segunda-feira, 9 de novembro de 2009

This Is It

“É isso”, o aguardado filme sobre os bastidores daquilo que seria a volta triunfal de Michael chegou aos cinemas. This Is It é um filme simples e sem um objetivo claro, e isso é ótimo, pois ele não serve nem como uma prova policial para defender a tese de que Michael estava severamente debilitado e nem como um poder de revolta dos fãs.

Com um enredo simplório e pratico o diretor Kenny Ortega mostrou a devoção de todas as pessoas que estavam ao redor de nosso Jackson, sem precisar fazê-las darem longos depoimentos ou cortar o embalo do filme para ouvir algum diretor falando com lagrimas aos olhos tendo ao seu background uma mesa de som com vinte mil canais. É bem verdade tiveram alguns depoimentos, mas só o necessário e não uma comoção geral se sua equipe, pois todos nós já sabemos o quão devastador foi à morte do rei do pop.

O filme consegue mostrar um Michael Jackson extremamente perfeccionista e gentil com sua equipe, em hora alguma uma soberba característica dos grandes astros foi encontrada no rei do pop, ele sempre falava de forma mansa com todos, mas sem perder o rigor e a seriedade do fato. O diretor geral também se comunicava com ele de forma muito sensível, o que deixava até um pouco engraçado a comunicação dos dois, parecia uma babá falando com um recém-nascido.

A genialidade e excentricidade de Michael são características bem fortes no filme. Ver o Michael de “perto” é algo que só faz encantar mais aos seus fãs, pois toda modificação sugerida por ele tinha impacto representativo no resultado final de cada música. Vale ressaltar a comção de todo elenco em “I’ll Be There” e “Billie Jane” onde Michael mostrou toda sua virtuose na técnica de canto e dença, respectivamente.

Todas as cenas do filme deixam os espectadores com um aperto no coração e o choro preso, pois tudo foi para nada, os solos perfeitos da guitarrista loira, o novo vídeo com mortos vivos para “Trhiller” o bater do tanque e a sua mensagem para que não mais maltratemos o meio ambiente. Acreditemos que não foi para nada e que essa foi a última tentativa de Michael para nos dizer o quão é importante o amor, A M O R, amor.

Ficam todos os nossos sentimentos e a tristeza da perda de um dos últimos astros que podiam causar comoção mundial. Curioso que a frase que termina o agradecimento e encerra os ensaios é a seguinte: “Mantenham-se com saúde”, tu só precisava disso Michael, só disso.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A Importância Social do Super Shock

A cada ano que nós ganhamos, nós percebemos que as ações individuais são imprescindíveis e que elas sustentam o seu talento e te faz conhecido através dele, porem, mais legas ainda é quando você conhece uma pessoa portadora do mesmo talento e se vê super contente por poder trocar figurinhas com ela. Com esse intuito eu tenho a honra de utilizar o espaço da Lost Machine para publicar uma matéria do meu amigo Helder Resende (um jornalista de verdade =P) sobre a importância social do desenho Super Choque, leiam com atenção, é bastante interessante:

"Para que em um futuro próximo o dia da Consciência Negra dispense manifestações e passe a ser apenas de comemorações, é preciso trabalhar as relações pessoais, principalmente junto às novas gerações, que serão a sociedade do amanhã ( perdoe-me pelo clichê). E uma boa maneira de fazer isso é por meio de desenhos animados, quando estes representam uma forma despretensiosa de ensinar lições e Super Choque é uma dessas animações.
O Super Choque( Static Shock) é um adolescente negro, estudante de escola pública e…super herói! A produção, do estúdio americano Warner, marca um feito inédito ao colocar um personagem negro como protagonista de uma série animada.
O desenho acaba se tornando referência para os jovens e principalmente para as crianças negras, que têm a oportunidade de se verem na TV, representados por um exemplo positivo, um super herói, algo que toda criança sonha em ser. Em busca das ações afirmativas, os movimentos negros voltaram-se principalmente para as cotas nas universidades públicas e a aplicação da lei 10.639, que inclui o ensino da história da África nas escolas, um grande avanço, mas acabam esquecendo de trabalhar junto às crianças tanto negras, para que tenham auto-estima, quanto brancas, para que quebrem o ciclo de preconceito existente na sociedade. Lição que o desenho traz, ao mostrar a amizade fraternal entre o protagonista e seu parceiro no combate ao crime, um adolescente branco.
A série animada aborda também o preconceito racial e suas conseqüências para aqueles envolvidos pela fúria racista e irracional de quem acredita na existência de superioridade devido à cor de pele.
Estudar a história da África é importante para a formação cultural dos pequenos, mas nada melhor que aprender valores no momento de lazer, quando nos concentramos em fazer aquilo que gostamos. E o que criança gosta de fazer além de brincar muito é assistir desenho animado, que acaba, inegavelmente, ensinando valores a seus tele-espectadores mirins.
Claro que a simples exibição do desenho não acabará com o preconceito, contudo, juntamente com as ações afirmativas, hoje tão necessárias, seria uma contribuição para formar consciências cidadãs, sem preconceitos."

(Helder Resende)


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

RRRRRubinhooooo!!!!

O ano de 2009 já pode ficar marcado por voltas por cima no mundo do esporte. Como já foi dito antes o nosso técnico, e anão nas horas vagas, Dunga conseguiu o reconhecimento de vinte em cada vinte torcedores que anteriormente queriam sua cabeça, provocando assim um “incêndio lingual” coletivo. Outro que pode comemorar uma volta por cima é o piloto Rubens Barrichello, e a nossa Máquina Perdida te explica o porquê.

Quem aqui não se recorda da era em que Rubinho era extremamente submisso a Schumacher e sua escuderia sem escrúpulos, a toda poderosa Ferrari. Rubinho protagonizou situações no mínino vexaminosas, como deixar o Schumacher ultrapassá-lo na ultima volta de um GP ou se mostrar contente com um vice campeonato totalmente desvalorizado pelas tramóias da Ferrari. Todas essas situações contribuíram para que Rubinho fosse extremamente antipatizado pela torcida brasileira e achincalhado por qualquer tipo mídia, sendo alvo de piada até mesmo numa dublagem brasileira para um dos episódios de Os Simpsons.

Ao trocar de escudeira Rubinho já recebeu apoio de parte dos brasileiros, uma parte pequena é verdade, mas já era um passo deixar de ser um bonequinho da Ferrari para tentar brilhar contra seu maior rival. A estratégia não foi de lá a mais sucedida, a equipe Honda era bastante fraca e o azar de Rubinho (e olha que não é pouco) o fez quebrar, bater e sofrer uma série de problemas que o levou a ficar uma temporada inteira sem marcar um pontinho sequer.

Em 2009 uma nova equipe entrou para a disputa da Formula 1, a equipe Brawn criada por Ross Brawn, ex-diretor técnico da Ferrari. Sem seus pilotos decididos, a imprensa especulou uma disputa entre Rubens Barrichello e Bruno Senna (sobrenome de peso). Todos eram a favor de Bruno Senna (inclusive eu), pois até onde parecia Rubinho já tinha mostrado tudo o que podia o jovem sobrinho de Ayrton Senna merecia sua chance.

Contrariando a todos Ross Brawn disse que precisaria de toda a experiência de Rubinho e o colocou na escuderia ao lado de Jenson Button, e é exatamente aqui que começa toda a volta por cima.

A F1 de 2009 foi extremamente emocionante, Barrichello se mostrou um piloto inteligente e bastante decisivo na hora H, sendo principal responsável das estratégias que o levaram as suas duas vitórias. A Brawn estabeleceu uma pequena superioridade e decidiu o campeonato em Interlagos, onde Rubinho se viu pela primeira vez apoiado por toda imprensa, torcida e qualquer outro ser que saiba cantar o hino nacional brasileiro (isso não inclui a Vanusa). A Formula 1 ficou bem mais agradável de se ver depois da era Schumacher, sua prepotência extrapolava os limites de seu carro e a cena vista ao fim da corrida, quando Rubinho parou o carro ao lado de Jenson Button para cumprimentá-lo, não poderia ser vista nunca com Schumacher e seu alto ego nas pistas.

