terça-feira, 1 de setembro de 2009

Caso da professora "toda enfiada"

A era É O Tchan, Gang do Samba e Cia gerou filhotes, diferente dos papais, que de sacanagem tinham só suas dançarinas(o suficiente), seus rebentos conseguem extrapolar o limite do ridículo utilizando letras de baixo nível e coreografias que mais parecem um filme pornô ao vivo. A Bahia é a concentração dessas bandas. Símbolos como Carla Perez, Scheila Carvalho mostram que com pouco cérebro e muita bunda se pode viver “bem”, assim viram exemplos para milhões e milhões de mulheres e homens. Aí você me pergunta “homens também?” e eu respondo: Sim (claro ¬¬), mas a materialização da não inteligência vem através de cantores de pagode sem qualquer teoria musical, letras de péssimo gosto e apelo sexual de suas dançarinas ou qualquer mulher que se proponha a subir ao palco e dançar, e nesse ultimo fato que iremos nos fixar (rimei ^^). Este é o caso da professora “toda enfiada” (música de linha direta)

O vídeo de uma professora dançando a música da banda O Troco (que com certeza conseguiu este nome ao colocar os ingressos do show a um centavo e o público pedir o troco) repercutiu por toda internet e meios de comunicação de massa. A professora Jaqueline faz a coreografia da música “todo enfiado” deixando que o vocalista da banda pegue sua calcinha e a atoche em seu ânus (enfiando no c...) quase a deixando nua. O youtube teve em duas de suas listas (Vídeo mais visto e mais adicionado a favoritos) este vídeo, o que fez a televisão se interessar pelo caso e transformá-lo em reportagem. Canais como Band, Globo e Record exibiram matérias sobre o assunto, mas só a Record e sua não catraca de seleção abriu espaço para a professora se pronunciar e tentar explicar o caso, mesmo tendo consciência que sua imagem já estava toda enfiada.

No programa de Geraldo Brasil (nível tão alto quanto da professora) Jaqueline desabafou sobre toda sua mudança de rotina desde que virou “sucesso” da TV. A professora se sente injustiçada por ter sido demitida de sua escola, a qual dava aulas a alunos de 5 a 6 anos de idade. Injustiçada??? Acredito eu que como educadora ela deveria banalizar qualquer ato que denigra a mulher e qualquer comportamento que vulgarize e exponha a imagem feminina, ao menos se ela fosse achar bonito suas alunas dançarem com as calcinhas aparecendo, sendo regidas pelos seus coleguinhas.

Outra reclamação por parte da professora é o fato de estar sendo chamada de coisas que não é (creio que seja algum sinônimo de vagabunda), mas se alguém que sobe a um palco, dança de forma libidinosa com a calcinha para fora e deixa que um homem a conduza de forma mais libidinosa ainda não é uma vagabunda, então o Sarney é inocente.

Além do terrível papel de mediador desempenhado por Geraldo Brasil, seus comentaristas, Leão Lobo e Amin Khader, fizeram questão de manter o nível. O primeiro aconselhou que a professora enfrentasse a escola com um discurso de “eu fiz e daí? O que isso influência meu jeito de lecionar?” e eu te respondo caríssimo fofoqueiro Leão Lobo, influencia no fato do professor ser o exemplo maior para as crianças (depois de seus pais) e exercer função de formador de mentes, quanto mais para crianças que estão suscetíveis a influencia de todos os lados, seja ela na sala de aula ou em um vídeo da internet. Amin foi bem mais ignorante e afirmou que “Salvador tem um povo festivo...baiano vive dançando...por essas e outras eles estarão ao seu lado” colocar a inteligência do baiano de lado e achar que ele irá agir somente pela cultura da bunda é uma ofensa sem tamanho, se você acha bonito essa vulgaridade, nós baianos com algum cérebro no lugar não achamos.

A professora ainda se mostra uma pessoa com péssima instrução, se contradizendo em varias partes da entrevista e mostrando muita dificuldade ao desenvolver frases. O que nos leva a pensar em outro fato. Qual é o nível dos educadores que nossas faculdades estão produzindo??? Mas isso é outra questão a ser aprofundada.

Quem sai ganhando com esse escândalo é a banda O Troco, que conseguiu mídia espontânea em cima de sua música, porém, eles são os únicos que podem comemorar algum lado positivo neste episodio, pois para um país que ri da imoralidade, ter uma professora dançando com a calcinha a mostra é só mais um reforço de onde foram parar nossa moral (no mesmo lugar indicado pela música) e ver um programa com repercussão nacional achar graça e defendê-la utilizando argumentos pífios só nos faz “bater o martelo” de vez em relação aos princípios da televisão brasileira (principalmente a Rede Record). Talvez a Vanusa esteja parcialmente certa em sua nova roupagem ao hino nacional, “és belo” acho que sim, “és forte” não muito, “és risonho” até demais.

