Revolta, esse é o sentimento que jorra aos borbotões do meu dedo ao teclado. Você imagina por quê? Não, imaginei, mas eu explicarei. Um remake de um filme está para sair, é o Kung Fu Kid, isso mesmo que você está lendo, Kung Fu Kid. Quem viveu o tempo de ouro da sessão da tarde deve estar se perguntando se este é realmente a refilmagem do filme de um Jovem “karateka” que fica impossibilitado de utilizar uma de suas pernas na luta final e como ultima alternativa arrisca o “chute da águia”, conseguindo ao fim vencer a luta.
Kung Fu Kid é sim o remake de Karatê Kid, o triste é que mais uma vez a memória de seus antigos telespectadores é totalmente desrespeitada e algo, altamente, nosense a olhos humanos é colocado no lugar. No elenco temos Jaden Smith (filho de Will Smith) como Daniel San e Jackie Chan no papel Sr Miyagi, espera um pouco, preciso de alguns minutos para entrar em profunda reflexão.................................... Quer dizer então que eles mudaram a cor do personagem principal, a idade do coadjuvante (mas não menos importante), a arte marcial ensinada e até mesmo o nome do filme, isso é demais, será mesmo que não era mais interessante fazer um remake baseado em todas as características marcantes do filme, para que a nova geração saiba o quão legal foi sentir a aflição e emoção que rodeia todo ambiente de Karatê Kid. Eu já to com medo deles substituírem o bonsai por um coqueiro.
Até agora eu falei muito com o meu coração, pois Karatê Kid fez parte da minha infância e me traz ótimas recordações, mas agora irei provar que não estou sozinho nesta revolta. De forma mais contida o ator Ralph Maccio (verdadeiro Daniel San) deu sua opinião sobre o bizarro remake: “fico feliz de ver que muita gente na Internet está irritada com a idéia de refazer Karatê Kid, não porque deseje que a produção fracasse, mas porque certas coisas de fato foram feitas para ser preservadas.” Sabias palavras, porém, o mesmo também elogiou alguns fatores (parece-me mais que ele ta colocando panos quentes para não gerar polêmica) “Eu acho que Jaden vai se dar bem. Ele tem onze anos, sabe lutar... E essa história funciona para sempre, se bem contada. Pra mim o mais difícil é preencher o espaço deixado pelo Sr. Miyagi. E eu também não sei se cabe um arco de história romântica ali no meio, com o garoto naquela idade”
Outro ponto interessante colocado pelo eterno Daniel San é o fato de que não tem como contar uma história de amor com um garoto vivendo a infância. Jaden Smith tem somente onze anos de idade, o que limita muito mais o filme, pois além de fazer as mudanças absurdas que eu falei inicialmente, também cortará uma parte essencial da história, a menos que Jaden se relacione com alguma menininha e apareça alguma cena dos dois brincando de boneco.
Revoltado, eu??? Imagina ¬¬' estou apenas indignado com a falta de respeito dos produtores de cinema com os seus telespectadores, não da para aceitar esse tipo de remake furado. Se a moda pegar eles podem até pensar em re-filmar A Lagoa Azul no Tietê, a água vai mudar um pouquinho de cor, mas ninguém vai notar a diferença.
Me diga o que lhe vem a cabeça quando eu falo em quatro jovens de cabelos arrumados, ingleses e tocando um rock n’ roll de deixar todo mundo de queixo caído? Sim, poderia sim ser os Beatles, mas sua resposta está errada, pois eu estou falando da maior revelação de todos os tempos no universo rock, o Arctic Monkeys. Eles cresceram, seus cabelos já não estão mais arrumados e seu terceiro disco perde qualquer intenção de rock adolescente demonstrado nos dois anteriores. A Lost Machine ouviu meticulosamente e gostou tanto que resolveu repartir esta obra prima com vocês. É hora do rock.
