quinta-feira, 7 de outubro de 2010

♫ Forentina, Forentina ♫

Se teve algo que essa eleição me gerou, foi uma repulsa enorme de dizer tudo que já havia sido dito. Exemplo: Dilma é o fantoche de Lula, O PT não é mais o mesmo, Serra vai privatizar até a sua mãe ou Marina Silva tem algum parentesco com o E.T. de Spielberg (isso não foi dito, mas deveria). Alheio a tanto clichê, estavam os candidatos “figurões”; Romário, Mulher Melão, Tiririca e Cia fizeram um carnaval no horário político, chegando a chamar atenção da BBC sobre a palhaçada (como todo respeito ao palhaço) que a eleição se tornou.


A eleição chega ao fim do primeiro tempo e temos como novos deputado: Romário, Bebeto, Danrlei, Miryan Rios e o grande alvo de todo este post; o palhaço Tiririca.


Dizer que o Tiririca “esculhambou” toda a inteligência do povo brasileiro (se é que ainda sobra alguma), só seria mais um clichê. O que eu lhe mostrarei aqui, é que o PR (partido pelo qual Tiririca se candidatou) “esculhambou” ainda mais a nossa inteligência e a inteligência do nosso amigo Tiririca (essa eu tenho certeza que se foi com a Forentina). Entenda os fatos:


Todo político para se candidatar precisa escrever um termo de candidatura. Este termo confirma que o mesmo não é analfabeto. Tiririca escreveu este termo, candidatou-se deputado federal e foi o deputado mais votado, conseguindo a media de um milhão e trezentos mil votos. P... Que P..., é voto pra Cara....


Com esse montante de votos Tiririca carrega mais 3 candidatos do PR e coligação com ele. Isso acontece por conta do sistema de eleições proporcional utilizado no Brasil para a definição dos cargos de deputado federal, deputado estadual e vereador. Nesta eleição, o quociente eleitoral para deputado federal em São Paulo foi de 304.533 votos. Como Tiririca conseguiu 1.353.820 votos, sua “sobra” de 1.049.287 milhão de votos foi suficiente para eleger mais três deputados federais de sua coligação (PRB, PT, PR, PC do B e PT do B), entre os mais votados.


Agora pasmem; Um processo foi aberto para que realmente apurem a alfabetização do deputado Tiririca. Para se esquivar do problema, uma segunda carta foi escrita, mas claramente se vê que esta foi manipulada ortograficamente. Esse processo pode levar a duas conseqüências:


1º Provando que as duas cartas são falsas, a candidatura é cancelada, fazendo com que os votos conseguidos pelo candidato sejam redistribuídos entre os partidos que já tem cadeiras no planalto.


2º Provando que somente a segunda carta é falsa, Tiririca fica impedido de tomar posse, pois não tem um nível de alfabetização possível para ser político, porém, tem um nível possível para se candidatar. Também achou estranho? Pois é, mas para um país onde o consumo de drogas é legal e a comercialização não...


A segunda opção, a mais provável de todas, pois o candidato pode ter passado uma semana para escrever cinco linhas, mas são cinco linhas com as letras dele, fará com que os candidatos do PR arrastados pelo Tiririca possam tomar o poder, menos o mesmo. E eu pergunto: Será que isso tudo não foi pensado pelo PR? Os mais inocentes dirão que eu estou agindo tal qual um conspirólogo procurando uma mensagem do diabo no disco do Led Zeppelin. Então vamos às provas:


O PR investiu cerca de 516 mil na candidatura de Tiririca, sendo 350 mil do partido, e a diferença de um fundo investidor. O cantor e humorista Juca Chaves (um símbolo de cultura muito mais apropriado a político do que o palhaço) recebeu somente 1,2 mil, sendo somente do fundo investidor. O único candidato que recebeu mais verba que o Tiririca foi Valdemar Costa Neto, um dos criadores do partido. Podemos entender que acima de Tiririca só os cabeças do Partido Republicano.