Obs: Essa é somente a primeira parte da matéria, as outras partes podem ser selecionadas ao fim do vídeo.

domingo, 23 de agosto de 2009

Enquanto isso no Senado...

Está certo que a Lost Machine só tratou até agora de meios diferentes de entretenimentos, mas venhamos e convenhamos, a política nacional é séria? Se tudo é uma grande palhaçada, então assistimos a um espetáculo bizarro e pagamos caro pelo ingresso. O conturbado clima do Senado é alvo de tantas piadas que já virou um entretenimento as avessas. Quem aqui não riu com a cara de mal do príncipe Collor e seu cavalo branco? (que foi embora junto com a memória brasileira), e o Sarney com cara de “não tenho culpa” observando a discussão de primeira série entre Tasso Jereisati e Renan Calheiros? O triste é saber que estas risadas valem caro. A nossa Máquina Perdida tentará achar o “começo, fim e meio” desta infinita confusão.

O começo e o fim são bem simples, a falta de vergonha na cara. Felizmente não poderei fazer uma generalização de todos os políticos, pois alguns deles estão demonstrando total vergonha com o arquivamento de onze ações contra o presidente Sarney. Flavio Arns e Marina Silva são os primeiros a pular do barco, o primeiro, no entanto, ainda não oficializou sua saída do partido, mas vem fazendo declarações que reprovam o “sol tapado com a peneira” que vem sendo parte de todas as atitudes petistas. A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, vai mais longe, deve se candidatar a presidente pelo partido verde (PV) e, felizmente, já conta com a aceitação da população feminina do país, já que Dilma Roussef está se queimando antes de começar as eleições e Heloisa Helena não troca de roupa. O que falta à ex-petista Marina é um bom marketing pessoal, mas se conseguiram com um barbudo, com aspecto sujo e barriga de cachaça, então ela é café pequeno. Andando na contramão dos dois petistas, o senador Aloísio Mercadante fez que foi, não foi e acabou voltando (ou “fondo”, se assim se permitir), denominando a sua permanência no PT como “a hora do sacrifício”. A coisa realmente está feia.

O meio é o mais degradante, é tão sujo que só de pensar me deu vontade de tomar banho (bela piada ¬¬). É formada por uma total falta de importância dos políticos com seu trabalho (se assim pode ser chamado), utilizando viagens de trabalho para família, aumentando o próprio salário a troco de nada e discutindo feito crianças, para ver quem tem a maior parte do pé na lama. Renan Calheiros acusou Tasso Jereissati de ter utilizado dinheiro público para comprar jatinhos e foi rebatido com a acusação de ter roubado os próprios empreiteiros, engraçado que nenhum dos dois negou nada, só ficaram a se acusar. Ainda na discussão Tasso argumenta de forma muito madura, utilizando uma sucessão de “é meu, é meu, é meu” (eu lembro de ter discutido com um coleguinha assim na alfabetização), enquanto Renan esbanja seu linguajar fino chamando seu oponente de “coronel de merda”, mas o respeito e a classe em hora nenhuma são deixados de lado, já que todas as ofensas são sempre antecedidas de Vossa Excelência e prosseguidas de um belo abotoar de terno.

O ex-presidente e FDP Fernando Collor foi ainda mais maduro, recheando sua discussão com Pedro Simon (que confessou ter estado com medo de ser morto por Collor, assim como o pai do mesmo fez na década de 60) com frases do tipo: “evite pronunciar o meu nome” e “falarei quando eu quiser”, além de seu olhar transtornado que mais parecia Vegetta se transformando em super sayajin e voando atrás do Goku.

Não é de se espantar que o povo brasileiro tenha total descrença com a política, mas a irresponsabilidade na hora do voto também resulta nesse “circo de horrores”. Candidatos como Túlio Maravilha, Frank Aguiar e (eu me envergonho demais disso) a transsexual Leo Kret (que nem concluiu o ensino médio) se elegem por sua popularidade, que nada tem haver com alguma competência política, mas o povo só vota neles por não ter educação suficiente para entender o que realmente é um político. Logo chegamos à seguinte conclusão: Má política gera má política.

Enquanto Sarney abrir a boca para dizer que não se sente culpado de nada, Collor conseguir voltar ao poder depois de sofrer um Impeachment e Lula tirar o corpo fora de todos os problemas políticos existentes, o Brasil continuará sendo uma redoma de descrentes na política e só ira gerar políticos descrentes na sociedade.

