terça-feira, 28 de julho de 2009

Entrevista com a Retrofoguetes



A Bahia é a terra do axé? Lógico que não, todos nós só enxergamos o que gostamos de enxergar. Para mim e para todas as pessoas que se aprofundam no cenário underground baiano a Bahia é a terra do experimentalismo e do rock n’ roll em sua mais pura essência, você vê isto? Pois é, eu vejo muito além, vejo o nascer de bandas que já marcaram seu nome na história do rock baiano e a Lost Machine teve o prazer de entrevistar o baixista de uma das melhores bandas que surgiram no cenário nacional (made in Bahia). CH o baixista da Retrofoguetes.

A Retrofoguetes é uma banda instrumental que surgiu em 2002, sendo formada por remanescentes da primorosa Dead Billies. Em 2004 ela lançou seu primeiro álbum Ativar Retrofoguetes, tendo na sua formação CH (Baixo), Morotó Slim (Guitarra) e Rex (Bateria). O primeiro traz uma pegada rock com predominância na surf music e foi bastante elogiado por várias camadas do meio musical. Em julho de 2009 a Retrofoguetes lançou seu segundo álbum, o Cha Cha Chá, um Cd que passea por diversas áreas sem perder o bom gosto e o timbre peculiar de Morotó.

A nossa Maquina Perdida entrou em contato com CH, baixista da banda, que nos concedeu uma bela entrevista, vamos lá:

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A idéia de montar uma banda instrumental foi tomada por que só assim vocês conseguiriam chegar a um estilo de som mais peculiar ou vocês não tinham mais paciência para ego de vocalista?

Na verdade tudo se deve ao fato de que sem vocal sobra mais dinheiro para os músicos, rsrs. Mas essa é uma vertente com a qual Rex e Morotó já vinham flertando desde seu trabalho anterior, os "Dead Billies". Com o fim da banda a idéia de um trabalho instrumental ganhou força e assim começamos a compor nossas músicas e dar forma ao projeto Retrofoguetes.

Bandas como a Retrofoguetes têm influências em diversas áreas musicais. Quais são suas principais influencias referente a estilos e artistas?

Existem muitas influências, Swing Jazz, Cocktail Lounge, Rockabilly, Psychobilly, Mambo, Surf Music, Polca, música mexicana, etc. Na Surf Music posso citar o Ventures, Dick Dale e Man or Astroman? como influências. Rockabilly e Psychobilly têm bandas como os Stray Cats, Cramps, Reverend Horton Heat entre muitas outras. Gostamos das trilhas de Spaghetti Western do mestre Enio Morricone, ouvimos o coral do exército russo, as polcas tradicionais da Moldávia, entre muitas outras coisas... E as referencias não param por aí, passam por filmes, seriados de ficção científica e quadrinhos. São coisas que gostamos e que de certa forma influenciaram na nossa formação.

Como é processo de composição de uma banda instrumental? Quem é o letrista? (rsrsrs)

As músicas podem surgir a qualquer instante, pode ser num quarto de hotel ou numa passagem de som, numa jam session ou até num passeio de carro. Às vezes trazemos algum esboço de idéia de casa também. Todos podem contribuir e interferir no processo, temos liberdade total uns com os outros e isso nos permite chegar aonde queremos com nossa música. Mas a coisa acontece de uma forma muito intuitiva, não é planejada, não sentamos e decidimos: "- Agora vamos fazer um Tango, agora uma polca..." Simplesmente a músicas vão aparecendo e a gente vai lapidando.

O PIB (Produto Instrumental Bruto) é um festival que só tem em sua grade musical bandas independentes. Existe uma cena paralela formada só por bandas instrumentais? Por favor, aconselhe algumas aos nossos leitores.

Existe hoje no Brasil uma gama imensa de bandas instrumentais com trabalhos bem bacanas. Pata de Elefante, Fantasmagore, Dead Rocks, Gasolines, Macaco Bong, Hurtmold, Estru´mental, Reverba Trio, são algumas delas.

As bandas instrumentais não parecem ter muita preocupação com os nomes de suas músicas, diferente de vocês, que mesmo não tendo letra conseguem relacionar o nome ao som (Santa Cicília, A Fantástica Fuga de Magnólia Pussycat, Bikini 1958). Quem pensa nos nomes das músicas?

