domingo, 4 de outubro de 2009

Video Music Brasil 2009

Enfim aconteceu o VMB 2009, intitulado este ano como a festa da democracia musical, o VMB atingiu todos os ramos possíveis de música nacional de qualidade. Com uma abrangência significativa a maior festa da música brasileira (assim reforçada por todos os Vj’s) teve uma atuação de médio para boa este ano. Como eu sei que alguém vai passar a me odiar ao fim deste post, então desde já prometo TENTAR ser o menos parcial possível, mas isso não significa que eu não irei falar mal das meninas do Cine, do Strike (que graças a Deus ganhou nada) ou da roupa da Mari Moon.

O VMB deste ano tinha tantas categorias que foi necessário haver uma versão micro da premiação, o VMB Antes, que premiou as bandas concorrentes em categorias mais específicas (rock, pop,rap...). Inicialmente a idéia me soou extremamente tosca, mas na teoria foi bem legal, e ouso falar que o VMB Antes foi musicalmente muito mais interessante que o próprio VMB, tendo shows de todos os estilos possíveis e só a nata que cada um. Foram eles: Fernanda Takai, MV Bill, Pata de Elefante e Forfun. Fica minha observação, quando eu ouvi o novo cd do Forfun eu tive a certeza que eles estavam abusando de drogas alucinógenas, mas quando eu ouvi o discurso de agradecimento... aí sim tive certeza absoluta, haja cogumelo.

No VMB Antes foi escolhida a banda dos sonhos, formada por Duda e Martin (Pitty) e Tavares e Lucas (Fresno). A escolha me agradou (mesmo eu não tendo votado em algum deles), me agradou tanto que para mim as duas bandas podiam morrer e formar o que foi intitulado por Tavares de Fritty (Fresno + Pitty ¬¬’ quanta criatividade).

Já no real VMB a festa foi um pouco menos agradável, não por Adnet, que deu um show com seu humor inteligente e sagaz. A festa começou com um ar Broadway, com direito a coreografia, pianinho e Marcelo Adnet sendo carregado numa pose clássica de Cleópatra.

O VMB pecou nas pequenas coisas (peca todo ano), as duplinhas de apresentação são sempre bem sem graça, e quase todas elas são formadas por algum Vj da casa, é muito egocentrismo dona MTV. Os shows poderiam ser bem legais, mas a maioria das bandas pecou nas músicas escolhidas, foram elas:

A Pitty, me dando a certeza de que essa música não funciona ao vivo, e olha que eu adoro a Pitty, muito antes dela pedir.

O Móveis Coloniais de Acaju. Quem já viu um show deles sabe que aquela apresentação foi muito aquém do que eles conseguem, me pareceu um nervosismo de quem estava perdendo a virgindade.

A Wanessa (Camargo =P) me confirmou que ela virou a versão genérica da Jennifer Lopes e essa musiquinha é feia para caramba (eu disse que ia TENTAR não ser parcial).

Em contra partida o show do Massacration e Vivendo do Ócio foram demais, o primeiro mostrou como se faz um show escrachado com qualidade e os meninos que conseguem viver do ócio (péssima piada) confirmaram a expectativa de todos aqueles que confiam no rock de verdade, incrível como eles conseguem atingir também o público de Cine e Strike, mesmo fazendo música boa.

Já o show do Tremendão foi à coisa mais espetacular de toda a premiação, com um paredão de cinco guitarras, Erasmo Carlos se deu o direito de cantar uma música nova ao lado de dois grandes sucessos (É proibido fumar e Festa de Arromba). O show me confirmou uma coisinha, a MTV sabe o que é bom e o que é ruim, vê se ela vai chamar o Gee, o Fi, o Mi para tocar com o Tremendão, lógico que não, ela chamou a elite da independência: Nervoso, Gabriel do Autoramas e Erica Martins. O show foi incrível, vale à pena procurar no Youtube, ver reprise e etc...

O Franz Ferdinand fechou a noite, uma apresentaçãozinha de quinta, outra música que não funciona ao vivo é “No You Girls”. A minha decepção maior foi ficar na expectativa de “Take Me Out”. Fica para próxima. =/

No fim o VMB foi no mínimo atrativo de se olhar, pior do que os de Cicarelli não foi, mas também não foi melhor do que o de Selton Mello, então fiquemos com os comentários sobre os vencedores da noite e está ótimo.