O campeonato não ficou na mão de Rubinho, mas ele nos mostrou que vitoria não é só ganhar, o Brasil está feliz por ser representado por uma pessoa de tão bom coração e, particularmente, peço desculpas por tantas piadas terminadas em “pé de chinelo”. Vamos Rubinho, rápido que 2010 já está chegando, e dessa vez é rápido mesmo.


domingo, 4 de outubro de 2009

Video Music Brasil 2009

Enfim aconteceu o VMB 2009, intitulado este ano como a festa da democracia musical, o VMB atingiu todos os ramos possíveis de música nacional de qualidade. Com uma abrangência significativa a maior festa da música brasileira (assim reforçada por todos os Vj’s) teve uma atuação de médio para boa este ano. Como eu sei que alguém vai passar a me odiar ao fim deste post, então desde já prometo TENTAR ser o menos parcial possível, mas isso não significa que eu não irei falar mal das meninas do Cine, do Strike (que graças a Deus ganhou nada) ou da roupa da Mari Moon.

O VMB deste ano tinha tantas categorias que foi necessário haver uma versão micro da premiação, o VMB Antes, que premiou as bandas concorrentes em categorias mais específicas (rock, pop,rap...). Inicialmente a idéia me soou extremamente tosca, mas na teoria foi bem legal, e ouso falar que o VMB Antes foi musicalmente muito mais interessante que o próprio VMB, tendo shows de todos os estilos possíveis e só a nata que cada um. Foram eles: Fernanda Takai, MV Bill, Pata de Elefante e Forfun. Fica minha observação, quando eu ouvi o novo cd do Forfun eu tive a certeza que eles estavam abusando de drogas alucinógenas, mas quando eu ouvi o discurso de agradecimento... aí sim tive certeza absoluta, haja cogumelo.

No VMB Antes foi escolhida a banda dos sonhos, formada por Duda e Martin (Pitty) e Tavares e Lucas (Fresno). A escolha me agradou (mesmo eu não tendo votado em algum deles), me agradou tanto que para mim as duas bandas podiam morrer e formar o que foi intitulado por Tavares de Fritty (Fresno + Pitty ¬¬’ quanta criatividade).

Já no real VMB a festa foi um pouco menos agradável, não por Adnet, que deu um show com seu humor inteligente e sagaz. A festa começou com um ar Broadway, com direito a coreografia, pianinho e Marcelo Adnet sendo carregado numa pose clássica de Cleópatra.

O VMB pecou nas pequenas coisas (peca todo ano), as duplinhas de apresentação são sempre bem sem graça, e quase todas elas são formadas por algum Vj da casa, é muito egocentrismo dona MTV. Os shows poderiam ser bem legais, mas a maioria das bandas pecou nas músicas escolhidas, foram elas:

A Pitty, me dando a certeza de que essa música não funciona ao vivo, e olha que eu adoro a Pitty, muito antes dela pedir.

O Móveis Coloniais de Acaju. Quem já viu um show deles sabe que aquela apresentação foi muito aquém do que eles conseguem, me pareceu um nervosismo de quem estava perdendo a virgindade.

A Wanessa (Camargo =P) me confirmou que ela virou a versão genérica da Jennifer Lopes e essa musiquinha é feia para caramba (eu disse que ia TENTAR não ser parcial).

Em contra partida o show do Massacration e Vivendo do Ócio foram demais, o primeiro mostrou como se faz um show escrachado com qualidade e os meninos que conseguem viver do ócio (péssima piada) confirmaram a expectativa de todos aqueles que confiam no rock de verdade, incrível como eles conseguem atingir também o público de Cine e Strike, mesmo fazendo música boa.