Normalmente quem batiza as músicas é Rex, nosso baterista. Às vezes eu dou meus pitacos como foi o caso do "Falso Turco", relacionada a uma história que li de um robô vestido de turco que jogava xadrez. Na verdade havia um cara embaixo da mesa manipulando o boneco, daí o nome "Falso Turco". Mas sempre discutimos os nomes e as sensações que as músicas nos dão. "A Fantástica Fuga de Magnólia Pussycat", por exemplo, surgiu de uma perseguição de Morotó a sua gata, que na ocasião tinha fugido de casa. Enmascarado surgiu da minha idéia de um Western com robôs humanóides, como no filme "Westworld" de 73 com Yul Brynner, um faroeste de ficção científica.

A Retrofoguetes fez um show memorável no Teatro Castro Alves, sendo a primeira banda de rock a lançar seu Cd no local. Fale um pouco sobre a experiência desse show e como foi reproduzir o Cha Cha Chá com todos os instrumentos encontrados nas gravações.

Foi incrível... Subir naquele palco com aquele time de músicos e reproduzir fielmente o Chachachá... Bom, trabalhamos com músicos extremamente competentes, então não foram necessários muitos ensaios. Basicamente fizemos um ensaio para cada músico que participou. A Orkestra Rumpilezz, por exemplo, apenas passou a música conosco na montagem do palco, com as partituras em mãos, sob a orientação do maestro Letieres Leite. A produção do show foi bastante trabalhosa, tivemos muito pouco tempo para conceber e produzir este espetáculo (apenas um mês), então foi uma verdadeira maratona, mas no final deu tudo muito certo e tivemos o suporte de uma equipe de profissionais maravilhosos, todos escolhidos a dedo. O convite do Teatro foi uma surpresa para nós e uma honra, já que esse é o palco mais nobre da música brasileira e nos ser concedido o ineditismo de ser a primeira banda de rock a lançar um disco ali foi bastante significativo para nossa carreira.

O Ativar Retrofoguetes (primeiro cd) tem uma aura mais surf music, já no Cha Cha Chá (segundo cd) vocês passeiam por diversos ritmos. A idéia da banda é nunca ficar presa a algum estilo ou o segundo álbum foi algo mais experimental?

Justamente por acharmos que não devemos estar presos a nada fizemos esse disco dessa maneira. A Surf Music é um viés pelo qual caracterizamos o nosso som, você encontrará os timbres desse estilo em muito do que fazemos. No entanto conseguimos ter a capacidade de tocar aquilo que quisermos e soar "Retrofoguetes". Acima de qualquer coisa, hoje temos o nosso som, com características bem próprias, então por mais que toquemos estilos diversos, haverá sempre uma unidade.

A música underground virou uma forte realidade e tende a crescer, graças ao seu experimentalismo e ao advento de meios como a internet que facilitam a difusão do “Do It Yourself” (faça você mesmo). Vocês acreditam que o crescimento da cena underground também se deu pela decadência do cenário mainstream?

Existe aí uma confluência de acontecimentos. O crescimento da internet e a subseqüente queda do sistema feudal praticado pelas gravadoras nos mostra que existem novos caminhos a serem seguidos e aqueles que souberem utilizar essas ferramentas com inteligência, terão mais longevidade. Creio que há uma maior profissionalização na cena independente brasileira e isso acaba refletindo esse crescimento. Ninguém precisa de uma gravadora dizendo a você o que fazer com sua carreira, pelo menos é assim que eu penso, acho que o artista precisa decidir por si quais os melhores caminhos, acho muito importante ter noção de contratos, produção, etc. Hoje você pode ter um escritório de música em casa e se comunicar com o mundo.

Falando um pouco do passado. Em entrevista a MTV, o Thunderbyrd disse que a Dead Billies foi à melhor banda de Rockabilly do Brasil, infelizmente ela não teve grande repercussão nacional. Vocês sentem alguma tristeza pelo Dead Billies não ter chegado ao sucesso que merecia?