Liderada pelo criativo Alex Turner, o Arctic Monkeys se mostrou precoce desde o dia do seu nascimento. Com apenas17 anos o jovem montou a banda e dois anos depois já colhia frutos de sua popularidade conseguida através de demos distribuídas em seus shows. Em 2005 a banda lançou dois compactos simples (“I Bet You Look Good on the Dancefloor” e “When The Sun Goes Down”) e os dois foram direto para o topo das paradas britânicas.
Ainda sem muita aceitação norte-americana os Monkeys lançaram seu primeiro álbum, o Whatever People Say I Am, That's What I'm Not, que só confirmou a genialidade dos rapazes em produzir ótimas canções indie. Alex Turner sempre se mostrou fã do The Stroke e sua música é claramente influenciada pelo estilo da banda, isso ficou mais latente em Favourite Worst Nightmare, segundo álbum da banda, que teve aceitação mais significativa entre os norte-americanos e total devoção na Inglaterra.
O terceiro e melhor álbum da banda é o que realmente impressiona. O Arctic Monkeys se isolou no deserto da Califórnia para gravar o disco, contando com a produção ilustre de Josh Homme(podemos deduzir que este é o disco de Jesus produzido por Deus). Humbug (nome do Cd) já começa mostrando para que veio, sua segunda faixa (primeiro single do disco), Crying Lighting, demonstra através de riffs e melodias vocais o quão maduros os rapazes ficaram, seu clipe reforça essa idéia transformando os quatros jovens em velhos lobos do mar.Dangerous Animals, Dance Little Liar e Potion Approaching são sombrias e experimentais na medida certa e trazem linhas melodicas mais baseadas na virtuose, algo que é claramente influenciado pela produção de Josh Homme. O Arctic Monkeys sempre teve a recita exata para fazer boas baladas e com Humbug não foi diferente. Fire And The Thud e The Jeweller’s Hands são lindas canções e reforçam o amadurecimento visível da banda, mas se você é xiita e adora o velho (só na expressão mesmo ^^) e bom Monkeys a faixa Pretty Visitors nos faz lembrar que eles ainda são jovens, cheios de energia e que o objetivo simples de se fazer boa música é a vontade de ver todos na pista dançando ao som de sua melodia.
Humbug é de longe o melhor Cd da banda, o que me deixa muito feliz e ansioso em ver qual será o próximo passo desses jovens (“jovens amadurecidos”) ingleses. Tenho certeza que os Beatles estão felizes em saber que seu país cria bandas como os Monkeys e com a mesma certeza digo que eles não estão muito satisfeitos com a versão em arrocha de Let It Be. Vamos ficar só com os Arctic Monkeys que nós ganhamos mais.
“Adeus dunga, adeus dungaaaaa” este coro ecoou todo o estádio do Mineirão quando a seleçãobrasileira fez uma partida, válida pelas eliminatórias da copa do mundo de 2010, e dentro de casa amargou um empate sem sal contra sua maior rival, a seleção Argentina. No dia cinco de setembro (2009) o Brasil fez a partida de returno e a história foi totalmente diferente. Dunga protagonizou a maior “volta ao mundo” que o país já presenciou e a LostMachine é obrigada a dar o crédito ao nosso querido “anão”, pois quem vos fala foi um dos milhões de brasileiros que teve a língua em brasas.
Fazendo uma pequena retrospectiva na carreira de Dunga como técnico daseleção nós percebemos que para ele seria muito mais fácil continuar na barra da saia da branca de neve. Convocar jogadores como Morais (Corinthians, mas na época jogava no Vasco) e o Jhonatan (Botafogo, mas na época jogava no Flamengo) criaram uma desconfiança de antemão do povo brasileiro com o capitão do Tetra, e com razão, Dunga mostrou desde o começo uma vontade infantil de querer ter uma de suas apostas como peça fundamental da seleção, foram elas:
O atacante Afonso Alves e o volante Fernando (Só me recordo deles ao lembrar dos pênaltis perdidos contra o Uruguai)
O lateral esquerdo Marcelo (A eterna promessa do Fluminense, que agora é promessa no Real Madrid)
O goleiro Helton (que seria o marketing perfeito para qualquer marca de frango)
Dunga só conseguiu êxito com suas apostas na Copa das Confederações, convocando o até então desconhecido Felipe Mello e fazendo-o fundamental para a desenvoltura da seleção. Suas exibições repercutiram tanto que o mesmo ganhou um grande status no futebol mundial, o que lhe rendeu um contrato com a equipe da Juventus.