Artista do ano: Fresno (eu torci tanto contra o NxZero que comemorei quando o Fresno ganhou)
Videoclipe do ano: Skank – Sutilmente (Só irei dar meu voto de confiança, por que até agora eu não entendi como foi feito este clipe)
Hit do ano: NX Zero – Cartas para Você ( ¬¬’ sem comentários, haja fã desocupada)
Aposta MTV: Vivendo do Ócio (Merecidisssssimo, eles são fenomenais)
Melhor show: Os Paralamas do Sucesso (Merecido também, Paralamas é Paralamas)
Artista internacional: Britney Spears (Ainda existe esta premiação?)
Blog do ano: Jovem Nerd (Ótimo blog, fica o conselho)
Revelação: Cine (Bizaaaaaarro, foram vaiados na hora da entrega)
Web Hit do ano: Seminovos – Escolha já seu nerd (Eu votei na Stefhany)
Twitter do ano: Marcos Mion (Justo você Mion, estourando o tempo da premiação, Descarga nele!!!)
Game do ano: The Sims 3 (Outra premiação ridícula)
Filme ou documentário musical: Titãs – A Vida Até Parece uma Festa (Belíssimo filme, Titãs tem história para fazer uma trilogia)
Melhor vocalista: Lucas (Fresno) (Hélio Flanders)
Melhor guitarrista: Martin (Pitty) (Sergio Dias)
Melhor baixista: Tavares (Fresno) (Rodolfo Coruja)
Melhor baterista: Duda (Pitty) (Pupilo)
Rock: Forfun (Sensacional, o novo cd é impressionante)
Rock alternativo: Pública (Uma das melhores bandas que surgiram no cenário nacional)
Hardcore: Dead Fish (Eu já tinha cantado essa “era melhor entregar o prêmio na mão do Dead Fish” post 16/08)
Pop: Fresno (Realmente, não tinha outra melhor)
MPB: Fernanda Takai (A voz dela me da sono, mas ta valendo)
Samba: Zeca Pagodinho (
♫ Descobri que te amo demais ♫)
Reggae: Chimarruts (Não conheço, mas eles tão estourados com uma música aí, então devem ter merecido)
Rap: MV Bill (o nome fala mais do que qualquer palavra minha)
Instrumental: Pata de Elefante (A banda é muito boa e o batera toca de um jeito engraçado ^^)
Música Eletrônica: N.A.S.A. (Projeto maduro e surpreendente)


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Raio-X No Limite

Levanta a mão quem nunca ouviu o velho ditado “é impossível agradar gregos e troianos”, pois então podemos concluir que também é impossível desagradar a gregos e troianos, certo? Errado, pois no ultimo domingo o episodio final de No Limite desagradou gregos, troianos, macedônicos, babilônicos e etc... A quarta edição do realitty show consagrou como vencedor a participante Luciana, uma mosca morta que não sabe pescar, subir em coqueiros, não foi decisiva em provas de grupo, mas conseguiu ir até o final e ganhar, como este fato sucedeu-se é o que iremos discutir. Raio-X do No Limite.

Em 62 dias de confinamento, os participantes de No Limite enfrentaram situações de imenso grau de dificuldade e foram obrigados por diversas vezes a mudar sua estratégia de sobrevivência, já que a Globo definiu algumas situações relacionadas à eliminação enquanto o jogo já estava acontecendo. Passando sede, fome e problemas psicológicos proporcionados por um desgaste físico proveniente das provas que indicavam o grupo que perderia algum componente, alguns participantes já se mostravam favoritos para levar a bolada de 500 mil reais, pois ou eram extremamente fortes, ou tinham uma postura de líder dentro de seu grupo. Eram eles:

Rafão e sua namorada Jessica (o primeiro sofreu do mesmo mal dos Beatles, viu uma mulher no meio do caminho)

Índia (Acho que todos tinham medo de apanhar dela)

Guimarães (O baiano que proporcionava sono com a sua fala, pode voltar ao farol da Barra e vender suas miçangas)

Osmar, Marcelo e Alexandre (Desses eu realmente tive pena, mas nem sempre o melhor vence)

A estratégia de No Limite se mostrou simples, elimina quem faz nada no começo, os fortes no fim e quem ficar ganha, assim a bombeira conseguiu conquistar o premio sem fazer muito esforço, mesmo sendo alvo forte nas eliminações, ela deu a sorte de sempre se deparar com alguém pior ou melhor, dependendo da fase que o jogo estava.