E agora você se pergunta: “por que você usou Raulzito para descrever o trajeto da política brasileira? Só por que ele está fazendo vinte anos de morto e todos agora só falam nele? Também ^^, mas principalmente por entender que assim como o “inicio, fim e meio” a política safada do Brasil não terá um fim e por mais que eu não queira, minha opinião sobre política é aquela velha formada sobre tudo.

domingo, 16 de agosto de 2009

E quem não foi indicado ao VMB 2009?

A resposta é simples, EU! Mas só por que meu twitter não é muito conhecido e meu blog, ainda, não é tão famoso, pois se fosse, eu (mero mortal que não pede toalhas brancas a ninguém) teria grandes chances de concorrer a uma “estatueta” do Video Music Brasil 2009. O VMB 2009 vem com uma abrangência de categorias tão estarrecedoras que até o Mano Meneses concorre a uma delas! A nossa Maquina Perdida irá decorrer sobre os indicados, os possíveis campeões (merecedores ou possuidores de mais fãs) e as expectativas dessa grande festa da música brasileira.

O VMB perdeu parte da sua graça quando começou a premiar somente os artistas (também quando colocou a Cicarelli como apresentadora), assim, os clipes megalomaníacos não eram mais tão enaltecidos e as bandas que tem o maior número de fãs de “prega” sempre vencem a mais esperada premiação da noite. Este ano os clipes ainda não são premiados, mas as categorias distintas voltaram a figurar a premiação (rock, pop, eletrônico), porém, a Mtv mostrou ser ou oito ou oitenta, ou tem nada ou tem demais. Além destas categorias especificas, o VMB 2009 irá especificar até o “não agüentar mais”, com melhor banda de Rock Alternativo e melhor banda de Hardcore. Ô Mtv, aí é demais, era melhor entregar o prêmio na mão do Dead Fish ao ter que inventar uma premiação só para bandas de Hardcore.

Vamos a uma boa explicação sobre essa abrangência exagerada da Mtv. A emissora cansou de premiar bandas que tem muito público e pouca qualidade, sejamos sinceros, fora a Pitty, todas as ultimas bandas que se deram bem no VMB tem a qualidade bastante discutível, logo, a criação de tantas categorias irá premiar quem realmente merece ser premiado, bandas como: Macaco Bong e Retrofoguetes (Instrumental), Moveis Coloniais de Acaju e Nervoso e os Calmantes (Rock Alternativo), Vivendo do Ócio e Holger (Aposta Mtv) fazem música de forma muito peculiar e irreverente para não ter seu trabalho reconhecido pela TV mais musical deste país

Essa abrangência não explica um erro infantil da TV. “Errar uma vez é humano, duas vezes é burrice”, dar prêmio todo ano a quem nem se da o luxo de se preocupar em saber que está concorrendo é prova de total merecimento de um chapeuzinho com orelhas de burro. Prêmios como Melhor Artista Internacional e Melhor Game só servem para alongar a noite da premiação, pois agregam nada ao VMB.

As novidades do VMB 2009 são bem inusitadas. A Mtv jogou com a “cabeça” e aproveitou o boom do twitter e o ganho de credibilidade dos blogs e outros meios virtuais para premiar aqueles que foram mais requisitados em seu meio (perdoe-me o duplo sentido), eles estão representados na categoria de Melhor Blog e Melhor Twitter (tendo a chance da fiel colocar o Mano Meneses como vencedor de melhor Twitter, seria no mínimo engraçado)

Pitty, Nx Zero e Skank já figuram como grandes favoritos da noite. A Pitty lidera o número de indicações, com a marca impressionante de seis indicações em nove possíveis. A baiana já pode colocar o troféu de melhor vocal debaixo do braço, pois toda vez que disputou o premio Pitty o ganhou e o fez valer ao vivo (a Bahia é demais ^^). Skank volta a ser concorrente forte. Os mineiros não impressionaram em nada com o novo single, mas mesmo assim estão concorrendo em quatro categorias e podem juntar as estatuetas do VMB 2009 a outras várias ganhadas ao longo dos anos. O NxZero não impressiona quanto ao número de indicações, são apenas duas, mas ganharam o melhor prêmio da noite nos últimos dois anos e são grandes favoritos a repetir a dose (haja fã desocupada).

O VMB 2009 tem os ingredientes necessários para recuperar parte do glamour perdido com o tempo, desde 2006 seus apresentadores pecaram bastante, coisa que não deve acontecer com Marcelo Adnet, que vem se mostrando um dos melhores comediantes dessa nova geração do humor nacional. A grande premiação acontecerá no dia primeiro de Outubro e até lá nós só temos duas coisas a fazer:

Votar bastante nos indicados merecedores de tal premiação e acessar bastante o Lost Machine e fazer dele um indicado ao VMB 2010. Abraços

>>> www.mtv.com.br/vmb <<<

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

É proibido adaptar

A década 2000 pode ficar marcada pelo boom de adaptações no cinema. Prova disso nos deu o a premiação dos melhores filmes de 2008 (também chamada de Oscar), tendo uma lista bastante parecida de possíveis premiados à melhor filme e à melhor roteiro adaptado. O triste é que do grande número de filmes nascem de quadrinhos, desenhos, livros e outros poucos deles respeitam seus antigos fãs, fazendo o expectador ir ao cinema, única e exclusivamente, pelo fato de poder ver seu personagem favorito de carne e osso.