A desconfiança dos brasileiros era tamanha que nem a conquista da Copa América (em cima do hermanos de Messi) serviu para aliviar a pressão sobre Dunga. O Brasil viveu uma época tão desacreditada na seleção, que os jogos, antes prioridade na agenda dos telespectadores, passaram a ser codjuvantes, brigando com o desfile de lingerie do Superpop, o esquadrão da moda do SBT ou algum comercial legal da MTV.
Após uma serie de resultados irregulares, a seleção de Dunga começou a criar “corpo” na vitória sobre a seleção portuguesa e seu modesto líder Cristiano Ronaldo.
Uma sucessão de ótimos resultados e um futebol bastante vistoso (resultando numa classificação antecipada para a Copa de 2010) fez com que o Brasil voltasse a ter um pouco do brilho que fez dela um refugio para um povo cercado de desonestidade e corrupção. Dunga conseguiu recuperar o respeito mundial e a conquista da Copa das Confederações selou o momento que foi intitulado e gritado por todos como a “seleção voltou”.
O caminho percorrido por Dunga foi de longe a trajetória mais tranqüila de um técnico de uma seleção nacional. Entre exageros e desconfianças, Dunga mostrou que todo trabalho deve ser planejado e executado em longo prazo, fato que não consegue entrar na cabeça de qualquer brasileiro, que sempre espera que tudo seja feito ontem, pra anteontem. A resposta de Dunga (as literais sem qualquer nexo) foi dentro de campo (e fora dele, ao deixar de usar as camisas de sua filha). A regularidade e os resultados da seleção servem para o brasileiro refletir sobre qualquer opinião tomada de forma precipitada e para todos nós pensarmos o quanto os resultados podem ser melhor se bem elaborados e não passar a carruagem na frente dos bois e achar que na guerra urubu é galinha.
Ao contrario de nós, nossos hermanos, também conhecidos como vice-campeões das guerras das Malvinas ou simplesmente como Argentinos, usaram o método mais fácil e colocaram o maior representante nacional no comando da seleção Argentina, fugindo de qualquer espécie de pressão antecipada e se munindo de uma paciência excessiva da torcida, já que era nada mais, nada menos que Dieguito Maradona, porém, a paciência já se esgotou e a seleção está sendo severamente criticada por toda impressa Argentina, algo que se agravou com a vitória fácil da seleção canarinho sobre os hermanos (3x1 fora o baile). Hoje vejo que queimei minha língua e agradeço a Dunga por ter recuperado o prestigio necessário a seleção e fica um recado aqui aos argentinos de plantão:
Maradona, esquece a seleção Argentina e tenta outra "carreira". ^^
A era É O Tchan, Gang do Samba e Cia gerou filhotes, diferente dos papais, que de sacanagem tinham só suas dançarinas(o suficiente), seus rebentos conseguem extrapolar o limite do ridículo utilizando letras de baixo nível e coreografias que mais parecem um filme pornô ao vivo. A Bahia é a concentração dessas bandas. Símbolos como Carla Perez, Scheila Carvalho mostram que com pouco cérebro e muita bunda se pode viver “bem”, assim viram exemplos para milhões e milhões de mulheres e homens. Aí você me pergunta “homens também?” e eu respondo: Sim (claro ¬¬), mas a materialização da não inteligência vem através de cantores de pagode sem qualquer teoria musical, letras de péssimo gosto e apelo sexual de suas dançarinas ou qualquer mulher que se proponha a subir ao palco e dançar, e nesse ultimo fato que iremos nos fixar (rimei ^^). Este é o caso da professora“toda enfiada” (música de linha direta)
O vídeo de uma professora dançando a música da banda O Troco (que com certeza conseguiu este nome ao colocar os ingressos do show a um centavo e o público pedir o troco) repercutiu por toda internet e meios de comunicação de massa. A professora Jaqueline faz a coreografia da música “todo enfiado” deixando que o vocalista da banda pegue sua calcinha e a atoche em seu ânus (enfiando no c...) quase a deixando nua. O youtube teve em duas de suas listas (Vídeo mais visto e mais adicionado a favoritos) este vídeo, o que fez a televisão se interessar pelo caso e transformá-lo em reportagem. Canais como Band, Globo e Record exibiram matérias sobre o assunto, mas só a Record e sua não catraca de seleção abriu espaço para a professora se pronunciar e tentar explicar o caso, mesmo tendo consciência que sua imagem já estava toda enfiada.