Com a expressão menos atraente do que a do menino do Sexto Sentido, Luciana se mostrou extremamente surpresa com a premiação, mas isso é lógico, qualquer pessoa em sã consciência sabia que ela não merecia ganhar, fato este que ficou claro com os votos dos ex-participantes para decidir o campeão, cada voto é precedido de um “por mim nenhuma das duas merecia ganhar” ou “já que só tem vocês então eu voto em...” e a injustiça ganhou forma quando Marcelo deixou claro que nenhuma das duas tinha qualquer condição de se manter estando sozinha e tendo que enfrentar as condições precárias provenientes do jogo.

O Raio-X de No Limite é simples “nem sempre vence o melhor”, mas o melhor não é aquele que vence? Então a gordinha de No Limite um era melhor que todos os jogadores? Não, não mesmo, prefiro ficar com a idéia de que a sorte é algo que às vezes se mostra fator decisivo, quem a tiver mais e por mais tempo vence. Com esse pensamento podemos chegar à conclusão que o Roberto Jefferson poderia ganhar um realitty show sobre políticos honestos ou o Richarlysson ganhar um de jogadores másculos. Vai vendo! Que a sorte esteja contigo.

domingo, 20 de setembro de 2009

Pior seria se pior fosse, mas o pior é que é...

Revolta, esse é o sentimento que jorra aos borbotões do meu dedo ao teclado. Você imagina por quê? Não, imaginei, mas eu explicarei. Um remake de um filme está para sair, é o Kung Fu Kid, isso mesmo que você está lendo, Kung Fu Kid. Quem viveu o tempo de ouro da sessão da tarde deve estar se perguntando se este é realmente a refilmagem do filme de um Jovem “karateka” que fica impossibilitado de utilizar uma de suas pernas na luta final e como ultima alternativa arrisca o “chute da águia”, conseguindo ao fim vencer a luta.

Kung Fu Kid é sim o remake de Karatê Kid, o triste é que mais uma vez a memória de seus antigos telespectadores é totalmente desrespeitada e algo, altamente, nosense a olhos humanos é colocado no lugar. No elenco temos Jaden Smith (filho de Will Smith) como Daniel San e Jackie Chan no papel Sr Miyagi, espera um pouco, preciso de alguns minutos para entrar em profunda reflexão.................................... Quer dizer então que eles mudaram a cor do personagem principal, a idade do coadjuvante (mas não menos importante), a arte marcial ensinada e até mesmo o nome do filme, isso é demais, será mesmo que não era mais interessante fazer um remake baseado em todas as características marcantes do filme, para que a nova geração saiba o quão legal foi sentir a aflição e emoção que rodeia todo ambiente de Karatê Kid. Eu já to com medo deles substituírem o bonsai por um coqueiro.

Até agora eu falei muito com o meu coração, pois Karatê Kid fez parte da minha infância e me traz ótimas recordações, mas agora irei provar que não estou sozinho nesta revolta. De forma mais contida o ator Ralph Maccio (verdadeiro Daniel San) deu sua opinião sobre o bizarro remake: “fico feliz de ver que muita gente na Internet está irritada com a idéia de refazer Karatê Kid, não porque deseje que a produção fracasse, mas porque certas coisas de fato foram feitas para ser preservadas.” Sabias palavras, porém, o mesmo também elogiou alguns fatores (parece-me mais que ele ta colocando panos quentes para não gerar polêmica) “Eu acho que Jaden vai se dar bem. Ele tem onze anos, sabe lutar... E essa história funciona para sempre, se bem contada. Pra mim o mais difícil é preencher o espaço deixado pelo Sr. Miyagi. E eu também não sei se cabe um arco de história romântica ali no meio, com o garoto naquela idade”

Outro ponto interessante colocado pelo eterno Daniel San é o fato de que não tem como contar uma história de amor com um garoto vivendo a infância. Jaden Smith tem somente onze anos de idade, o que limita muito mais o filme, pois além de fazer as mudanças absurdas que eu falei inicialmente, também cortará uma parte essencial da história, a menos que Jaden se relacione com alguma menininha e apareça alguma cena dos dois brincando de boneco.

Revoltado, eu??? Imagina ¬¬' estou apenas indignado com a falta de respeito dos produtores de cinema com os seus telespectadores, não da para aceitar esse tipo de remake furado. Se a moda pegar eles podem até pensar em re-filmar A Lagoa Azul no Tietê, a água vai mudar um pouquinho de cor, mas ninguém vai notar a diferença.