Apesar de não ter sido integrante da banda (Rex e Morotó são membros remanescentes do grupo), acompanhei o processo dos Billies de perto, pertenci a Dois Sapos e Meio, outra banda importante na cena local, e fizemos muitos shows juntos. Realmente eles foram os melhores dentro do seu estilo e ainda tinham muito a mostrar e a crescer. Mas são bastante reconhecidos pelo Brasil e tiveram sucesso com esse trabalho. O que é o sucesso? Pra mim é fazer excelentes discos e excelentes shows. Isso eles fizeram com primor. E sempre tocavam com casa cheia onde quer que fosse. Acho que a tristeza se deve ao fato da banda ter chegado ao fim, mas pensando de forma positiva estão todos aí dando suas contribuições artísticas, Mosckabilly tem o Teclas Pretas, Joe hoje acompanha Pitty e Rex e Morotó estão comigo no Retrofoguetes.

Obrigado a vocês, a banda é sensacional e o novo Cd já pode ser considerado um dos melhores de 2009. Falem agora o que quiserem e muito obrigado.

Obrigado pelos elogios, nos esforçamos muito para fazer sempre o melhor que pudermos. Compareçam aos shows, comprem os discos dos artistas que vocês gostam, esta é a melhor forma de se prestigiar um trabalho.


Um abraço a todos!

CH Straatmann(Retrofoguetes)


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Alguém tem um feitiço para matar cineastas?

E mais uma saga do rapaz que gosta de pegar na varinha e sentar na vassoura (bela piada) está nas telonas. Harry Potter e o Enigma do Príncipe é o sexto livro e, por conseqüência, o sexto filme do bruxo mais famoso de toda a história da humanidade. A saga conta a história de um bruxo que tem os pais mortos para protegê-lo de um terrível ser das trevas (Lord Voldemort). O Enigma do Príncipe conta a história de como o jovem promissor Tom Riddle vira o temeroso Voldemort, usada de plano para as aventuras de Harry e Dumbleodore a procura de métodos que pudessem eliminar o Lord das Trevas.

Agora que eu imagino que você já esteja por dentro de parte da história (isso para quem não viu o filme ou leu o livro), assim, a nossa Maquina Perdida já pode começar de fato essa crítica. O filme é de longe o mais sombrio e “dark” da série, sua iluminação é muito escura, os cenários são recheados de cores frias, principalmente nas lembranças da penseira de Dumbleodore referente ao jovem Tom Riddle. Isso é um ponto positivo do filme, pois este livro prepara um terreno caótico para ser salvo por Harry e sua turma no sétimo livro (contei ^^).

Outro aspecto positivo do filme é a atuação de Tom Felton como Draco Malfoy. Draco é incumbido de duas missões extremamente importante para Voldemort, consertar um armário mágico que daria acesso aos comensais da morte a escola Hogwarts e tirar a vida do diretor da escola, Alvo Dumbleodore. Tom Felton interpreta com maestria um Malfoy insano por sua incumbência e esquizofrênico por não ter a opção de errar, pois isso o faria perder a vida. Diferente do livro (eu não sei o porquê) o filme não retrata a ajuda, importantíssima, dos “braços direito” de Malfoy, Crable e Goyle.

Outras mudanças significativas muito mal compreendidas são:

O beijo de Harry e Gina não acontecer na frente de Ronny

A briga feroz entre Harry e Malfoy, culminando na conjuração do Sectusempra como defesa a magia mortal de Malfoy.

Harry não estar paralisado e envolto a sua capa de invisibilidade enquanto Dumbleodore é morto por Snape.

Essas três passagens do livro são substituídas por cenas fracas que não prendem em nada a atenção do leitor. Já podemos entrar no mérito de um filme que peca mortalmente por não ter fortes cenas de ação, pois o livro retrata um embate feroz entre a armada de Dumbleodore (um grupo treinado por Harry para combater as trevas) e os comensais da morte.

O que podemos concluir é que Harry Potter e o Enigma do Príncipe é a pior adaptação de todos os seis filmes, o filme corta cenas importantes e transforma a eletrizante queda de Hogwarts, em uma chata e inexpressiva aventura. O que me deixa muito intrigado é como os cineastas insistem em transformar histórias interessantes em filmes severamente achincalhados. A Lost Machine já tem um texto semi-pronto sobre adaptações equivocadas, só a espera de G.I. Joe (comandos em ação), que já tem tudo para merecer o framboesa de ouro de 2009.