No programa de Geraldo Brasil (nível tão alto quanto da professora) Jaqueline desabafou sobre toda sua mudança de rotina desde que virou “sucesso” da TV. A professora se sente injustiçada por ter sido demitida de sua escola, a qual dava aulas a alunos de 5 a 6 anos de idade. Injustiçada??? Acredito eu que como educadora ela deveria banalizar qualquer ato que denigra a mulher e qualquer comportamento que vulgarize e exponha a imagem feminina, ao menos se ela fosse achar bonito suas alunas dançarem com as calcinhas aparecendo, sendo regidas pelos seus coleguinhas.
Outra reclamação por parte da professora é o fato de estar sendo chamada de coisas que não é (creio que seja algum sinônimo de vagabunda), mas se alguém que sobe a um palco, dança de forma libidinosa com a calcinha para fora e deixa que um homem a conduza de forma mais libidinosa ainda não é uma vagabunda, então o Sarney é inocente.
Além do terrível papel de mediador desempenhado por Geraldo Brasil, seus comentaristas, Leão Loboe AminKhader, fizeram questão de manter o nível. O primeiro aconselhou que a professora enfrentasse a escola com um discurso de “eu fiz e daí? O que isso influência meu jeito de lecionar?” e eu te respondo caríssimo fofoqueiro Leão Lobo, influencia no fato do professor ser o exemplo maior para as crianças (depois de seus pais) e exercer função de formador de mentes, quanto mais para crianças que estão suscetíveis a influencia de todos os lados, seja ela na sala de aula ou em um vídeo da internet. Amin foi bem mais ignorante e afirmou que “Salvador tem um povo festivo...baiano vive dançando...por essas e outras eles estarão ao seu lado” colocar a inteligência do baiano de lado e achar que ele irá agir somente pela cultura da bunda é uma ofensa sem tamanho, se você acha bonito essa vulgaridade, nós baianos com algum cérebro no lugar não achamos.
A professora ainda se mostra uma pessoa com péssima instrução, se contradizendo em varias partes da entrevista e mostrando muita dificuldade ao desenvolver frases. O que nos leva a pensar em outro fato. Qual é o nível dos educadores que nossas faculdades estão produzindo??? Mas isso é outra questão a ser aprofundada.
Quem sai ganhando com esse escândalo é a banda O Troco, que conseguiu mídia espontânea em cima de sua música, porém, eles são os únicos que podem comemorar algum lado positivo neste episodio, pois para um país que ri da imoralidade, ter uma professora dançando com a calcinha a mostra é só mais um reforço de onde foram parar nossa moral (no mesmo lugar indicado pela música) e ver um programa com repercussão nacional achar graça e defendê-la utilizando argumentos pífios só nos faz “bater o martelo” de vez em relação aos princípios da televisão brasileira (principalmente a Rede Record). Talvez a Vanusa esteja parcialmente certa em sua nova roupagem ao hino nacional, “és belo” acho que sim, “és forte” não muito, “és risonho” até demais.
