domingo, 28 de junho de 2009

O Adeus ao King Of Pop


Obs: Desculpem o tamanho do texto, mas é um desabafo, espero que gostem. I Love You Michael, Sleep In Your Child's Dream.

Existem pessoas que vivem em um mundo tão irreal que acabam virando uma lenda, criam seu próprio conto de fadas e tenta dividi-lo com o mundo dos mortais, mas nem sempre o nosso mundo está disposto a aceita-lo e, então, o que parecia uma fábula se torna uma história de terror, suspense ou qualquer outro drama infeliz. Michael Jackson é uma lenda, isso é inegável, o que podemos avaliar é quanto isso fez ele se tornar algo tão diferente de sua infância. A trajetória do rei do pop é alvo de bastante análise, todos os seus movimentos na época de Jackson Five e toda sua influência ao mundo pop servem como reflexão para as atitudes posteriores de Michael. Como diz Ronaldo Fenômeno “sempre existe um babaca falando m#$%*”, então irei dividir minha análise sobre a morte e vida deste superstar com todos vocês, vamos lá:

Infância & Jackson Five


Michael Jackson iniciou suas atividades musicais com apenas cinco anos. Ele e seus irmãos eram obrigados a ensaiar rigorosamente pelo seu pai, Joe Jackson, um fanático visionário que obrigou os seus filhos a viverem o seu sonho de ser um grande músico, fazendo com que os mesmos não tivessem uma infância normal, pois ainda crianças já efetuavam e compunham arranjos como músicos profissionais. Aos onze anos Michael já era o frontman dos Jackson Five e aos treze já gravava alguns álbuns solo.
Chegamos à seguinte conclusão, Michael foi uma criança madura, o que lhe fez ser um adulto infantil, obcecado por brinquedos, zoológicos e parque de diversões mesmo depois de adulto. A compra do parque Neverland deixa isso claro, como ele não podia freqüentar estes lugares como um simples mortal ele os comprava. A ausência de infância também explica as acusações de pedofilia, toda criança normal dorme na casa dos amiguinhos e etc... Michael pulou esta fase da vida, substituída por estúdios e shows e não teve a chance de ter uma relação direta com outras crianças, por isso dormia com crianças (fato que ele assumiu), mas foi tão inocente quanto uma ao não imaginar que os responsáveis dessas crianças iriam querer se aproveitar desta situação.

Cor da Pele & Plásticas


“Eu tenho uma doença que destrói o pigmento da minha pele, é algo que eu não posso evitar, ok? quando as pessoas dizem q eu não quero ser o q eu sou me machuca” Como todos nós sabemos, Michael sofria de Vitiligo em um grau fortíssimo, e o processo de “cura” do Vitiligo não é baseado na regeneração da pigmentação, e sim na despigmentação total, ele nunca quis ser branco, assim como nunca quis ser doente, porém as duas coisas aconteceram e ele foi obrigado a tomar as precauções necessárias para que a doença não interferisse na sua carreira, já que como pessoa pública (e muito pública) ele não poderia aparecer doente na frente do mundo inteiro. Michael sofreu um acidente, enquanto gravava um comercial da Pepsi, que lhe resultou em queimaduras de segundo grau. Após este acidente Michael passou a se sentir incomodado com sua aparência e esse incomodo resultou em uma série de plásticas que o deixou com uma aparência cadavérica e irreconhecível com o belo jovem que liderava o cinco Jacksons.