Se Deus realmente existe, ele jogou uma praga ao cinema internacional, culpa do Mel Gibson.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

É big, é big, é big... ROCK N’ ROLL!!!

Abrindo as comemorações ao dia nacional do Rock (13 de Julho), a nossa querida Maquina Perdida vai deixar de lado seu humor ácido e corrosivo para te aconselhar sobre um dos melhores acontecimentos dentro do Rock nacional. Se você acha que NxZero é só mais uma bandinha, que Strike tem letras péssimas e que o Cine é cheio de queima rosca, você está certo, mas isso não tem haver com ninguém por aqui, pois vamos falar de rock de verdade, vamos falar de Cachorro Grande.

Cinema, esta é a verdadeira obra prima, que também é chamada de quinto álbum da banda Cachorro Grande. A banda está na ativa 10 anos, e chega ao ápice da forma, tanto em performance quanto em teoria musical, no seu ultimo álbum. Claramente influenciada pelas décadas de ouro do rock n’ roll, Cinema mostra um mix da aura de Woodstock com as danceterias que embalavam os sábados da geração da brilhantina.

“O Tempo Parou – Sabor a Mi”, “Por Onde eu Vou”, “Ela Disse” e “Ellien” nos traz toda o cenário ideal para uma viagem psicodélica entre cogumelos, girassóis, caleidoscópios e etc... “Ellien” é a mias forte delas, levando-nos para o universo dos Hare Krishna e nos fazendo imaginar uma falsa paz (infelizmente) que tanto falta ao rock, como ao mundo.

“Diga o que você quer escutar” nos lembra a época de ouro dos Titãs, enquanto “Dance Agora” aparece como single do Cd e nos remete a época que Jhon Lennon estava cansado das teorias dos conspirólogos e começou a fazer músicas sobre nada, mas sem perder a pose e a poesia. A Cachorro Grande segue esta linha desde seus álbuns anteriores, falando magnificamente sobre fantasmas, amigos chatos e agora sobre quem não quer mexer o esqueleto.

“A Alegria Voltou” é de longe a melhor música do disco, ela é a síntese do quão maduro os músicos da Cachorro Grande estão. Gabriel Azambuja (Bateria) e Pedro Pelotas (Piano) dividem os vocais da música, enquanto Beto Bruno (Vocal) assume uma guitarra, e por alguns momentos a banda remonta a formação clássica dos Beatles (Com Beto Bruno, canhoto, dividindo os backing vocals com o baixista Rodolfo Kriegger, enquanto do outro lado, Gross abusa de sua performance de guitarrista solo). Todos cantam, todos tocam e todos nós ficamos felizes com o quinto disco da melhor banda do Rock nacional, a Cachorro Grande. Eles disseram que a alegria iria voltar, eu só não esperava que fosse tanto. Parabéns ao Rock, parabéns a Cachorro Grande.



segunda-feira, 6 de julho de 2009

RPG – Risadas Para Globo

Recentemente voltou a tona o caso dos jovens mineiros que estão sendo acusados de matar uma menina em meio a um jogo de RPG (Rolling Play Game). O julgamento inocentou os três rapazes e a prima da vítima de terem qualquer envolvimento com a morte da jovem Aline Soares, porém, esse não é o fato que chamou atenção da nossa Máquina Perdida, mas sim a reportagem manipuladora exibida pelo Jornal Hoje no sábado, 04 de julho de 2009.

A Rede Globo já é bem rotulada por manipular a opinião da massa, algo considerado relativo, afinal opinião é igual a gosto musical, cada um tem a sua, mas distorcer uma verdade é muito grave e gera conseqüências que podem ir do abandono prematuro de novos jogadores ao pré-conceito burro da sociedade perante o jogo. Resultado de uma reportagem, aparentemente sem poder letal, porém com um veneno tão sutil que faria qualquer cobra fugir.

A reportagem afirmava o seguinte:

“são histórias de terror”

“jamais deve ocorrer qualquer tipo de contato físico entre os jogadores”

“Mas é preciso ter cautela para não misturar fantasia com realidade”

A primeira “afirmação” não está errada, porém o foco inicial do jogo é representar um cenário medieval aos seus jogadores, e não um de terror. Com o passar do tempo outras ramificações apareceram, como o estilo de RPG Vampiro a Mascara. Outros estilos também surgiram, além de terror, hoje em dia temos RPG de robôs, esportes e outros que, maldosamente, não foram citados na matéria.