>>> Veja aqui outras imagens do filme <<<



segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Humbug

Me diga o que lhe vem a cabeça quando eu falo em quatro jovens de cabelos arrumados, ingleses e tocando um rock n’ roll de deixar todo mundo de queixo caído? Sim, poderia sim ser os Beatles, mas sua resposta está errada, pois eu estou falando da maior revelação de todos os tempos no universo rock, o Arctic Monkeys. Eles cresceram, seus cabelos já não estão mais arrumados e seu terceiro disco perde qualquer intenção de rock adolescente demonstrado nos dois anteriores. A Lost Machine ouviu meticulosamente e gostou tanto que resolveu repartir esta obra prima com vocês. É hora do rock.

Liderada pelo criativo Alex Turner, o Arctic Monkeys se mostrou precoce desde o dia do seu nascimento. Com apenas17 anos o jovem montou a banda e dois anos depois já colhia frutos de sua popularidade conseguida através de demos distribuídas em seus shows. Em 2005 a banda lançou dois compactos simples (“I Bet You Look Good on the Dancefloor” e “When The Sun Goes Down”) e os dois foram direto para o topo das paradas britânicas.

Ainda sem muita aceitação norte-americana os Monkeys lançaram seu primeiro álbum, o Whatever People Say I Am, That's What I'm Not, que só confirmou a genialidade dos rapazes em produzir ótimas canções indie. Alex Turner sempre se mostrou fã do The Stroke e sua música é claramente influenciada pelo estilo da banda, isso ficou mais latente em Favourite Worst Nightmare, segundo álbum da banda, que teve aceitação mais significativa entre os norte-americanos e total devoção na Inglaterra.

O terceiro e melhor álbum da banda é o que realmente impressiona. O Arctic Monkeys se isolou no deserto da Califórnia para gravar o disco, contando com a produção ilustre de Josh Homme (podemos deduzir que este é o disco de Jesus produzido por Deus). Humbug (nome do Cd) já começa mostrando para que veio, sua segunda faixa (primeiro single do disco), Crying Lighting, demonstra através de riffs e melodias vocais o quão maduros os rapazes ficaram, seu clipe reforça essa idéia transformando os quatros jovens em velhos lobos do mar. Dangerous Animals, Dance Little Liar e Potion Approaching são sombrias e experimentais na medida certa e trazem linhas melodicas mais baseadas na virtuose, algo que é claramente influenciado pela produção de Josh Homme. O Arctic Monkeys sempre teve a recita exata para fazer boas baladas e com Humbug não foi diferente. Fire And The Thud e The Jeweller’s Hands são lindas canções e reforçam o amadurecimento visível da banda, mas se você é xiita e adora o velho (só na expressão mesmo ^^) e bom Monkeys a faixa Pretty Visitors nos faz lembrar que eles ainda são jovens, cheios de energia e que o objetivo simples de se fazer boa música é a vontade de ver todos na pista dançando ao som de sua melodia.

Humbug é de longe o melhor Cd da banda, o que me deixa muito feliz e ansioso em ver qual será o próximo passo desses jovens (“jovens amadurecidos”) ingleses. Tenho certeza que os Beatles estão felizes em saber que seu país cria bandas como os Monkeys e com a mesma certeza digo que eles não estão muito satisfeitos com a versão em arrocha de Let It Be. Vamos ficar só com os Arctic Monkeys que nós ganhamos mais.


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Fica Dunga, Fica Dungaaaaaa!!!!


“Adeus dunga, adeus dungaaaaa” este coro ecoou todo o estádio do Mineirão quando a seleção brasileira fez uma partida, válida pelas eliminatórias da copa do mundo de 2010, e dentro de casa amargou um empate sem sal contra sua maior rival, a seleção Argentina. No dia cinco de setembro (2009) o Brasil fez a partida de returno e a história foi totalmente diferente. Dunga protagonizou a maior “volta ao mundo” que o país já presenciou e a LostMachine é obrigada a dar o crédito ao nosso querido “anão”, pois quem vos fala foi um dos milhões de brasileiros que teve a língua em brasas.