Perguntas chave: O PR acredita que o Palhaço será um grande político? O PR tem pra si que Tiririca só perde na hierarquia para um dos fundadores do partido? O PR não sabia do analfabetismo do Tiririca? Um partido pode, simplesmente, não aceitar a candidatura de uma pessoa, alegando vários motivos plausíveis (acredito que qualquer um deles se aplica a Tiririca).


Eu tenho um bom nome para isso: CASO PENSADO. Tiririca funcionou como um burro de carga que carrega os objetos e o deixa no seu destino, voltando para casa com as mãos (patas ^^) abanando e com o sonho de ter uma cenoura a sua frente. Bom trabalho Tiririca!


Essa balela chamada voto de protesto acaba elegendo o alvo desses protestos, pois é carregado de uma falta de informação suficiente para deixar o eleitor no lugar onde ele sempre esteve; na inércia. Uma reforma política se faz urgente quando vemos casos como este, pena ela ter que sair das mãos dessa mesma patota. Se há algo a fazer, imagino que eu esteja fazendo, pois esta é a minha única arma (o dia da democracia imbecil não é uma arma, confie em mim). E você aí de casa, está fazendo o que? Qual é? Qual foi? Por que que tu ta nessa?

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Lost Machine Entrevista Irmão Carlos


“Sedução barata eu mato com o pé e esmago até o fim”, “Armas e videogames, demoram de carregar” e “E numa festa de banguela, sopa é de gilete, pra movimentar”. O dono dessas belas metáforas é o próximo alvo do Lost Machine Entrevista. Irmão Carlos é o líder da conceituada Irmão Carlos e o Catado. A banda traz na bagagem um mix entre rock, Black music, psicodelia e tudo mais que fizer bem aos nossos ouvidos. Com instrumentos diversos (pratos, panelas, pinicos etc...) e um visual para deixar Lady Gaga no chinelo, O Catado vem carregando um bom público aos seus shows e fazendo barulho no cenário underground baiano. Vamos à conversa. Let’s Go:

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A pergunta é clichê, mas ainda ta valendo. Como nasceu a banda? Porque o Catado?


-Tava no final da minha carreira musical, quando fui num show de Hermeto Pascoal, o cara tocou tudo, desde o público até o saco plástico que embalava o frasquinho de desodorante, que ele também tocou. Inspirado, resolvi gravar um EP pra registrar algumas composições. Gravei muitos instrumentos: baixo, guitarra, bateria e os objetos reutilizados que eu uso pra tirar som (lata, copo descartável, tubo, pinico, panela...). Convidei alguns amigos, músicos de outras bandas da cena, pra gravarem comigo. Disco pronto, enviei-o pro Garage Rock Festival, na intenção de ver como tinha ficado, aos olhos dos entendedores da coisa. Tinha que ter um nome, né? Irmão Carlos já era eu mesmo, o catado foi o que eu fiz: catei o povo pra tocar e catei as panelas da cozinha da velha. Catado é o que você seleciona, né isso? Então foi isso. Selecionado pro festival, tive que montar a banda em uma semana, pense na doidera que saiu. Depois do show, o povo se empolgou e quis continuar tocando. Ói eu fazendo tudo de novo, recomeçando a cachaça, porque essa onda de musica alternativa, em salvador, é uma cachaça, e eu só ando com a garrafa na mão heuhuehuheheuheu.


Quais são as principais diferenças entre o primeiro e o segundo cd? Em que atmosfera ambos foram gravados?