A segunda “afirmação” é no mínimo ridícula, nenhum dos jogadores de RPG que estejam jogando uma mesma aventura se odeiam, pois é algo muito intenso e demorado, é difícil passar minutos ao lado de uma pessoa que você não gosta, imagine horas, até mesmo dias? O perfil de jogadores de RPG está muito distante de pessoas violentas, não é por um caso de violência física resultada do jogo, algo que a justiça não conseguiu provar (tudo bem! Eu também não confio na justiça nacional) que o jogo passa a ser um incentivo a agressões ou um alvo de pré-conceito. “Ele joga RPG? Então deve gostar de bater nas pessoas” ¬¬'

A terceira é alvo de piada, em bonitas palavras a Globo diz “Quem joga RPG é demente e pode acabar confundindo o que é real com o que não é” PATÉTICO! Então os jogadores, além de se agredir, vão andar de unicórnio, usar força mágica para voar e olhar as horas em uma ampulheta.

Os supostos jogadores de RPG que apareceram na matéria não poderiam se ausentar de minhas honoráveis palavras. A Rede Globo filmou somente a parte em que eles falavam em cemitérios e armas de fogo reais, forçando uma visão unilateral dos telespectadores. Eu me pergunto, A Rede Globo é malandra demais ou os supostos jogadores são imbecis demais? Só faltou o Arnaldo Jabor completar a matéria com uma frase do tipo:

O RPG é um jogo venéfico que faz de nossos progenitores uns ultores carregados de remuito ódio em suas caixas corónarias.

Palmas para Rede Globo.


domingo, 28 de junho de 2009

O Adeus ao King Of Pop


Obs: Desculpem o tamanho do texto, mas é um desabafo, espero que gostem. I Love You Michael, Sleep In Your Child's Dream.

Existem pessoas que vivem em um mundo tão irreal que acabam virando uma lenda, criam seu próprio conto de fadas e tenta dividi-lo com o mundo dos mortais, mas nem sempre o nosso mundo está disposto a aceita-lo e, então, o que parecia uma fábula se torna uma história de terror, suspense ou qualquer outro drama infeliz. Michael Jackson é uma lenda, isso é inegável, o que podemos avaliar é quanto isso fez ele se tornar algo tão diferente de sua infância. A trajetória do rei do pop é alvo de bastante análise, todos os seus movimentos na época de Jackson Five e toda sua influência ao mundo pop servem como reflexão para as atitudes posteriores de Michael. Como diz Ronaldo Fenômeno “sempre existe um babaca falando m#$%*”, então irei dividir minha análise sobre a morte e vida deste superstar com todos vocês, vamos lá:

Infância & Jackson Five


Michael Jackson iniciou suas atividades musicais com apenas cinco anos. Ele e seus irmãos eram obrigados a ensaiar rigorosamente pelo seu pai, Joe Jackson, um fanático visionário que obrigou os seus filhos a viverem o seu sonho de ser um grande músico, fazendo com que os mesmos não tivessem uma infância normal, pois ainda crianças já efetuavam e compunham arranjos como músicos profissionais. Aos onze anos Michael já era o frontman dos Jackson Five e aos treze já gravava alguns álbuns solo.
Chegamos à seguinte conclusão, Michael foi uma criança madura, o que lhe fez ser um adulto infantil, obcecado por brinquedos, zoológicos e parque de diversões mesmo depois de adulto. A compra do parque Neverland deixa isso claro, como ele não podia freqüentar estes lugares como um simples mortal ele os comprava. A ausência de infância também explica as acusações de pedofilia, toda criança normal dorme na casa dos amiguinhos e etc... Michael pulou esta fase da vida, substituída por estúdios e shows e não teve a chance de ter uma relação direta com outras crianças, por isso dormia com crianças (fato que ele assumiu), mas foi tão inocente quanto uma ao não imaginar que os responsáveis dessas crianças iriam querer se aproveitar desta situação.