Vida & Morte


O rei do pop sempre foi um artista de incrível técnica e habilidades surpreendentes (os passos do clipe de Smooth Criminal servem como ótimo exemplo), suas músicas chegaram aos primeiros lugares desde a época de Jackson Five e todos os fãs e a mídia esperavam sempre algo a mais de Michael Jackson.
Trhiller, seu álbum mais bem sucedido, vendeu mais de 106 milhões de cópias no mundo todo, quebrando qualquer recorde existente até o momento e se sagrando o álbum mais vendido do mundo. Com Bad, sucessor de Trhiller, Michael conseguiu colocar cinco canções no topo das paradas de sucesso, a primeira vez que um artista conseguia atingir este feito. Na era Dangerous, o rei do pop conseguiu fazer com que cerca de 500 milhões de espectadores assistissem ao mesmo tempo a estréia do clipe de Black Or White. O disco Invincible não foi bem aceito pela crítica e sofreu com o boicote da gravadora SonyBMG e com o vazamento da música You Rock My World, que acabou sendo o single do disco, contra a vontade de Michael. Com tantos problemas o disco conseguiu vender cerca de 10 milhões de cópias e ficou 9 semanas nas paradas de sucesso, algo muito ínfimo para um artista do calibre de Michael Jackson, que respondeu de forma negativa aos problemas de Invicible.
Ainda é incerta a causa da morte do rei do pop, mas podemos imaginar que qualquer tipo de excesso tenha sido a principal causa. O fato de ter sido vanguardista e genial por vários momentos de sua carreira fez com que Michael não tivesse o direito de errar, todos esperavam que ele fosse no mínimo perfeito, isso pode ter o levado ao vicio em medicamentos, que, com certeza, se atenuou com os ensaios freqüentes e a grande expectativa desta nova turnê.

Fica o sentimento de todos os amantes da música, pois o rei do pop estava próximo a recuperar sua dignidade perante a “mass mídia” mundial, que o achincalhava periodicamente e agora chora sua morte como se não tivesse alguma parcela de culpa nela. Agora só nos resta rezar pelo menino que insistia em gritar que era “bad”, mas não passava de uma criança que não queria ficar sozinho, You are not alone Michael.

domingo, 21 de junho de 2009

Hadukken!!!!

Se você viveu sua juventude na década de noventa, foi uma pessoa louca por vídeo games e curti alguns minutos de nostalgia, seu lugar é aqui!!! (BG: “musiquinha” de comercial barato).

O mundo do rock é realmente sensacional, cheio de vertentes, rótulos, experimentações, se nos focarmos no metal teremos uma infinidade de estilos, timbres, sons e etc... Um novo estilo vem ganhando força pelo país, é o Game Metal, esse estilo tem como característica transformar os clássicos de vídeo game em música heavy-metal. O criador deste estilo atende pelo nome de Megadriver.

Megadriver é uma banda paulista, liderada pelo virtuoso guitarrista Nino Megadriver, que vem obtendo um relativo sucesso entre os amantes de uma boa dose de nostalgia. Por que Megadriver da certo? É simples, o grupo nos faz lembrar uma época que a nossa maior preocupação era ganhar do Robô Tinik, soltar o hadukken de fogo ou aprender a voar com o Mário. Não havia responsabilidades, nossos pais estavam lá pra resolver qualquer problema maior. Ê época boa. =D

É triste ver uma juventude crescendo sem nenhum apego a desenhos ou jogos, pois, ao contrário do que muitos pensam, essas atividades não servem para alienar as crianças e sim para lembrá-las que elas ainda são crianças. É mais triste ainda ver que daqui a dez anos não haverá nenhum Megadriver, pois o Orkut e as salas de bate-papo não têm nenhuma música característica, a menos que alguém transforme o som irritante do MSN em metal (espero que não).

Não temos muito a fazer sobre a chegada cada vez mais cedo da puberdade, mas não podemos deixar que livros com teor pornográfico e palavras de baixo calão sejam distribuídos para crianças com o intuito de "educá-las", como foi feito pela prefeitura de São Paulo, isso não ajudará em nada, muito pelo contrário. E o que faremos? Vamos soltar um Shoryuken e um Tiger “Robocop” neles.