Obs: Essa é somente a primeira parte da matéria, as outras partes podem ser selecionadas ao fim do vídeo.
Está certo que a Lost Machine só tratou até agora de meios diferentes de entretenimentos, mas venhamos e convenhamos, a política nacional é séria? Se tudo é uma grande palhaçada, então assistimos a um espetáculo bizarro e pagamos caro pelo ingresso. O conturbado clima do Senado é alvo de tantas piadas que já virou um entretenimento as avessas. Quem aqui não riu com a cara de mal do príncipe Collor e seu cavalo branco? (que foi embora junto com a memória brasileira), e o Sarney com cara de “não tenho culpa” observando a discussão de primeira série entre Tasso Jereisati e Renan Calheiros? O triste é saber que estas risadas valem caro. A nossa Máquina Perdida tentará achar o “começo, fim e meio” desta infinita confusão.
O começo e o fim são bem simples, a falta de vergonha na cara. Felizmente não poderei fazer uma generalização de todos os políticos, pois alguns deles estão demonstrando total vergonha com o arquivamento de onze ações contra o presidente Sarney. Flavio Arns e Marina Silva são os primeiros a pular do barco, o primeiro, no entanto, ainda não oficializou sua saída do partido, mas vem fazendo declarações que reprovam o “sol tapado com a peneira” que vem sendo parte de todas as atitudes petistas. A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, vai mais longe, deve se candidatar a presidente pelo partido verde (PV) e, felizmente, já conta com a aceitação da população feminina do país, já que Dilma Roussef está se queimando antes de começar as eleições e Heloisa Helena não troca de roupa. O que falta à ex-petista Marina é um bom marketing pessoal, mas se conseguiram com um barbudo, com aspecto sujo e barriga de cachaça, então ela é café pequeno. Andando na contramão dos dois petistas, o senador Aloísio Mercadante fez que foi, não foi e acabou voltando (ou “fondo”, se assim se permitir), denominando a sua permanência no PT como “a hora do sacrifício”. A coisa realmente está feia.
O meio é o mais degradante, é tão sujo que só de pensar me deu vontade de tomar banho (bela piada ¬¬). É formada por uma total falta de importância dos políticos com seu trabalho (se assim pode ser chamado), utilizando viagens de trabalho para família, aumentando o próprio salário a troco de nada e discutindo feito crianças, para ver quem tem a maior parte do pé na lama. Renan Calheiros acusou Tasso Jereissati de ter utilizado dinheiro público para comprar jatinhos e foi rebatido com a acusação de ter roubado os próprios empreiteiros, engraçado que nenhum dos dois negou nada, só ficaram a se acusar. Ainda na discussão Tasso argumenta de forma muito madura, utilizando uma sucessão de “é meu, é meu, é meu” (eu lembro de ter discutido com um coleguinha assim na alfabetização), enquanto Renan esbanja seu linguajar fino chamando seu oponente de “coronel de merda”, mas o respeito e a classe em hora nenhuma são deixados de lado, já que todas as ofensas são sempre antecedidas de Vossa Excelência e prosseguidas de um belo abotoar de terno.
O ex-presidente e FDP Fernando Collor foi ainda mais maduro, recheando sua discussão com Pedro Simon (que confessou ter estado com medo de ser morto por Collor, assim como o pai do mesmo fez na década de 60) com frases do tipo: “evite pronunciar o meu nome” e “falarei quando eu quiser”, além de seu olhar transtornado que mais parecia Vegetta se transformando em super sayajin e voando atrás do Goku.
Não é de se espantar que o povo brasileiro tenha total descrença com a política, mas a irresponsabilidade na hora do voto também resulta nesse “circo de horrores”. Candidatos como Túlio Maravilha, Frank Aguiar e (eu me envergonho demais disso) a transsexual Leo Kret (que nem concluiu o ensino médio) se elegem por sua popularidade, que nada tem haver com alguma competência política, mas o povo só vota neles por não ter educação suficiente para entender o que realmente é um político. Logo chegamos à seguinte conclusão: Má política gera má política.