Usaremos então quatro filmes, de quatro vertentes distintas, pra ilustrar essa minha indignação por adaptações, são eles:

G.I. Joe (comandos em ação), X-Men Origem Wolverine, Street Fighter – A Lenda de Chun-Li e Dragon Ball.

Obs: Deixaremos as adaptações de livro para um outro post

Aproveitando o frenesi da estréia de G.I. Joe, nós utilizaremos ele como nosso primeiro alvo, juro que serei bonzinho, pois fui um grande colecionador dos comandos em ação (linha de brinquedos que fez grande sucesso na década de 90) e por eu ainda ter um deles na mesa do meu computador ^^.

G.I. Joe é um ótimo filme, seus efeitos especiais e seu dinamismo o fazem um belo longa metragem, o que é diferente de ser uma boa adaptação. Armaduras biônicas são utilizadas nas cenas de luta, dando um ar muito futurista a uma linha de bonecos que se baseava em uma época de guerra a moda antiga. Imaginamos que se a linha de brinquedo tivesse colocado essa armadura (inexistente) a venda, eu só precisaria comprar um boneco, equipá-lo e dizer aos meus amiguinhos que eu tinha vários deles, só que todos usavam a armadura, assim no natal minha mãe poderia ter me dado presentes diferentes. O filme só peca quanto a este futurismo exagerado, mas não perde em nada, é um ótimo filme e a LostMachine aconselha todos a irem ver. Se não gostarem eu devolvo a grana do ingresso (me filiei ao Activia =P).

Perceberam como estou bonzinho hoje? Acabou agora, pois X-men Origem Wolverine conseguiu desagradar gregos, troianos e qualquer outra civilização que presenteie ou seja presenteada com cavalos. O filme consegue errar em tudo, têm um péssimo roteiro, atuações pífias e, pasmem, efeitos visuais totalmente primários, deixando a mostra que as garras do nosso anti-herói favorito foram feitas com a mesma tecnologia da novela Mutantes (que usa a mesma tecnologia do Chaves e assim vai). A aparição de personagens como Gambit, muito esperada nos outros filmes de X-Men, não agrega nada ao filme e a explicação bizarra de como Wolverine perde a memória é a cereja do bolo.

A década de 90 (lá vai eu falar de novo em décadas) nos “amaldiçoou” com uma versão de Street Figther em longa metragem produzida pelos estúdios hollywoodianos. Nesta versão o Tenente Guile passa a ser o personagem principal, só por que seu país no jogo é o EUA, o que me leva a crer que se o Brasil produzir um filme de Street Figther a fera Blanka será o protagonista, mesmo ele não tendo a capacidade de falar. A nova versão, A Lenda de Chun-li, que ainda não estreou no cinema, (eu admito que baixei ilegalmente e assisti, quem não faz isso que jogue a primeira pedra) tem tudo para desagradar de novo, pois mais uma vez eles esquecem que Ryu e Ken são os protagonistas, investem em uma história vazia e escolhem atores que em nada se parecem com os personagens do jogo e, pasmem, (de novo) Taboo do Black Eye Pies viverá o grande rival de Chun-Li, o mascarado Vega. Quem foi que teve essa idéia? E quem foi que incentivou? Quantas pessoas jogam Street Fighter ouvindo Black Eye Peas? É... vamos pro próximo.

Dragon Ball, é de longe a adaptação mais esperada entre os fãs de anime, todas as tardes de Band Kids voltaram as rodas de conversa quando saiu a informação da adaptação de uma das séries mais bem sucedidas na história da animação japonesa, mas como dizem, a expectativa é a mãe da decepção e mais um filme de se jogar no lixo e esse eu faço questão de apontar erro por erro, vamos a eles:

Goku é ocidental e nerd (no desenho ele é burro pra caramba e Japonês)

Picollo é da cor de uma maça verde (e não da cor de um limão)

Mestre Kame aparenta ter uns quarenta anos (no desenho ele parece ser um pouco mais novo que a Hebe)

Uma ajudante desconhecida segue Picollo o filme todo (Será Tomb Raider? Não mesmo, a Angelina Jolie tem muito bebê para amamentar)

Ozaru é um macaco de dois metros e meio, no máximo, e Shen Long é um lagarto (ambos são gigantescos)

Além de péssima adaptação, Dragon Ball é um péssimo filme, de roteiro embolado, drama mal elaborado e desfecho de romance pior ainda.

