terça-feira, 2 de agosto de 2011

Lei de Talião

Eu espero não chegar à época que diálogo será uma palavra perdida no dicionário. Imagine seu filho: “Papai, a professora disse que nós precisamos dialogar com nossos coleguinhas” “Dialogar porra nenhuma!”. Não estamos muito longe disso, afinal de contas, o que mais se vê na mídia é uma briga de quinta série envolvendo as pessoas quecomandam o nosso país.

A patacoada mais recente foi a criação do dia do orgulho hétero. O mesmo será comemorado no terceiro domingo de Dezembro e se cair no dia de Natal, nós devemos comemorá-lo transando com alguma Maria Madalena. Vocês podem achar que esse dia não faz o menor sentido, mas faz, afinal:

Todos os heteros querem ser discriminados pela sua opção sexual;

Todos os héteros querem ser linchados até a morte, só por ter a opção sexual diferente;

Todos os héteros querem passar anos brigando por leis que os protejam;

Todos os héteros querem ter a dificuldade de constituir família;

Todos os héteros querem ser alvos de piadinhas maldosas e nocivas;

Todos os héteros não querem beijar em público.

A criação do Deputado Apolinario ainda não foi sancionada, pois o prefeitoKassab ainda não bateu o martelo, porém, tratando-se de Kassab, acredito que ele irá jogar essa responsabilidade para algum dos mortos que votaram na validação do PSD.

Já que estamos perto da época do “não diálogo” podemos resolver tudo noolho por olho e dente por dente. Se existe o dia do orgulho gay, então vamos criar o dia do orgulho hétero; se existe o dia do índio, vamos criar o dia do cara pálida; se existe o dia da árvore, vamos criar o dia dos países que não respeitam o protocolo de Kyoto; se existe o “Hoje em dia” vamos criar um programa de manhã que preste.

Ê Brasil, onde vamos parar!?

sábado, 30 de julho de 2011

O Que Nós Aprendemos?

Mini-documentário sobre o que mudou na segurança

dos colégios públicos de Salvador após o massacre de Realengo.


domingo, 24 de julho de 2011

A Morte é a Solução Ideal Para a Vida Eterna

Por que a morte é tão sedutora? Às vezes me acho um idiota por ter a triste ilusão de não estar à caminho dela. Só de pensar que o estilo Sexo, Drogas e Rock n Roll não tem mais um representante legítimo – prefiro não contar o Pete Doherty – eu me arrepio, pois a negação de um, afirma que a outra ponta – infelizmente a de cima – vive no que nunca foi o ideal para o cénario rockeiro. Não estou fazendo apologia às drogas, mas atire a primeira pedra quem nunca olhou para Amy Winehouse e pensou: “Ela é demais” e percebeu que todo o universo “punk” fazia parte do conjunto que a deixava demais.

Vocês sabem quem é a Duffy? Eu sei, é uma cantora tão atual quanto a Amy, tão clássica quanto a Amy, tão boa quanto a Amy, mas, totalmente, em segundo plano, pois a Amy não era só uma musicista, era um personagem que trazia em si a vontade de todas as pessoas que a curtiam; jogar a vida para cima e ver onde esse carro desgovernado ia parar.

Se gênios como Brian Jones, Jimi Hendrix, Janes Joplin, Kurt Cobain, Ian Curtis, Jim Morrison, e agora, Amy Winehouse perceberam que a morte é a solução ideal para a vida eterna, é porque é a mais pura verdade. Se respondam: Qual integrante dos Beatles ainda está vivo? Esqueceu do Ringo né?! Pois então, a história matou o Ringo, sabe o porquê? Por que ele não morreu.

Não faço apologia a morte, por mais sensual que ela seja, mas é difícil ver mitos morrendo. Essa é a minha forma mais light de entender a morte dessa diva. Esqueçamos um pouco seus contratempos e vamos só pensar que a cada Amy que morre, um Luan Santana vive. Já dizia nosso querido Harvey Dent: Ou você morre heróis, ou vive-se o bastante para se tornar um vilão” Descanse em paz Amy.


terça-feira, 19 de julho de 2011

Penico Cheio

O show de horror de celebridades decadentes ou principiantes – para não dizer sem talento algum – não atende mais pelo nome de Zorra Total. Com a estréia de A Fazenda 4, a Record conseguiu ressuscitar um número expressivo de celebridades e lançar outro número significante de completos desconhecidos, mesmo em um reality voltado a pessoas conhecidas na mídia.