Fazendo uma pequena retrospectiva na carreira de Dunga como técnico da seleção nós percebemos que para ele seria muito mais fácil continuar na barra da saia da branca de neve. Convocar jogadores como Morais (Corinthians, mas na época jogava no Vasco) e o Jhonatan (Botafogo, mas na época jogava no Flamengo) criaram uma desconfiança de antemão do povo brasileiro com o capitão do Tetra, e com razão, Dunga mostrou desde o começo uma vontade infantil de querer ter uma de suas apostas como peça fundamental da seleção, foram elas:

O atacante Afonso Alves e o volante Fernando (Só me recordo deles ao lembrar dos pênaltis perdidos contra o Uruguai)

O lateral esquerdo Marcelo (A eterna promessa do Fluminense, que agora é promessa no Real Madrid)

O goleiro Helton (que seria o marketing perfeito para qualquer marca de frango)

Dunga só conseguiu êxito com suas apostas na Copa das Confederações, convocando o até então desconhecido Felipe Mello e fazendo-o fundamental para a desenvoltura da seleção. Suas exibições repercutiram tanto que o mesmo ganhou um grande status no futebol mundial, o que lhe rendeu um contrato com a equipe da Juventus.

A desconfiança dos brasileiros era tamanha que nem a conquista da Copa América (em cima do hermanos de Messi) serviu para aliviar a pressão sobre Dunga. O Brasil viveu uma época tão desacreditada na seleção, que os jogos, antes prioridade na agenda dos telespectadores, passaram a ser codjuvantes, brigando com o desfile de lingerie do Superpop, o esquadrão da moda do SBT ou algum comercial legal da MTV.

Após uma serie de resultados irregulares, a seleção de Dunga começou a criar “corpo” na vitória sobre a seleção portuguesa e seu modesto líder Cristiano Ronaldo.

Uma sucessão de ótimos resultados e um futebol bastante vistoso (resultando numa classificação antecipada para a Copa de 2010) fez com que o Brasil voltasse a ter um pouco do brilho que fez dela um refugio para um povo cercado de desonestidade e corrupção. Dunga conseguiu recuperar o respeito mundial e a conquista da Copa das Confederações selou o momento que foi intitulado e gritado por todos como a “seleção voltou”.

O caminho percorrido por Dunga foi de longe a trajetória mais tranqüila de um técnico de uma seleção nacional. Entre exageros e desconfianças, Dunga mostrou que todo trabalho deve ser planejado e executado em longo prazo, fato que não consegue entrar na cabeça de qualquer brasileiro, que sempre espera que tudo seja feito ontem, pra anteontem. A resposta de Dunga (as literais sem qualquer nexo) foi dentro de campo (e fora dele, ao deixar de usar as camisas de sua filha). A regularidade e os resultados da seleção servem para o brasileiro refletir sobre qualquer opinião tomada de forma precipitada e para todos nós pensarmos o quanto os resultados podem ser melhor se bem elaborados e não passar a carruagem na frente dos bois e achar que na guerra urubu é galinha.

Ao contrario de nós, nossos hermanos, também conhecidos como vice-campeões das guerras das Malvinas ou simplesmente como Argentinos, usaram o método mais fácil e colocaram o maior representante nacional no comando da seleção Argentina, fugindo de qualquer espécie de pressão antecipada e se munindo de uma paciência excessiva da torcida, já que era nada mais, nada menos que Dieguito Maradona, porém, a paciência já se esgotou e a seleção está sendo severamente criticada por toda impressa Argentina, algo que se agravou com a vitória fácil da seleção canarinho sobre os hermanos (3x1 fora o baile). Hoje vejo que queimei minha língua e agradeço a Dunga por ter recuperado o prestigio necessário a seleção e fica um recado aqui aos argentinos de plantão:

Maradona, esquece a seleção Argentina e tenta outra "carreira". ^^

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Caso da professora "toda enfiada"

A era É O Tchan, Gang do Samba e Cia gerou filhotes, diferente dos papais, que de sacanagem tinham só suas dançarinas(o suficiente), seus rebentos conseguem extrapolar o limite do ridículo utilizando letras de baixo nível e coreografias que mais parecem um filme pornô ao vivo. A Bahia é a concentração dessas bandas. Símbolos como Carla Perez, Scheila Carvalho mostram que com pouco cérebro e muita bunda se pode viver “bem”, assim viram exemplos para milhões e milhões de mulheres e homens. Aí você me pergunta “homens também?” e eu respondo: Sim (claro ¬¬), mas a materialização da não inteligência vem através de cantores de pagode sem qualquer teoria musical, letras de péssimo gosto e apelo sexual de suas dançarinas ou qualquer mulher que se proponha a subir ao palco e dançar, e nesse ultimo fato que iremos nos fixar (rimei ^^). Este é o caso da professora “toda enfiada” (música de linha direta)