Para vocês que acharam que eu fui muito parcial, irei agora fazer uma lista com adaptações e darei meu julgamento a elas, e vocês podem dar o seu nos comentários, ok? “E lá vamos nós”

Homem-Aranha: Todos os três foram horríveis

X-men: Bons filmes e péssimas adaptações

Hulk: O primeiro me lembrou o Shrek nervoso o segundo eu ainda não assisti, mas tenho boas referencias dele.

Mulher-Gato: Ridículo, não vou me dar o trabalho de comentar, próximo...

Demolidor: Tão bom quanto Mulher-Gato

Batman: Perfeito, ótima adaptação, o Cavaleiro das Trevas é um dos melhores filmes do mundo, sem nenhum exagero.

Motoqueiro Fantasma: Até o Nicolas Cage, protagonista do filme, disse que ele era ruim.

Constantine: Bom filme e péssima adaptação

Super-Man: Ele carrega uma montanha e joga no espaço, eu preciso falar mais alguma coisa?

Homem de Ferro: Sensacional, atuação esplendida Robert Downey Junior.

Transformers: Filme extremamente embolado, gastaram tanto com efeitos visuais que se esqueceram de contratar um roteirista.

Sin City: Muito bom, histórias entrelaçadas com maestria e inteligência, parabéns.

Watchmen: Simplesmente Perfeito.

Elektra: Medonho

Quarteto-Fantastico: Eu prefiro qualquer um da Sessão da Tarde

Chegamos ao fim da analise de nossa Maquina Perdida a essas infelizes adaptações, que estão muito mais perdidas que nós. É como diz o coelho risonho “Quem não tem pra onde ir, qualquer caminho serve” e o cinema internacional nos mostra que realmente está indo para onde o nariz não aponta, se é que vocês me entendem.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Entrando No Limite

E lá estamos nós aqui falando de novo da emissora mais falada do Brasil, a Rede Globo de televisão, porém, desta vez eu não jogarei todos meus cachorros em cima dela, só alguns. As noites de quinta e domingo agora nos brindaram com um dos programas mais inteligentes e mais bem sucedidos da década 2000, No Limite. O programa (Que foi o primeiro reality show da emissora) consiste em reunir anônimos em um cenário precário, eles terão que brigar pela própria sobrevivência, seja ela no jogo, participando de provas que levará a equipe perdedora a eliminar um de seus integrantes, ou no seu sentido real, pois eles não tem qualquer benefício relacionado a alimentos, higiene e etc...
Você leitor deve estar se perguntando: “se o programa é ótimo e já conhecido, então por que você irá falar sobre algo que não surpresa para ninguém?” E eu te respondo, não estou aqui para falar do No Limite, e sim para utilizá-lo como exemplo do “medo” que a Rede Record está causando a Globo, fazendo-a renascer velhos medalhões para não ver sua audiência se transpor a Rede Record.
A um bom tempo a Record vem investindo em programas que começaram a chamar atenção da audiência, mesmo de forma desenfreada e não inteligente (pra não chamar de burra ^^). Novelas com autores, diretores e atores ex-globais (ou excluídos da Globo ou que não passaram no teste pós-malhação) estão levando telespectadores e canais de fofoca (Rede TV) a direcionar alguns minutos do seu tempo debatendo episódios e comentando possibilidades, futuro e etc... como fazem com as da globo.
A mais comentada é a Mutantes e suas definições. Ela mesmo, a novela que nunca acaba e que usa os mesmos efeitos especiais do Chaves. Seus dinossauros feitos de papel, seu roteiro escrito por uma criança de 10 anos, seu elenco recheado (só se for de guloseimas, já que a Preta Gil faz parte dele) e seus vampiros (que felizmente não brilham) dão grande audiência a emissora, já que a novela está na sua 3º edição e ainda faz sucesso convincente, indicando uma 4º.
É bem verdade que a Record conseguiu parte dessa audiência copiando modelos de programas que já funcionavam em outras emissoras, são eles:

Domingo Espetacular = Um Fantástico mais cedo (Que bom, na hora de Fantástico eu sempre estou assistindo filme)
Geraldo Brasil = Faustão de Segunda a Sexta (Deus me livre!!!)
Esporte Fantástico = Esporte Espetacular (E com Mylena Ciribelli)
Bela, A Feia = Ugly Beth (Eu já tinha visto na Rede TV também)
A Fazenda = Big Brother Brasil (Igual o BBB, só que é na roça, mas continua sendo com desconhecidos ^^)