Enquanto Sarney abrir a boca para dizer que não se sente culpado de nada, Collor conseguir voltar ao poder depois de sofrer um Impeachmente Lula tirar o corpo fora de todos os problemas políticos existentes, o Brasil continuará sendo uma redoma de descrentes na política e só ira gerar políticos descrentes na sociedade.
E agora você se pergunta: “por que você usou Raulzito para descrever o trajeto da política brasileira? Só por que ele está fazendo vinte anos de morto e todos agora só falam nele? Também ^^, mas principalmente por entender que assim como o “inicio, fim e meio” a política safada do Brasil não terá um fim e por mais que eu não queira, minha opinião sobre política é aquela velha formada sobre tudo.
A resposta é simples, EU! Mas só por que meu twitter não é muito conhecido e meu blog, ainda, não é tão famoso, pois se fosse, eu (mero mortal que não pede toalhas brancas a ninguém) teria grandes chances de concorrer a uma “estatueta” do Video Music Brasil 2009. O VMB 2009 vem com uma abrangência de categorias tão estarrecedoras que até o Mano Meneses concorre a uma delas! A nossa Maquina Perdida irá decorrer sobre os indicados, os possíveis campeões (merecedores ou possuidores de mais fãs) e as expectativas dessa grande festa da música brasileira.
O VMB perdeu parte da sua graça quando começou a premiar somente os artistas (também quando colocou a Cicarelli como apresentadora), assim, os clipes megalomaníacos não eram mais tão enaltecidos e as bandas que tem o maior número de fãs de “prega” sempre vencem a mais esperada premiação da noite. Este ano os clipes ainda não são premiados, mas as categorias distintas voltaram a figurar a premiação (rock, pop, eletrônico), porém, a Mtv mostrou ser ou oito ou oitenta, ou tem nada ou tem demais. Além destas categorias especificas, o VMB 2009 irá especificar até o “não agüentar mais”, com melhor banda de Rock Alternativo e melhor banda de Hardcore. Ô Mtv, aí é demais, era melhor entregar o prêmio na mão do Dead Fish ao ter que inventar uma premiação só para bandas de Hardcore.
Vamos a uma boa explicação sobre essa abrangência exagerada da Mtv. A emissora cansou de premiar bandas que tem muito público e pouca qualidade, sejamos sinceros, fora a Pitty, todas as ultimas bandas que se deram bem no VMB tem a qualidade bastante discutível, logo, a criação de tantas categorias irá premiar quem realmente merece ser premiado, bandas como: Macaco Bong e Retrofoguetes (Instrumental), Moveis Coloniais de Acaju e Nervoso e os Calmantes (Rock Alternativo), Vivendo do Ócio e Holger (Aposta Mtv) fazem música de forma muito peculiar e irreverente para não ter seu trabalho reconhecido pela TV mais musical deste país
Essa abrangência não explica um erro infantil da TV. “Errar uma vez é humano, duas vezes é burrice”, dar prêmio todo ano a quem nem se da o luxo de se preocupar em saber que está concorrendo é prova de total merecimento de um chapeuzinho com orelhas de burro. Prêmios como Melhor Artista Internacional e Melhor Game só servem para alongar a noite da premiação, pois agregam nada ao VMB.