Já o show do Tremendão foi à coisa mais espetacular de toda a premiação, com um paredão de cinco guitarras, Erasmo Carlos se deu o direito de cantar uma música nova ao lado de dois grandes sucessos (É proibido fumar e Festa de Arromba). O show me confirmou uma coisinha, a MTV sabe o que é bom e o que é ruim, vê se ela vai chamar o Gee, o Fi, o Mi para tocar com o Tremendão, lógico que não, ela chamou a elite da independência: Nervoso, Gabriel do Autoramas e Erica Martins. O show foi incrível, vale à pena procurar no Youtube, ver reprise e etc...

O Franz Ferdinand fechou a noite, uma apresentaçãozinha de quinta, outra música que não funciona ao vivo é “No You Girls”. A minha decepção maior foi ficar na expectativa de “Take Me Out”. Fica para próxima. =/

No fim o VMB foi no mínimo atrativo de se olhar, pior do que os de Cicarelli não foi, mas também não foi melhor do que o de Selton Mello, então fiquemos com os comentários sobre os vencedores da noite e está ótimo.

Artista do ano: Fresno (eu torci tanto contra o NxZero que comemorei quando o Fresno ganhou)
Videoclipe do ano: Skank – Sutilmente (Só irei dar meu voto de confiança, por que até agora eu não entendi como foi feito este clipe)
Hit do ano: NX Zero – Cartas para Você ( ¬¬’ sem comentários, haja fã desocupada)
Aposta MTV: Vivendo do Ócio (Merecidisssssimo, eles são fenomenais)
Melhor show: Os Paralamas do Sucesso (Merecido também, Paralamas é Paralamas)
Artista internacional: Britney Spears (Ainda existe esta premiação?)
Blog do ano: Jovem Nerd (Ótimo blog, fica o conselho)
Revelação: Cine (Bizaaaaaarro, foram vaiados na hora da entrega)
Web Hit do ano: Seminovos – Escolha já seu nerd (Eu votei na Stefhany)
Twitter do ano: Marcos Mion (Justo você Mion, estourando o tempo da premiação, Descarga nele!!!)
Game do ano: The Sims 3 (Outra premiação ridícula)
Filme ou documentário musical: Titãs – A Vida Até Parece uma Festa (Belíssimo filme, Titãs tem história para fazer uma trilogia)
Melhor vocalista: Lucas (Fresno) (Hélio Flanders)
Melhor guitarrista: Martin (Pitty) (Sergio Dias)
Melhor baixista: Tavares (Fresno) (Rodolfo Coruja)
Melhor baterista: Duda (Pitty) (Pupilo)
Rock: Forfun (Sensacional, o novo cd é impressionante)
Rock alternativo: Pública (Uma das melhores bandas que surgiram no cenário nacional)
Hardcore: Dead Fish (Eu já tinha cantado essa “era melhor entregar o prêmio na mão do Dead Fish” post 16/08)
Pop: Fresno (Realmente, não tinha outra melhor)
MPB: Fernanda Takai (A voz dela me da sono, mas ta valendo)
Samba: Zeca Pagodinho (
Descobri que te amo demais )
Reggae: Chimarruts (Não conheço, mas eles tão estourados com uma música aí, então devem ter merecido)
Rap: MV Bill (o nome fala mais do que qualquer palavra minha)
Instrumental: Pata de Elefante (A banda é muito boa e o batera toca de um jeito engraçado ^^)
Música Eletrônica: N.A.S.A. (Projeto maduro e surpreendente)


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Raio-X No Limite

Levanta a mão quem nunca ouviu o velho ditado “é impossível agradar gregos e troianos”, pois então podemos concluir que também é impossível desagradar a gregos e troianos, certo? Errado, pois no ultimo domingo o episodio final de No Limite desagradou gregos, troianos, macedônicos, babilônicos e etc... A quarta edição do realitty show consagrou como vencedor a participante Luciana, uma mosca morta que não sabe pescar, subir em coqueiros, não foi decisiva em provas de grupo, mas conseguiu ir até o final e ganhar, como este fato sucedeu-se é o que iremos discutir. Raio-X do No Limite.