O primeiro é o Beliscando Azulejo, meio ‘disco’, meio ‘demo’. Eu mesmo gravei e mixei no meu estúdio: Caverna do Som. A gente tinha muitas idéias, mas ainda precisava amadurecer. Não fizemos nenhuma pré-produção. O estúdio não tinha muitos recursos, mas o resultado final foi gratificante. Já o mais novo: Agora é Agora, Depois é Depois. Tem uma metodologia bastante contemporânea, no sentido de experimentação e uso da tecnologia. Apesar de bastante orgânico, foi praticamente pré-produzido a distância: manda uma guia por email, o cara faz o dever de casa e vem gravar. Eu costumo dizer que esse é um ‘disco de proveta’, o que ninguém se viu durante a gravação, embora o processo de criação tenha sido presencial, compondo e ensaiando mesmo no estúdio. Eu estive em todas as seções de gravação, por que eu mesmo, mais uma vez, gravei e mixei no meu estúdio, só que dessa vez, com mais recurso e experiência, que o primeiro disco. Com lançamento previsto pra final do ano, esse novo filho já ta praticamente todo formado, agora são só questões burocráticas e pronto.


O som da banda percorre a Black music, rock e a psicodelia. Quais são as influências da banda e até onde elas podem ser percebidas na música de vocês?


Influência é tudo que todo mundo da banda ouve, mas, direcionando a alguns artistas: James Brown, Funkadelic , Tom Zé, Arnaldo Antunes, Raul seixas, Los Tetas, e música brasileira em geral. Um detalhe importante é que Sidnei, o batera, ouve reggae 24 horas por dia, embora não tenha, claramente na nossa música, ele ta lá embutido. Essas influências Podem ser percebidas bem claramente na estrutura de cada composição, embora a gente já consiga andar com as próprias pernas hehehe.


O conjunto da obra é perfeito, mas, por justiça, devemos admitir que o carro chefe da banda é a poesia das letras. Você mesmo que as escreve? Qual metáfora foi a mais significativa?


-Hurruu ! valeu pelo “conjunto perfeito” hehehe

As letras eu mesmo escrevo. Todo dia eu invento um conceito pra meu processo criativo, pra minha linguagem, mas na verdade eu ainda não sei o que é. Sei que tenho muita influência do rock concretista dos Titãs, do Arnaldo Antunes e do “Raulseixismo”. Quanto à metáfora mais significativa, eu não tenho uma, cada uma tem uma importância, depende do momento que eu to vivendo, e haaaaja momento.


Você consegue identificar alguma razão para que o rock nordestino tenha uma singularidade tão expressiva dentro do cenário nacional?


Isto é uma verdade. Trabalhos como Wado (AL), Mobojó (PE), Naurêa (SE), Cidadão Instigado (CE), e as celebridades soteropolitanas também, andam pelo país e até saem. Acho q a linguagem do nordeste é bem peculiar mesmo, deve ser pelo calor e pelo rango.


A Irmão Carlos e o Catado já goza de certa credibilidade na cena underground baiana. Porque essas barreiras ainda não foram rompidas?


-Heuheuheuheuheue sei não, velho.. acho que é porque tem muita gente melhor que a gente.


Além de ser líder da banda, você tem um estúdio (Caverna do Som) onde já passaram nomes como: Zefirina Bomba, Sua Mãe, Matiz, Capitão Parafina e os Haoles, Neto Lobo e Cacimba... Quais são os benefícios para uma banda investir em seu próprio estúdio? Funciona?


Funciona sim, e tem benefícios. Só tem que ter "pauduro" pra segurar a onda e não fechar, isso se o cara esperar que o estúdio te traga uma renda, pelo menos em Salvador. A cena alternativa aqui é muito boa, ta se fortalecendo de um jeito bacana, mas mercado ainda não existe, então, o capital não circula


Muito Obrigado pela entrevista e deixe sua mensagem final.


-Valeu o convite, Shon! Lost Machine na área! Uma mensagem?

Vote certo, ou nem vá lá, é uma opção Também!

Vão aos show das bandas baianas, aqui tem muita coisa boa!


Obs: A Irmão Carlos e o Catado faz show de lançamento do seu novo clipe às 18h00min do dia 3 de Outubro (Dia de Votação) no Espaço Cultural Dona Neuza – Marback Setor 2, Imbuí – Boca do Rio.