As novidades do VMB 2009 são bem inusitadas. A Mtv jogou com a “cabeça” e aproveitou o boom do twitter e o ganho de credibilidade dos blogs e outros meios virtuais para premiar aqueles que foram mais requisitados em seu meio (perdoe-me o duplo sentido), eles estão representados na categoria de Melhor Blog e Melhor Twitter (tendo a chance da fiel colocar o Mano Meneses como vencedor de melhor Twitter, seria no mínimo engraçado)
Pitty, Nx Zero e Skank já figuram como grandes favoritos da noite. A Pitty lidera o número de indicações, com a marca impressionante de seis indicações em nove possíveis. A baiana já pode colocar o troféu de melhor vocal debaixo do braço, pois toda vez que disputou o premio Pitty o ganhou e o fez valer ao vivo (a Bahia é demais ^^). Skank volta a ser concorrente forte. Os mineiros não impressionaram em nada com o novo single, mas mesmo assim estão concorrendo em quatro categorias e podem juntar as estatuetas do VMB 2009 a outras várias ganhadas ao longo dos anos. O NxZero não impressiona quanto ao número de indicações, são apenas duas, mas ganharam o melhor prêmio da noite nos últimos dois anos e são grandes favoritos a repetir a dose (haja fã desocupada).
O VMB 2009 tem os ingredientes necessários para recuperar parte do glamour perdido com o tempo, desde 2006 seus apresentadores pecaram bastante, coisa que não deve acontecer com Marcelo Adnet, que vem se mostrando um dos melhores comediantes dessa nova geração do humor nacional. A grande premiação acontecerá no dia primeiro de Outubro e até lá nós só temos duas coisas a fazer:
Votar bastante nos indicados merecedores de tal premiação e acessar bastante o Lost Machine e fazer dele um indicado ao VMB 2010. Abraços
A década 2000 pode ficar marcada pelo boom de adaptações no cinema. Prova disso nos deu o a premiação dos melhores filmes de 2008 (também chamada de Oscar), tendo uma lista bastante parecida de possíveis premiados à melhor filme e à melhor roteiro adaptado. O triste é que do grande número de filmes nascem de quadrinhos, desenhos, livros e outros poucos deles respeitam seus antigos fãs, fazendo o expectador ir ao cinema, única e exclusivamente, pelo fato de poder ver seu personagem favorito de carne e osso.
Usaremos então quatro filmes, de quatro vertentes distintas, pra ilustrar essa minha indignação por adaptações, são eles:
Obs: Deixaremos as adaptações de livro para um outro post
Aproveitando o frenesi da estréia de G.I. Joe, nós utilizaremos ele como nosso primeiro alvo, juro que serei bonzinho, pois fui um grande colecionador dos comandos em ação (linha de brinquedos que fez grande sucesso na década de 90) e por eu ainda ter um deles na mesa do meu computador ^^.
G.I. Joe é um ótimo filme, seus efeitos especiais e seu dinamismo o fazem um belo longa metragem, o que é diferente de ser uma boa adaptação. Armaduras biônicas são utilizadas nas cenas de luta, dando um ar muito futurista a uma linha de bonecos que se baseava em uma época de guerra a moda antiga. Imaginamos que se a linha de brinquedo tivesse colocado essa armadura (inexistente) a venda, eu só precisaria comprar um boneco, equipá-lo e dizer aos meus amiguinhos que eu tinha vários deles, só que todos usavam a armadura, assim no natal minha mãe poderia ter me dado presentes diferentes. O filme só peca quanto a este futurismo exagerado, mas não perde em nada, é um ótimo filme e a LostMachine aconselha todos a irem ver. Se não gostarem eu devolvo a grana do ingresso (me filiei ao Activia =P).
Perceberam como estou bonzinho hoje? Acabou agora, pois X-men Origem Wolverine conseguiu desagradar gregos, troianos e qualquer outra civilização que presenteie ou seja presenteada com cavalos. O filme consegue errar em tudo, têm um péssimo roteiro, atuações pífias e, pasmem, efeitos visuais totalmente primários, deixando a mostra que as garras do nosso anti-herói favorito foram feitas com a mesma tecnologia da novela Mutantes (que usa a mesma tecnologia do Chaves e assim vai). A aparição de personagens como Gambit, muito esperada nos outros filmes de X-Men, não agrega nada ao filme e a explicação bizarra de como Wolverine perde a memória é a cereja do bolo.