O vídeo de uma professora dançando a música da banda O Troco (que com certeza conseguiu este nome ao colocar os ingressos do show a um centavo e o público pedir o troco) repercutiu por toda internet e meios de comunicação de massa. A professora Jaqueline faz a coreografia da música “todo enfiado” deixando que o vocalista da banda pegue sua calcinha e a atoche em seu ânus (enfiando no c...) quase a deixando nua. O youtube teve em duas de suas listas (Vídeo mais visto e mais adicionado a favoritos) este vídeo, o que fez a televisão se interessar pelo caso e transformá-lo em reportagem. Canais como Band, Globo e Record exibiram matérias sobre o assunto, mas só a Record e sua não catraca de seleção abriu espaço para a professora se pronunciar e tentar explicar o caso, mesmo tendo consciência que sua imagem já estava toda enfiada.

No programa de Geraldo Brasil (nível tão alto quanto da professora) Jaqueline desabafou sobre toda sua mudança de rotina desde que virou “sucesso” da TV. A professora se sente injustiçada por ter sido demitida de sua escola, a qual dava aulas a alunos de 5 a 6 anos de idade. Injustiçada??? Acredito eu que como educadora ela deveria banalizar qualquer ato que denigra a mulher e qualquer comportamento que vulgarize e exponha a imagem feminina, ao menos se ela fosse achar bonito suas alunas dançarem com as calcinhas aparecendo, sendo regidas pelos seus coleguinhas.

Outra reclamação por parte da professora é o fato de estar sendo chamada de coisas que não é (creio que seja algum sinônimo de vagabunda), mas se alguém que sobe a um palco, dança de forma libidinosa com a calcinha para fora e deixa que um homem a conduza de forma mais libidinosa ainda não é uma vagabunda, então o Sarney é inocente.

Além do terrível papel de mediador desempenhado por Geraldo Brasil, seus comentaristas, Leão Lobo e Amin Khader, fizeram questão de manter o nível. O primeiro aconselhou que a professora enfrentasse a escola com um discurso de “eu fiz e daí? O que isso influência meu jeito de lecionar?” e eu te respondo caríssimo fofoqueiro Leão Lobo, influencia no fato do professor ser o exemplo maior para as crianças (depois de seus pais) e exercer função de formador de mentes, quanto mais para crianças que estão suscetíveis a influencia de todos os lados, seja ela na sala de aula ou em um vídeo da internet. Amin foi bem mais ignorante e afirmou que “Salvador tem um povo festivo...baiano vive dançando...por essas e outras eles estarão ao seu lado” colocar a inteligência do baiano de lado e achar que ele irá agir somente pela cultura da bunda é uma ofensa sem tamanho, se você acha bonito essa vulgaridade, nós baianos com algum cérebro no lugar não achamos.

A professora ainda se mostra uma pessoa com péssima instrução, se contradizendo em varias partes da entrevista e mostrando muita dificuldade ao desenvolver frases. O que nos leva a pensar em outro fato. Qual é o nível dos educadores que nossas faculdades estão produzindo??? Mas isso é outra questão a ser aprofundada.

Quem sai ganhando com esse escândalo é a banda O Troco, que conseguiu mídia espontânea em cima de sua música, porém, eles são os únicos que podem comemorar algum lado positivo neste episodio, pois para um país que ri da imoralidade, ter uma professora dançando com a calcinha a mostra é só mais um reforço de onde foram parar nossa moral (no mesmo lugar indicado pela música) e ver um programa com repercussão nacional achar graça e defendê-la utilizando argumentos pífios só nos faz “bater o martelo” de vez em relação aos princípios da televisão brasileira (principalmente a Rede Record). Talvez a Vanusa esteja parcialmente certa em sua nova roupagem ao hino nacional, “és belo” acho que sim, “és forte” não muito, “és risonho” até demais.

Obs: Essa é somente a primeira parte da matéria, as outras partes podem ser selecionadas ao fim do vídeo.

domingo, 23 de agosto de 2009

Enquanto isso no Senado...