Temos que ressaltar que outro programa que ajudou esta ascensão da Record é o belíssimo Hoje Em Dia . O modelo foi inserido no Brasil pela emissora e ganha pontos pela sua interatividade e diversificação de temas. Esses motivos deixam a Rede Globo de cabelo em pé, tanto que vários de seus programas sofreram alterações durante esse primeiro semestre de 2009, vamos a exemplos de novo:

Domingão do Faustão voltou a inserir quadros interessantes ao seu cronograma dominical (ninguém merece pizza do Faustão Né?), revivendo até algo semelhante às olimpíadas do Faustão.
A TV Globinho já mudou seu quadro de desenhos quatro vezes este ano (sim, eu faço nada pela manhã), coisa que só acontece no período de férias escolares.
A “coincidência” do Vale a Pena Ver de Novo só estar repetindo novelas das 8 que foram lideres de audiência.
E, por fim, a reintegração de programas que já funcionaram no passado, como o Jogo Duro (que tinha o nome Hipertensão e era apresentado pelo Zeca Camargo) e o próprio No Limite.
É bem verdade que a Record ainda está longe de alcançar a Globo, mas isso não se mostra impossível e a Globo mesmo já está tomando suas precauções para que isso não aconteça. Rumores dizem que a Record pretende contratar Galvão Bueno e Pedro Bial (ta bom! E eu acredito que o Paulinho Vilhena vai apresentar o Oscar ¬¬), o que seria ótimo para continuar sua ascensão, estamos aqui para pagar pra ver. Senhora Rede Globo, creio que você esteja “No Limite”.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Entrevista com a Retrofoguetes



A Bahia é a terra do axé? Lógico que não, todos nós só enxergamos o que gostamos de enxergar. Para mim e para todas as pessoas que se aprofundam no cenário underground baiano a Bahia é a terra do experimentalismo e do rock n’ roll em sua mais pura essência, você vê isto? Pois é, eu vejo muito além, vejo o nascer de bandas que já marcaram seu nome na história do rock baiano e a Lost Machine teve o prazer de entrevistar o baixista de uma das melhores bandas que surgiram no cenário nacional (made in Bahia). CH o baixista da Retrofoguetes.

A Retrofoguetes é uma banda instrumental que surgiu em 2002, sendo formada por remanescentes da primorosa Dead Billies. Em 2004 ela lançou seu primeiro álbum Ativar Retrofoguetes, tendo na sua formação CH (Baixo), Morotó Slim (Guitarra) e Rex (Bateria). O primeiro traz uma pegada rock com predominância na surf music e foi bastante elogiado por várias camadas do meio musical. Em julho de 2009 a Retrofoguetes lançou seu segundo álbum, o Cha Cha Chá, um Cd que passea por diversas áreas sem perder o bom gosto e o timbre peculiar de Morotó.

A nossa Maquina Perdida entrou em contato com CH, baixista da banda, que nos concedeu uma bela entrevista, vamos lá:

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A idéia de montar uma banda instrumental foi tomada por que só assim vocês conseguiriam chegar a um estilo de som mais peculiar ou vocês não tinham mais paciência para ego de vocalista?

Na verdade tudo se deve ao fato de que sem vocal sobra mais dinheiro para os músicos, rsrs. Mas essa é uma vertente com a qual Rex e Morotó já vinham flertando desde seu trabalho anterior, os "Dead Billies". Com o fim da banda a idéia de um trabalho instrumental ganhou força e assim começamos a compor nossas músicas e dar forma ao projeto Retrofoguetes.

Bandas como a Retrofoguetes têm influências em diversas áreas musicais. Quais são suas principais influencias referente a estilos e artistas?

Existem muitas influências, Swing Jazz, Cocktail Lounge, Rockabilly, Psychobilly, Mambo, Surf Music, Polca, música mexicana, etc. Na Surf Music posso citar o Ventures, Dick Dale e Man or Astroman? como influências. Rockabilly e Psychobilly têm bandas como os Stray Cats, Cramps, Reverend Horton Heat entre muitas outras. Gostamos das trilhas de Spaghetti Western do mestre Enio Morricone, ouvimos o coral do exército russo, as polcas tradicionais da Moldávia, entre muitas outras coisas... E as referencias não param por aí, passam por filmes, seriados de ficção científica e quadrinhos. São coisas que gostamos e que de certa forma influenciaram na nossa formação.

Como é processo de composição de uma banda instrumental? Quem é o letrista? (rsrsrs)

As músicas podem surgir a qualquer instante, pode ser num quarto de hotel ou numa passagem de som, numa jam session ou até num passeio de carro. Às vezes trazemos algum esboço de idéia de casa também. Todos podem contribuir e interferir no processo, temos liberdade total uns com os outros e isso nos permite chegar aonde queremos com nossa música. Mas a coisa acontece de uma forma muito intuitiva, não é planejada, não sentamos e decidimos: "- Agora vamos fazer um Tango, agora uma polca..." Simplesmente a músicas vão aparecendo e a gente vai lapidando.