A década de 90 (lá vai eu falar de novo em décadas) nos “amaldiçoou” com uma versão de Street Figther em longa metragem produzida pelos estúdios hollywoodianos. Nesta versão o Tenente Guile passa a ser o personagem principal, só por que seu país no jogo é o EUA, o que me leva a crer que se o Brasil produzir um filme de Street Figther a fera Blanka será o protagonista, mesmo ele não tendo a capacidade de falar. A nova versão, A Lenda de Chun-li, que ainda não estreou no cinema, (eu admito que baixei ilegalmente e assisti, quem não faz isso que jogue a primeira pedra) tem tudo para desagradar de novo, pois mais uma vez eles esquecem que Ryu e Ken são os protagonistas, investem em uma história vazia e escolhem atores que em nada se parecem com os personagens do jogo e, pasmem, (de novo) Taboo do Black Eye Pies viverá o grande rival de Chun-Li, o mascarado Vega. Quem foi que teve essa idéia? E quem foi que incentivou? Quantas pessoas jogam Street Fighter ouvindo Black Eye Peas? É... vamos pro próximo.
Dragon Ball, é de longe a adaptação mais esperada entre os fãs de anime, todas as tardes de Band Kids voltaram as rodas de conversa quando saiu a informação da adaptação de uma das séries mais bem sucedidas na história da animação japonesa, mas como dizem, a expectativa é a mãe da decepção e mais um filme de se jogar no lixo e esse eu faço questão de apontar erro por erro, vamos a eles:
Goku é ocidental e nerd (no desenho ele é burro pra caramba e Japonês)
Picollo é da cor de uma maça verde (e não da cor de um limão)
Mestre Kame aparenta ter uns quarenta anos (no desenho ele parece ser um pouco mais novo que a Hebe)
Uma ajudante desconhecida segue Picollo o filme todo (Será Tomb Raider? Não mesmo, a Angelina Jolie tem muito bebê para amamentar)
Ozaru é um macaco de dois metros e meio, no máximo, e Shen Long é um lagarto (ambos são gigantescos)
Além de péssima adaptação, Dragon Ball é um péssimo filme, de roteiro embolado, drama mal elaborado e desfecho de romance pior ainda.
Para vocês que acharam que eu fui muito parcial, irei agora fazer uma lista com adaptações e darei meu julgamento a elas, e vocês podem dar o seu nos comentários, ok? “E lá vamos nós”
Homem-Aranha: Todos os três foram horríveis
X-men: Bons filmes e péssimas adaptações
Hulk: O primeiro me lembrou o Shrek nervoso o segundo eu ainda não assisti, mas tenho boas referencias dele.
Mulher-Gato: Ridículo, não vou me dar o trabalho de comentar, próximo...
Demolidor: Tão bom quanto Mulher-Gato
Batman: Perfeito, ótima adaptação, o Cavaleiro das Trevas é um dos melhores filmes do mundo, sem nenhum exagero.
Motoqueiro Fantasma: Até o Nicolas Cage, protagonista do filme, disse que ele era ruim.
Constantine: Bom filme e péssima adaptação
Super-Man: Ele carrega uma montanha e joga no espaço, eu preciso falar mais alguma coisa?
Homem de Ferro: Sensacional, atuação esplendida Robert Downey Junior.
Transformers: Filme extremamente embolado, gastaram tanto com efeitos visuais que se esqueceram de contratar um roteirista.
Sin City: Muito bom, histórias entrelaçadas com maestria e inteligência, parabéns.
Watchmen: Simplesmente Perfeito.
Elektra: Medonho
Quarteto-Fantastico: Eu prefiro qualquer um da Sessão da Tarde
Chegamos ao fim da analise de nossa Maquina Perdida a essas infelizes adaptações, que estão muito mais perdidas que nós. É como diz o coelho risonho “Quem não tem pra onde ir, qualquer caminho serve” e o cinema internacional nos mostra que realmente está indo para onde o nariz não aponta, se é que vocês me entendem.