Cor da Pele & Plásticas


“Eu tenho uma doença que destrói o pigmento da minha pele, é algo que eu não posso evitar, ok? quando as pessoas dizem q eu não quero ser o q eu sou me machuca” Como todos nós sabemos, Michael sofria de Vitiligo em um grau fortíssimo, e o processo de “cura” do Vitiligo não é baseado na regeneração da pigmentação, e sim na despigmentação total, ele nunca quis ser branco, assim como nunca quis ser doente, porém as duas coisas aconteceram e ele foi obrigado a tomar as precauções necessárias para que a doença não interferisse na sua carreira, já que como pessoa pública (e muito pública) ele não poderia aparecer doente na frente do mundo inteiro. Michael sofreu um acidente, enquanto gravava um comercial da Pepsi, que lhe resultou em queimaduras de segundo grau. Após este acidente Michael passou a se sentir incomodado com sua aparência e esse incomodo resultou em uma série de plásticas que o deixou com uma aparência cadavérica e irreconhecível com o belo jovem que liderava o cinco Jacksons.

Vida & Morte


O rei do pop sempre foi um artista de incrível técnica e habilidades surpreendentes (os passos do clipe de Smooth Criminal servem como ótimo exemplo), suas músicas chegaram aos primeiros lugares desde a época de Jackson Five e todos os fãs e a mídia esperavam sempre algo a mais de Michael Jackson.
Trhiller, seu álbum mais bem sucedido, vendeu mais de 106 milhões de cópias no mundo todo, quebrando qualquer recorde existente até o momento e se sagrando o álbum mais vendido do mundo. Com Bad, sucessor de Trhiller, Michael conseguiu colocar cinco canções no topo das paradas de sucesso, a primeira vez que um artista conseguia atingir este feito. Na era Dangerous, o rei do pop conseguiu fazer com que cerca de 500 milhões de espectadores assistissem ao mesmo tempo a estréia do clipe de Black Or White. O disco Invincible não foi bem aceito pela crítica e sofreu com o boicote da gravadora SonyBMG e com o vazamento da música You Rock My World, que acabou sendo o single do disco, contra a vontade de Michael. Com tantos problemas o disco conseguiu vender cerca de 10 milhões de cópias e ficou 9 semanas nas paradas de sucesso, algo muito ínfimo para um artista do calibre de Michael Jackson, que respondeu de forma negativa aos problemas de Invicible.
Ainda é incerta a causa da morte do rei do pop, mas podemos imaginar que qualquer tipo de excesso tenha sido a principal causa. O fato de ter sido vanguardista e genial por vários momentos de sua carreira fez com que Michael não tivesse o direito de errar, todos esperavam que ele fosse no mínimo perfeito, isso pode ter o levado ao vicio em medicamentos, que, com certeza, se atenuou com os ensaios freqüentes e a grande expectativa desta nova turnê.

Fica o sentimento de todos os amantes da música, pois o rei do pop estava próximo a recuperar sua dignidade perante a “mass mídia” mundial, que o achincalhava periodicamente e agora chora sua morte como se não tivesse alguma parcela de culpa nela. Agora só nos resta rezar pelo menino que insistia em gritar que era “bad”, mas não passava de uma criança que não queria ficar sozinho, You are not alone Michael.

domingo, 21 de junho de 2009

Hadukken!!!!

Se você viveu sua juventude na década de noventa, foi uma pessoa louca por vídeo games e curti alguns minutos de nostalgia, seu lugar é aqui!!! (BG: “musiquinha” de comercial barato).

O mundo do rock é realmente sensacional, cheio de vertentes, rótulos, experimentações, se nos focarmos no metal teremos uma infinidade de estilos, timbres, sons e etc... Um novo estilo vem ganhando força pelo país, é o Game Metal, esse estilo tem como característica transformar os clássicos de vídeo game em música heavy-metal. O criador deste estilo atende pelo nome de Megadriver.

Megadriver é uma banda paulista, liderada pelo virtuoso guitarrista Nino Megadriver, que vem obtendo um relativo sucesso entre os amantes de uma boa dose de nostalgia. Por que Megadriver da certo? É simples, o grupo nos faz lembrar uma época que a nossa maior preocupação era ganhar do Robô Tinik, soltar o hadukken de fogo ou aprender a voar com o Mário. Não havia responsabilidades, nossos pais estavam lá pra resolver qualquer problema maior. Ê época boa. =D

É triste ver uma juventude crescendo sem nenhum apego a desenhos ou jogos, pois, ao contrário do que muitos pensam, essas atividades não servem para alienar as crianças e sim para lembrá-las que elas ainda são crianças. É mais triste ainda ver que daqui a dez anos não haverá nenhum Megadriver, pois o Orkut e as salas de bate-papo não têm nenhuma música característica, a menos que alguém transforme o som irritante do MSN em metal (espero que não).