O PIB (Produto Instrumental Bruto) é um festival que só tem em sua grade musical bandas independentes. Existe uma cena paralela formada só por bandas instrumentais? Por favor, aconselhe algumas aos nossos leitores.

Existe hoje no Brasil uma gama imensa de bandas instrumentais com trabalhos bem bacanas. Pata de Elefante, Fantasmagore, Dead Rocks, Gasolines, Macaco Bong, Hurtmold, Estru´mental, Reverba Trio, são algumas delas.

As bandas instrumentais não parecem ter muita preocupação com os nomes de suas músicas, diferente de vocês, que mesmo não tendo letra conseguem relacionar o nome ao som (Santa Cicília, A Fantástica Fuga de Magnólia Pussycat, Bikini 1958). Quem pensa nos nomes das músicas?

Normalmente quem batiza as músicas é Rex, nosso baterista. Às vezes eu dou meus pitacos como foi o caso do "Falso Turco", relacionada a uma história que li de um robô vestido de turco que jogava xadrez. Na verdade havia um cara embaixo da mesa manipulando o boneco, daí o nome "Falso Turco". Mas sempre discutimos os nomes e as sensações que as músicas nos dão. "A Fantástica Fuga de Magnólia Pussycat", por exemplo, surgiu de uma perseguição de Morotó a sua gata, que na ocasião tinha fugido de casa. Enmascarado surgiu da minha idéia de um Western com robôs humanóides, como no filme "Westworld" de 73 com Yul Brynner, um faroeste de ficção científica.

A Retrofoguetes fez um show memorável no Teatro Castro Alves, sendo a primeira banda de rock a lançar seu Cd no local. Fale um pouco sobre a experiência desse show e como foi reproduzir o Cha Cha Chá com todos os instrumentos encontrados nas gravações.

Foi incrível... Subir naquele palco com aquele time de músicos e reproduzir fielmente o Chachachá... Bom, trabalhamos com músicos extremamente competentes, então não foram necessários muitos ensaios. Basicamente fizemos um ensaio para cada músico que participou. A Orkestra Rumpilezz, por exemplo, apenas passou a música conosco na montagem do palco, com as partituras em mãos, sob a orientação do maestro Letieres Leite. A produção do show foi bastante trabalhosa, tivemos muito pouco tempo para conceber e produzir este espetáculo (apenas um mês), então foi uma verdadeira maratona, mas no final deu tudo muito certo e tivemos o suporte de uma equipe de profissionais maravilhosos, todos escolhidos a dedo. O convite do Teatro foi uma surpresa para nós e uma honra, já que esse é o palco mais nobre da música brasileira e nos ser concedido o ineditismo de ser a primeira banda de rock a lançar um disco ali foi bastante significativo para nossa carreira.

O Ativar Retrofoguetes (primeiro cd) tem uma aura mais surf music, já no Cha Cha Chá (segundo cd) vocês passeiam por diversos ritmos. A idéia da banda é nunca ficar presa a algum estilo ou o segundo álbum foi algo mais experimental?

Justamente por acharmos que não devemos estar presos a nada fizemos esse disco dessa maneira. A Surf Music é um viés pelo qual caracterizamos o nosso som, você encontrará os timbres desse estilo em muito do que fazemos. No entanto conseguimos ter a capacidade de tocar aquilo que quisermos e soar "Retrofoguetes". Acima de qualquer coisa, hoje temos o nosso som, com características bem próprias, então por mais que toquemos estilos diversos, haverá sempre uma unidade.

A música underground virou uma forte realidade e tende a crescer, graças ao seu experimentalismo e ao advento de meios como a internet que facilitam a difusão do “Do It Yourself” (faça você mesmo). Vocês acreditam que o crescimento da cena underground também se deu pela decadência do cenário mainstream?

Existe aí uma confluência de acontecimentos. O crescimento da internet e a subseqüente queda do sistema feudal praticado pelas gravadoras nos mostra que existem novos caminhos a serem seguidos e aqueles que souberem utilizar essas ferramentas com inteligência, terão mais longevidade. Creio que há uma maior profissionalização na cena independente brasileira e isso acaba refletindo esse crescimento. Ninguém precisa de uma gravadora dizendo a você o que fazer com sua carreira, pelo menos é assim que eu penso, acho que o artista precisa decidir por si quais os melhores caminhos, acho muito importante ter noção de contratos, produção, etc. Hoje você pode ter um escritório de música em casa e se comunicar com o mundo.