Está certo que a Lost Machine só tratou até agora de meios diferentes de entretenimentos, mas venhamos e convenhamos, a política nacional é séria? Se tudo é uma grande palhaçada, então assistimos a um espetáculo bizarro e pagamos caro pelo ingresso. O conturbado clima do Senado é alvo de tantas piadas que já virou um entretenimento as avessas. Quem aqui não riu com a cara de mal do príncipe Collor e seu cavalo branco? (que foi embora junto com a memória brasileira), e o Sarney com cara de “não tenho culpa” observando a discussão de primeira série entre Tasso Jereisati e Renan Calheiros? O triste é saber que estas risadas valem caro. A nossa Máquina Perdida tentará achar o “começo, fim e meio” desta infinita confusão.

O começo e o fim são bem simples, a falta de vergonha na cara. Felizmente não poderei fazer uma generalização de todos os políticos, pois alguns deles estão demonstrando total vergonha com o arquivamento de onze ações contra o presidente Sarney. Flavio Arns e Marina Silva são os primeiros a pular do barco, o primeiro, no entanto, ainda não oficializou sua saída do partido, mas vem fazendo declarações que reprovam o “sol tapado com a peneira” que vem sendo parte de todas as atitudes petistas. A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, vai mais longe, deve se candidatar a presidente pelo partido verde (PV) e, felizmente, já conta com a aceitação da população feminina do país, já que Dilma Roussef está se queimando antes de começar as eleições e Heloisa Helena não troca de roupa. O que falta à ex-petista Marina é um bom marketing pessoal, mas se conseguiram com um barbudo, com aspecto sujo e barriga de cachaça, então ela é café pequeno. Andando na contramão dos dois petistas, o senador Aloísio Mercadante fez que foi, não foi e acabou voltando (ou “fondo”, se assim se permitir), denominando a sua permanência no PT como “a hora do sacrifício”. A coisa realmente está feia.

O meio é o mais degradante, é tão sujo que só de pensar me deu vontade de tomar banho (bela piada ¬¬). É formada por uma total falta de importância dos políticos com seu trabalho (se assim pode ser chamado), utilizando viagens de trabalho para família, aumentando o próprio salário a troco de nada e discutindo feito crianças, para ver quem tem a maior parte do pé na lama. Renan Calheiros acusou Tasso Jereissati de ter utilizado dinheiro público para comprar jatinhos e foi rebatido com a acusação de ter roubado os próprios empreiteiros, engraçado que nenhum dos dois negou nada, só ficaram a se acusar. Ainda na discussão Tasso argumenta de forma muito madura, utilizando uma sucessão de “é meu, é meu, é meu” (eu lembro de ter discutido com um coleguinha assim na alfabetização), enquanto Renan esbanja seu linguajar fino chamando seu oponente de “coronel de merda”, mas o respeito e a classe em hora nenhuma são deixados de lado, já que todas as ofensas são sempre antecedidas de Vossa Excelência e prosseguidas de um belo abotoar de terno.

O ex-presidente e FDP Fernando Collor foi ainda mais maduro, recheando sua discussão com Pedro Simon (que confessou ter estado com medo de ser morto por Collor, assim como o pai do mesmo fez na década de 60) com frases do tipo: “evite pronunciar o meu nome” e “falarei quando eu quiser”, além de seu olhar transtornado que mais parecia Vegetta se transformando em super sayajin e voando atrás do Goku.

Não é de se espantar que o povo brasileiro tenha total descrença com a política, mas a irresponsabilidade na hora do voto também resulta nesse “circo de horrores”. Candidatos como Túlio Maravilha, Frank Aguiar e (eu me envergonho demais disso) a transsexual Leo Kret (que nem concluiu o ensino médio) se elegem por sua popularidade, que nada tem haver com alguma competência política, mas o povo só vota neles por não ter educação suficiente para entender o que realmente é um político. Logo chegamos à seguinte conclusão: Má política gera má política.

Enquanto Sarney abrir a boca para dizer que não se sente culpado de nada, Collor conseguir voltar ao poder depois de sofrer um Impeachment e Lula tirar o corpo fora de todos os problemas políticos existentes, o Brasil continuará sendo uma redoma de descrentes na política e só ira gerar políticos descrentes na sociedade.

E agora você se pergunta: “por que você usou Raulzito para descrever o trajeto da política brasileira? Só por que ele está fazendo vinte anos de morto e todos agora só falam nele? Também ^^, mas principalmente por entender que assim como o “inicio, fim e meio” a política safada do Brasil não terá um fim e por mais que eu não queira, minha opinião sobre política é aquela velha formada sobre tudo.