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

♫ Neymar que dá as ordens lá no Santos ♫

Ta bom...ta bom... eu prometi que não falaria mais de futebol este ano, mas devo admitir que as noticias envolvendo o moleque Neymar ultrapassam as linhas da grande aérea e aterrisam que nem um tiro de meta mal batido nos princípios de nossos cidadãos. Entender que Neymar é uma criança, todos nós já entendemos, falta agora entender por que tanta “puxação” de saco e falta de bom senso ao lidar com este guri. Agora quem dá bola é o Santos? Ou é Neymar?


Vamos imaginar uma quebra de braço entre o Jovem Neymar e o ex-técnico no Santos, Dorival Junior. Quem tem mais muque para agüentar? Quem vai virar o boné para trás e se sagrar campeão? Vamos aos fatos:


Dorival Junior revolucionou o primeiro semestre do futebol brasileiro ao perder um jogo para o Mogi Mirim. O técnico percebeu que seu poder ofensivo era muito mais qualificado que o defensivo e se viu somente com um volante de qualidade no elenco. Este foi o maior motivo de Dorival escalar cinco jogadores sem obrigação de marcar e com um único propósito; o gol. Nasceu então a terceira geração dos meninos da vila.


Neymar, menino prodígio do Peixe, jogador avaliado em cifras incontáveis para a minha humilde cabeçinha de trabalhador assalariado. Artilheiro do peixe na temporada, o jovem promissor já mostrou que não esta reagindo muito bem à fama, mas não deixa de ser paparicado pela imprensa e lembrado constantemente de sua importância como futuro astro da seleção brasileira.


E você me pergunta? Para que tanta baboseira histórica? Eu respondo: Não sei, mas eu adoro mostrar meu pleno conhecimento da situação =D. Na verdade, eu não quero me limitar ao fato futebolístico da história. O buraco é muito mais embaixo.


Vivemos uma sociedade que não se prega respeito à hierarquia, ou se é um líder temido ou não se é respeitado. Exemplo temos na figura patética encarnada por Roberto Justus no finado O Aprendiz. Dorival Junior tentou levar uma relação paterna com Neymar, até onde conseguiu, por muitas vezes defendeu o garoto de suas ações questionáveis e botou a cara pra bater em situações que não necessitava exercer influencia alguma. O que acontece quando o filho desrespeita o pai? Castigo nele, pois só assim ele aprenderá a não repetir o erro. Imagine um filho colocando o pai para fora de casa, única e exclusivamente, pelo fato do mesmo estar de castigo. Inimaginável! Pois isto fez o moleque Neymar e a associação “praieira” do Santos.


Não será novidade se este garoto ainda apresentar um quadro de indisciplina gritante, que resultará em algo pior do que a demissão de um treinador. Quer conhecer um homem? Lhe dê poder ou lhe tire. Neymar mostra abertamente que não é homem, mas tem poder suficiente para mudar o comando do Santos. O Santos mostra ter poder, porém Neymar e seus objetivos curtos (que não envolvem educar o garoto) influenciam mais do que qualquer motivo plausível. Dorival Junior mostra ter ética e bom senso, mas não tem mais o poder, enquanto o comentarista da band, Neto, mostra ter poder... o poder de falar besteiras irreais, do tipo: “...não importa o que Neymar faz fora de campo, ele é craque”


Nessa quebra de braço quem saiu ganhando? O Falcão, ele sempre ganhou todas mesmo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Independência ou Morte!

“...És risonho...e liiiiiiiiiimpido...” Juro que pensei que veria a Vanusa cantar o hino brasileiro em qualquer homenagem programada para o dia da “independência” do Brasil, mas (felizmente) o bom senso pairou no ar; não por muito tempo. Infeliz por perder minha risada garantida, fui assistir o desfile das escolas no centro de Salvador e me deparo com o que?! Com uma carreata de merchandising político de todas as formas possíveis.