Não temos muito a fazer sobre a chegada cada vez mais cedo da puberdade, mas não podemos deixar que livros com teor pornográfico e palavras de baixo calão sejam distribuídos para crianças com o intuito de "educá-las", como foi feito pela prefeitura de São Paulo, isso não ajudará em nada, muito pelo contrário. E o que faremos? Vamos soltar um Shoryuken e um Tiger “Robocop” neles.


>>> www.megadriver.com.br <<<

segunda-feira, 15 de junho de 2009

É fazendo merda que se aduba a vida

Quando eu penso que a televisão brasileira não pode mais me surpreender, ela vai e me surpreende, que pena que sempre de modo negativo.
A bola da vez é o reality-show transmitido pela Rede Record, A Fazenda. Este reality-show tem o intuito de reunir famosos em torno de uma vida rural, pois a maioria deles não se conhecem, e para efetuar atividades bem sucedidas na roça é preciso união e trabalho em equipe, já que todos estão habituados a uma vida totalmente urbana.
Interessante não é? Não na Record, pois a rede cometeu um número tamanho de erros primários que fez de A Fazenda a “piada pronta” preferida em qualquer outro canal da televisão brasileira, vamos a eles:
1º Os participantes, que deveriam ser famosos, são “celebridades girino”, algumas porque ainda estão começando, logo não são conhecidas, e outras porque não tem o mínimo talento e nunca chegarão a lugar algum, são:
Danni Carlos (a cantora que assassinou Sweet Child O’ Mine)
Jonathan Haagensen (O amigo do Zé Pequeno e Ator da Record)
Théo Becker (Mutante e Ator da Record)
Carlinhos da Silva (O mendigo “do Pânico”)
Danielle Souza (A Mulher Samambaia do Pânico e uma bunda)
Mirella Santos (Outra bunda)
Bárbara Koboldt (Mais uma bunda)
Francielly Freduzeski (Quanta bunda)
Luciele Di Camargo (No dia em que eu saí de casa minha mãe me disse...)
Pedro (Mas nem sobrenome esse menino tem?)
Miro Moreira (Quem????)
Famosos de verdade nós só temos a talentosa apresentadora Babi Xavier, Fábio Arruda, que vive aparecendo em programas dando sugestões de comportamento e etiqueta e o bad boy Dado Dolabella.
No texto acima eu matei dois coelhos com uma só cajadada, pois temos dois erros simples de serem observados. A maioria das pessoas já se conhecia, o Theo, Jonathan, Dado e Babi trabalharam na novela Mutantes da Record (novela que precisa de uma crítica a parte) e o Mendigo e a Mulher Samambaia também se conheciam, então, qual é a graça de reunir varias pessoas que já se conhecem???
Outro erro infantil é que esses pseudo-famosos não sobrevivem se não tiverem um complemento ao lado do nome.
Ex: Luciele Di Camargo, a irmã do Zezé di Camargo, o Pedro, filho do Leonardo, a Mirella Santos, mulher do Latino... Mas que espécie de famosos são esses!
O programa tem sido uma vergonha quanto à audiência, tendo ficado atrás de Gugu e seus 15 minutos dominicais, mas isso é lógico, um programa que o Latino recusou participar, pois não achava ao seu nível. Se A Fazenda não está ao nível de um cara que canta “Vai rolar ‘bundalêlê’” e “Que melão, que ‘capuzão’” então a que nível ela deverá estar?
Com esse texto chegamos à seguinte conclusão, se o rótulo de Ex-BBB é uma vergonha eterna, o rotulo de Ex-Fazenda nem vai ser tanto, pois ninguém está assistindo mesmo, e com certeza todos eles já devem ter assinado um contrato pra trabalhar em “Mutantes, a caminho da roça”, só não chamem a Luana Piovani para protagonizar, pois isso deixaria o pobre Dado desempregado.