Sim! Perdi meu tempo assistindo o começo dessa patacoada, mas com dois bons motivos: primeiro, fazer esse post para vocês; segundo, ver a bunda da Valeska Popozuda, aquilo é algo sensacional demais para passar desapercebido.

Como eu confio no cerebelo dos leitores do meu blog, acredito que nenhum de vocês tenha visto o freak show. Portanto, vai aí uma descrição de todos os participantes de A Fazenda 4:

Ana Markun – “Famosa” atriz da Record – e de onde mais seria – que sujou o currículo participando de Os Mutantes;

Cumpadre Washigton – Tchu tchu tchu pá! Tchaaaaan, eu gosto muitcho!!!!!!;

Dinei – Ex-jogador do Corinthians que preferiu outra carreira;

Duda Yankovich – Boxeadora que eu nunca tinha visto na vida;

Francois Teles de Medeiros - ???????;

Joana Machado – Gostosa e ex de Adriano;

Bruna Surfistinha – Ex-puta e ex-gostosa;

Marlon – O parceiro de Maicon, mas não o confunda com o Daniel Alves;

João Kleber – Chato nível hard, sensacionalista e decadente nas horas vagas (e são muitas);

Renata Banhara – Gostosa;

Taciane Ribeiro – Gostosa também;

Thiago Gagliasso – Imagino que seja o irmão do Bruno Gagliasso ou um torcedor do Cagliari (sim, essa foi péssima);

Gui Padua – Ex-legendários...PQP, só tem ex’s nessa lista.

Valeska Popoozuda – Gostosa, solteira que ninguém segura e a única razão para me fazer assistir alguns minutos da Rede Record.

Se você acha que desgraça pouca é bobagem, se enganou, pois o Britto Junior continua apresentando o reality.

Entre decadentes e desconhecidos, todos estão vivos – infelizemente – e irão protagonizar uma temporada de barracos, choros e material para que o programa do Marcos Mion não seja cortado. Adoraria terminar esse post mostrando o lado bom de tudo isso, mas – sendo bem sincero – não existe, a menos que você saiba onde fica a tal fazenda e tenha uma bomba em mãos. Porém, salva a Valeskinha, por favor.

domingo, 10 de julho de 2011

No limbo

Quer saber quando percebemos que tudo está indo para o brejo? Quando o refúgio tá tão ruim quanto o motivo para ele existir. O mundo do entretenimento só existe porque o mundo real é chato e prágmatico, nos obrigando a espairecer, ou enlouqueceríamos muito mais rápido que o normal (sim! Ficar louco não é um opção, é um futuro certo).

Alguns esportes já podem, tranquilamente, se encaixar nessa industria, pois criam super estrelas e faturam exorbitantemente. Futebol é uma unânimidade, mas ponho minha cara a tapa à dizer que a seleção masculina de vôlei também conquistou esse status. Porém, o Sunday bloody Sunday do esporte, nos deixou sem o refúgio, e pior, pousando forçadamente no mundo real.

Começou com o mano Mano, que, liderada pelo cabelo lindo de Neymar, só conseguiu arrancar um empate suado com o Paraguai. Adoraria evitar o trocadilho, mas dizer que o futebol apresentado foi falso, não seria nenhuma inverdade.

A seleção feminina iria tirar a péssima impressão, afinal de contas, já perdemos dolorosamente duas vezes para os EUA, a terceira seria penoso demais, e melhor, nós temos a Marta. Todavia, no acréscimo da prorrogação o EUA empatou o jogo e já viu. Brejo à vista.

Mas a seleção de vôlei não costuma decepcionar, por favor, mais vencedor que o Bernardinho só o Steven Seagal. Só que os russos estavam motivados pela ideia de poder beber Coca-Cola na comemoração e mandaram a seleção beber Vodka sem limão. Adeus Bernadenin!

Minha saga pela decepção nacional acabou em Cilada.com, que foi a única coisa que me fez sentir orgulho de ser brasileiro, mas só por duas horinhas, porque, de volta a realidade, eu me lembrei que somos quem somos. Acho que vou me refugiar nos progamas de auditório, é mais dificil se decepcionar com algo que você espera nada.