Acompanhado por João (ele mesmo, o João) e uma amiga em comum, Anderson Shon promoveu uma sabatina a todos aqueles que estavam envolvidos na passeata de divulgação desses políticos; desde os carregadores de bandeiras até aos próprios meliant...políticos ^^


A primeira alegoria era composta com apoiadores à candidata do PC do B. A pergunta era muito simples: O que significa PC do B? Além de um simples não sei, nós conseguimos duas respostas dignas de perolas do ENEM; Partido Comunista Brasileiro (e o DO serve para que?) E, pasmem, Partido Comunista do Estado da Bahia Oo.


O pessoal do PT não sabia nos responder onde filosoficamente o partido se encontrava. Uma bela moça nos informou que o partido dos trabalhadores era de direita, esquerda mesmo era o “partido do careca”. Carismático, o candidato divulgado tentou nos convencer do porque utilizar um dragão oriental na sua campanha; é desnecessário dizer que ele teve um insucesso.


O Jovem do PPS tentou nos convencer a votar no mesmo em 2012, mas não sabia o significado da sigla do seu partido e nem o nome da candidata que estava presente ao desfile. Nós até a esperamos, mas o photoshop do santinho não nos deixou reconhecer a sua face ao vivo.


Após o incidente, uma moça entregando santinhos do candidato do PRB nos afirmou que a sigla do partido significa: Partido Regional Publicano. Aula de Português:

PRB

Partido

Regional

Publicano?????

Publicano é com B? E que diabos é publicano? Essa palavra existe? (procurei no google =D ela existe).


As únicas carreatas com pessoas bem embasadas eram das lideranças do PSTU e do PSOL, o que me dá a conclusão empírica de que os partidos de extrema esquerda priorizam a qualidade de seus seguidores, ao invés de pagar honorários para pessoas que não sabem sequer o que está estampado na própria camisa.


Se a independência do Brasil significa uma porção de brasileiros vendendo seu apoio (que é muito mais critico do que a venda de volto e muito menos falado) para políticos que nunca fizeram nada por este país, então “estamos no caminho certo”. 7 de Setembro será lembrado para mim como o dia que eu tive certeza absoluta que este país risonho e límpido é uma grande piada. Inconseqüência ou Sorte.


domingo, 29 de agosto de 2010

A Queda de um Gigante

29 de Agosto de 2010 ficará conhecida como o pontapé inicial de uma nova história na capital baiana. Como já sabemos, o Brasil vive uma constante (apesar de não ser tão constante assim) preparação para a Copa do Mundo de 2014. Entre as cidades escolhidas para sediar a Copa, Salvador foi à única que precisou ter seu estádio completamente destruído para a utilização do espaço no nascimento de um novo. O que levou o Sr Otavio Mangabeira (Fonte Nova) a tal declínio?


Apesar de não ser oficialmente, a Fonte Nova era a casa do Bahia e qualquer torcedor sentia-se extremamente acolhido por aquela aura saudosa e positiva que emanava do estádio. Palco de conquistas memoráveis, a Fonte Nova viveu o episódio mais triste da sua história neste ultimo domingo. Sim! Serei apedrejado por “discordar” que a maior tragédia foi à morte de torcedores na noite do acesso do Bahia para serie B, porém, considero que todos esses acontecimentos se entrelaçam e criam, infelizmente, um passado agourento e capaz o suficiente de sujar a história da grande Fonte. Esperamos que esse mal passado se vá com a implosão.


A Fonte Nova não pode ficar conhecida somente como um estádio que não servia para a Copa, pois ela nos deu o prazer de ver o Rei do futebol silenciar a torcida com a eminência de seu milésimo gol - após o zagueiro da equipe do Bahia salvar uma bola em cima da linha - nos abrilhantou sendo cenário de diversos embates incríveis entre Bahia e Vitória e principalmente; nos gloriou a conquista do Brasileirão pelo Bahia de 1988:


“Ali, eu fiquei exatamente ali na final contra o Inter, naquela parte que não existe mais”. Disse o professor de história Jaime Ribeiro ao apontar para o vazio decadente que já se encontrava no estádio antes mesmo da implosão.


