festival e com a qualidade demonstrada pelas atrações. Não sou do tipo que fico agradecido pelo convite a bandas como Korzus, Mutantes,  Jupiter Maçã e Matanza, pois esses devem ter sempre cadeira cativa em eventos desta magnetude, a organização não fez nada mais do que a obrigação deles, porém, estou aqui para explicar que o Rock In Rio IV não passa nem perto de ser “um festival vendido” como muito afirmam. Vamos aos fatos:

O Rock In Rio sempre trouxe grandes bandas de rock para compor o festival – isso é maravilhoso – e ostenta o nome do Rio, pois este foi o primeiro cenário do Festival. Então, é fácil entender o  motivo do nome. A primeira edição contou com bandas como AC/DC, Iron Maiden, Queen, Ultraje a Rigor... É rock ou não é?! Porém, a participação de Pepeu Gomes – muito elogiada, por sinal – no palco principal já dava o tom que o festival queria ter; Um festival de música universal, que tivesse como centro o rock.

E assim conseguiu, a primeira edição teve 80% do seu palco principal formada por bandas de Rock. A segunda edição contou com 79% e a terceira com 73%. As duas apresentaram bandas do calibre de Guns N Roses, Oasis, REM, Foo Figthers... mas sempre se viu representantes fortes de outros estilos como o Carlinhos Brown, Sandy & Junior, Britney Spears...

Vamos agora debater com os corneteiros de plantão: O Festival de Verão de Salvador é críticado pelos apreciadores da boa música por ser um carnaval antecipado, pois sua grade é formada por mais de 50% de atrações de axé. Eu pergunto: Como o Festival de Verão e o Rock In Rio podem ser críticados pelo mesmo motivo se ambos tem sua grade estruturada de forma completamente diferente? Será que vale mesmo o rótulo de Carnaval In Rio?

“Então muda o nome!” mudar o nome para quê, se boa parte do Rock In Rio é puro rock. Outra coisa, Rock In Rio é uma marca, na novela “Malhação” existe pessoas se exercitando? O “Redação SporTV” é um programa sobre técnicas textuais? Se você ainda insiste que o nome deve ser mudado, então reclame mais do fato de existir um Rock In Rio em outros países.

Já que você está com vergonha do seu pensamento errôneo é a hora de fechar a matraca e ficar feliz da realização de um festival desse porte ter o Brasil como Background. Mas, se você insiste nesse pensamento imbecil vá até o espelho e reflita: se seu nome for Albert, Marina, Thom ou Fernanda peça para trocar, pois você tem o nome de uma pessoa inteligente e, pelo jeito, não combina.