Falando um pouco do passado. Em entrevista a MTV, o Thunderbyrd disse que a Dead Billies foi à melhor banda de Rockabilly do Brasil, infelizmente ela não teve grande repercussão nacional. Vocês sentem alguma tristeza pelo Dead Billies não ter chegado ao sucesso que merecia?

Apesar de não ter sido integrante da banda (Rex e Morotó são membros remanescentes do grupo), acompanhei o processo dos Billies de perto, pertenci a Dois Sapos e Meio, outra banda importante na cena local, e fizemos muitos shows juntos. Realmente eles foram os melhores dentro do seu estilo e ainda tinham muito a mostrar e a crescer. Mas são bastante reconhecidos pelo Brasil e tiveram sucesso com esse trabalho. O que é o sucesso? Pra mim é fazer excelentes discos e excelentes shows. Isso eles fizeram com primor. E sempre tocavam com casa cheia onde quer que fosse. Acho que a tristeza se deve ao fato da banda ter chegado ao fim, mas pensando de forma positiva estão todos aí dando suas contribuições artísticas, Mosckabilly tem o Teclas Pretas, Joe hoje acompanha Pitty e Rex e Morotó estão comigo no Retrofoguetes.

Obrigado a vocês, a banda é sensacional e o novo Cd já pode ser considerado um dos melhores de 2009. Falem agora o que quiserem e muito obrigado.

Obrigado pelos elogios, nos esforçamos muito para fazer sempre o melhor que pudermos. Compareçam aos shows, comprem os discos dos artistas que vocês gostam, esta é a melhor forma de se prestigiar um trabalho.


Um abraço a todos!

CH Straatmann(Retrofoguetes)


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Alguém tem um feitiço para matar cineastas?

E mais uma saga do rapaz que gosta de pegar na varinha e sentar na vassoura (bela piada) está nas telonas. Harry Potter e o Enigma do Príncipe é o sexto livro e, por conseqüência, o sexto filme do bruxo mais famoso de toda a história da humanidade. A saga conta a história de um bruxo que tem os pais mortos para protegê-lo de um terrível ser das trevas (Lord Voldemort). O Enigma do Príncipe conta a história de como o jovem promissor Tom Riddle vira o temeroso Voldemort, usada de plano para as aventuras de Harry e Dumbleodore a procura de métodos que pudessem eliminar o Lord das Trevas.

Agora que eu imagino que você já esteja por dentro de parte da história (isso para quem não viu o filme ou leu o livro), assim, a nossa Maquina Perdida já pode começar de fato essa crítica. O filme é de longe o mais sombrio e “dark” da série, sua iluminação é muito escura, os cenários são recheados de cores frias, principalmente nas lembranças da penseira de Dumbleodore referente ao jovem Tom Riddle. Isso é um ponto positivo do filme, pois este livro prepara um terreno caótico para ser salvo por Harry e sua turma no sétimo livro (contei ^^).

Outro aspecto positivo do filme é a atuação de Tom Felton como Draco Malfoy. Draco é incumbido de duas missões extremamente importante para Voldemort, consertar um armário mágico que daria acesso aos comensais da morte a escola Hogwarts e tirar a vida do diretor da escola, Alvo Dumbleodore. Tom Felton interpreta com maestria um Malfoy insano por sua incumbência e esquizofrênico por não ter a opção de errar, pois isso o faria perder a vida. Diferente do livro (eu não sei o porquê) o filme não retrata a ajuda, importantíssima, dos “braços direito” de Malfoy, Crable e Goyle.

Outras mudanças significativas muito mal compreendidas são:

O beijo de Harry e Gina não acontecer na frente de Ronny

A briga feroz entre Harry e Malfoy, culminando na conjuração do Sectusempra como defesa a magia mortal de Malfoy.

Harry não estar paralisado e envolto a sua capa de invisibilidade enquanto Dumbleodore é morto por Snape.

Essas três passagens do livro são substituídas por cenas fracas que não prendem em nada a atenção do leitor. Já podemos entrar no mérito de um filme que peca mortalmente por não ter fortes cenas de ação, pois o livro retrata um embate feroz entre a armada de Dumbleodore (um grupo treinado por Harry para combater as trevas) e os comensais da morte.

O que podemos concluir é que Harry Potter e o Enigma do Príncipe é a pior adaptação de todos os seis filmes, o filme corta cenas importantes e transforma a eletrizante queda de Hogwarts, em uma chata e inexpressiva aventura. O que me deixa muito intrigado é como os cineastas insistem em transformar histórias interessantes em filmes severamente achincalhados. A Lost Machine já tem um texto semi-pronto sobre adaptações equivocadas, só a espera de G.I. Joe (comandos em ação), que já tem tudo para merecer o framboesa de ouro de 2009.

Se Deus realmente existe, ele jogou uma praga ao cinema internacional, culpa do Mel Gibson.