>>> www.megadriver.com.br <<<

segunda-feira, 15 de junho de 2009

É fazendo merda que se aduba a vida

Quando eu penso que a televisão brasileira não pode mais me surpreender, ela vai e me surpreende, que pena que sempre de modo negativo.
A bola da vez é o reality-show transmitido pela Rede Record, A Fazenda. Este reality-show tem o intuito de reunir famosos em torno de uma vida rural, pois a maioria deles não se conhecem, e para efetuar atividades bem sucedidas na roça é preciso união e trabalho em equipe, já que todos estão habituados a uma vida totalmente urbana.
Interessante não é? Não na Record, pois a rede cometeu um número tamanho de erros primários que fez de A Fazenda a “piada pronta” preferida em qualquer outro canal da televisão brasileira, vamos a eles:
1º Os participantes, que deveriam ser famosos, são “celebridades girino”, algumas porque ainda estão começando, logo não são conhecidas, e outras porque não tem o mínimo talento e nunca chegarão a lugar algum, são:
Danni Carlos (a cantora que assassinou Sweet Child O’ Mine)
Jonathan Haagensen (O amigo do Zé Pequeno e Ator da Record)
Théo Becker (Mutante e Ator da Record)
Carlinhos da Silva (O mendigo “do Pânico”)
Danielle Souza (A Mulher Samambaia do Pânico e uma bunda)
Mirella Santos (Outra bunda)
Bárbara Koboldt (Mais uma bunda)
Francielly Freduzeski (Quanta bunda)
Luciele Di Camargo (No dia em que eu saí de casa minha mãe me disse...)
Pedro (Mas nem sobrenome esse menino tem?)
Miro Moreira (Quem????)
Famosos de verdade nós só temos a talentosa apresentadora Babi Xavier, Fábio Arruda, que vive aparecendo em programas dando sugestões de comportamento e etiqueta e o bad boy Dado Dolabella.
No texto acima eu matei dois coelhos com uma só cajadada, pois temos dois erros simples de serem observados. A maioria das pessoas já se conhecia, o Theo, Jonathan, Dado e Babi trabalharam na novela Mutantes da Record (novela que precisa de uma crítica a parte) e o Mendigo e a Mulher Samambaia também se conheciam, então, qual é a graça de reunir varias pessoas que já se conhecem???
Outro erro infantil é que esses pseudo-famosos não sobrevivem se não tiverem um complemento ao lado do nome.
Ex: Luciele Di Camargo, a irmã do Zezé di Camargo, o Pedro, filho do Leonardo, a Mirella Santos, mulher do Latino... Mas que espécie de famosos são esses!
O programa tem sido uma vergonha quanto à audiência, tendo ficado atrás de Gugu e seus 15 minutos dominicais, mas isso é lógico, um programa que o Latino recusou participar, pois não achava ao seu nível. Se A Fazenda não está ao nível de um cara que canta “Vai rolar ‘bundalêlê’” e “Que melão, que ‘capuzão’” então a que nível ela deverá estar?
Com esse texto chegamos à seguinte conclusão, se o rótulo de Ex-BBB é uma vergonha eterna, o rotulo de Ex-Fazenda nem vai ser tanto, pois ninguém está assistindo mesmo, e com certeza todos eles já devem ter assinado um contrato pra trabalhar em “Mutantes, a caminho da roça”, só não chamem a Luana Piovani para protagonizar, pois isso deixaria o pobre Dado desempregado.

domingo, 7 de junho de 2009

Jogo Duro... de assistir


“...Rinha de Magnata, retórica barata...” e põe barata nisso, o magnata Paulinho Vilhena cansou de seus dias de jovenzinho global e assumiu de vez a pele de lobo mal no programa Jogo Duro transmitido nas noites de domingo logo após o Fantástico.
O coração de estudante aparece com um visual de homem das cavernas, tentando transpor a maldade do programa para si, porém, como lobo mau ele é um ótimo reque-repete.
Paulinho Vilhena: O que você achou da prova fulano?
Fulano: Interessante
Paulinho Vilhena: Interessante???
O pior, é que o mais impressionante no programa não é a fantasia do seu apresentador, e sim o modelo de reality show barato que humilha as pessoas em troca de algum bom premio final, tudo bem que ninguém é forçado a fazer nada, mas como todos sabemos, nós humanos somos facilmente comprados e esse tipo de reality show só prova que não temos limite quando o assunto é dinheiro e que as TVs de massa não tem limite quando o assunto é audiência.

Para não ser tão cruel eu admiro a estratégia de jogo utilizada pelo programa “muita ganância, você está eliminado, pouco dinheiro, você também está eliminado”, é a única coisa que deixa o programa perto de algo interessante, porque insetos peçonhentos e répteis de língua para fora já estão mais antiquados do que utilizar os atores da própria TV como apresentadores, uma observação, não deixa o Vilhena passar perto da Suzana Vieira.