É uma tristeza que a tecnologia tenha que ser tão cruel. Quase sempre o desenvolvimento destrói algo, mas nunca algo de tanta dimensão e sem nenhum resquício de metaforismo. Fica a esperança de um novo estádio que possa fazer felizes os torcedores do Bahia, tanto quanto a gloriosa Fonte Nova. Adeus Fonte Nova, já estamos com saudades.


Clique na imagem e veja o antes e depois



Vídeo da Implosão da Fonte Nova (Gravado pro Anderson Shon)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Receita perfeita para criar um reality show

A fim de enriquecer o suficiente para comprar quadros raros, instrumentos utilizados por músicos consagrados e passes de jogadores para o Bahia, Anderson Shon está a procura das formas menos humilhantes de arrumar dinheiro fácil. Assim foi criada uma hierarquia de “grana mole” para chegar a melhor solução. Eis que:


Virar um ator pornô – Eu até poderia usar uma máscara para não ser reconhecido, mas o Shonzão iria ficar muito exposto, muuuuuuuuito mesmo (se é que vocês me entendem ^^).

Ser jogador de futebol nos E.U.A. – Taí algo fácil e lucrativo, mas daqui que eu tirasse um passaporte e convencesse os estadunidenses que eu não sou um terrorista...

Abrir uma igreja universal – Opa! É riqueza na certa, mas não sei se existe grana no mundo que pague a minha estadia no inferno (se tiver me fala para eu ver se vale a pena).

Começar um reality show – Um reality show? Ótima idéia. Vejamos como:


É preciso ter um bom tema para servir de background. Como alojar os participantes em uma vida de milionários, colocá-los para desempenhar serviços rurais ou provar sua força de sobrevivência. Hum... já tenho uma boa idéia:

Vou abrir um reality show onde os participantes irão viver à tensão de um exame de próstata. Ganha quem conseguir sobreviver a uma série de exames de próstata diário.


Agora que nós já temos o formato, precisamos dar um nome ao local onde esses participante estarão quando forem submetidos a votação popular. Algo como: paredão, berlinda, na roça, na lama... Sendo um reality show sobre exame de próstata, então chamemos de “com o dedo no c...” Quem estiver para sair vai estar “com o dedo no c...”.


Muito bom, muito bom, mas algumas coisas não podem ficar de fora. São elas:

É preciso ter uma mulher muito gostosa que sairá na playboy quando não conseguir ganhar o reality show (a urologista em questão). Um homem muito tatuado também é importante, assim como um negro para não criar problemas judiciais e alguém para criar um falso ar de diversidade.


Um texto filosófico antes de cada eliminação da um gosto especial ao programa, faz ele parecer culto. Este texto deve ter relação com a temática do programa, deve ser algo tipo: “Toda a complexidade de um ser não quisto visitando algo que não é de sua vivencia ou que os faz errado na história, cria uma série de impropérios que elucidam a relação humana e todas as suas falhas deixadas ao se ausentar da situação. O eliminado é...” Aprendeu?! Em outras palavras eu disse: “Dedo no c... dos outros é refresco”.


Íamos esquecemos de apelidar a imunidade; esta pode ser chamada de “com vaselina”.


Pronto, Anderson Shon está a um passo da riqueza, porém o mesmo vai abrir mão de todos os seus valores, pois estará incentivando a cultura que nada ensina, que nada acrescenta e ainda alienará seus expectadores diante de uma explosão de futilidade, mostrando que parece certo ficar de olho na vida alheia. Nossa!!! Quase esqueço do nome, mas esse é muito fácil: No Brasil.