Em 62 dias de confinamento, os participantes de No Limite enfrentaram situações de imenso grau de dificuldade e foram obrigados por diversas vezes a mudar sua estratégia de sobrevivência, já que a Globo definiu algumas situações relacionadas à eliminação enquanto o jogo já estava acontecendo. Passando sede, fome e problemas psicológicos proporcionados por um desgaste físico proveniente das provas que indicavam o grupo que perderia algum componente, alguns participantes já se mostravam favoritos para levar a bolada de 500 mil reais, pois ou eram extremamente fortes, ou tinham uma postura de líder dentro de seu grupo. Eram eles:

Rafão e sua namorada Jessica (o primeiro sofreu do mesmo mal dos Beatles, viu uma mulher no meio do caminho)

Índia (Acho que todos tinham medo de apanhar dela)

Guimarães (O baiano que proporcionava sono com a sua fala, pode voltar ao farol da Barra e vender suas miçangas)

Osmar, Marcelo e Alexandre (Desses eu realmente tive pena, mas nem sempre o melhor vence)

A estratégia de No Limite se mostrou simples, elimina quem faz nada no começo, os fortes no fim e quem ficar ganha, assim a bombeira conseguiu conquistar o premio sem fazer muito esforço, mesmo sendo alvo forte nas eliminações, ela deu a sorte de sempre se deparar com alguém pior ou melhor, dependendo da fase que o jogo estava.

Com a expressão menos atraente do que a do menino do Sexto Sentido, Luciana se mostrou extremamente surpresa com a premiação, mas isso é lógico, qualquer pessoa em sã consciência sabia que ela não merecia ganhar, fato este que ficou claro com os votos dos ex-participantes para decidir o campeão, cada voto é precedido de um “por mim nenhuma das duas merecia ganhar” ou “já que só tem vocês então eu voto em...” e a injustiça ganhou forma quando Marcelo deixou claro que nenhuma das duas tinha qualquer condição de se manter estando sozinha e tendo que enfrentar as condições precárias provenientes do jogo.

O Raio-X de No Limite é simples “nem sempre vence o melhor”, mas o melhor não é aquele que vence? Então a gordinha de No Limite um era melhor que todos os jogadores? Não, não mesmo, prefiro ficar com a idéia de que a sorte é algo que às vezes se mostra fator decisivo, quem a tiver mais e por mais tempo vence. Com esse pensamento podemos chegar à conclusão que o Roberto Jefferson poderia ganhar um realitty show sobre políticos honestos ou o Richarlysson ganhar um de jogadores másculos. Vai vendo! Que a sorte esteja contigo.

domingo, 20 de setembro de 2009

Pior seria se pior fosse, mas o pior é que é...

Revolta, esse é o sentimento que jorra aos borbotões do meu dedo ao teclado. Você imagina por quê? Não, imaginei, mas eu explicarei. Um remake de um filme está para sair, é o Kung Fu Kid, isso mesmo que você está lendo, Kung Fu Kid. Quem viveu o tempo de ouro da sessão da tarde deve estar se perguntando se este é realmente a refilmagem do filme de um Jovem “karateka” que fica impossibilitado de utilizar uma de suas pernas na luta final e como ultima alternativa arrisca o “chute da águia”, conseguindo ao fim vencer a luta.

Kung Fu Kid é sim o remake de Karatê Kid, o triste é que mais uma vez a memória de seus antigos telespectadores é totalmente desrespeitada e algo, altamente, nosense a olhos humanos é colocado no lugar. No elenco temos Jaden Smith (filho de Will Smith) como Daniel San e Jackie Chan no papel Sr Miyagi, espera um pouco, preciso de alguns minutos para entrar em profunda reflexão.................................... Quer dizer então que eles mudaram a cor do personagem principal, a idade do coadjuvante (mas não menos importante), a arte marcial ensinada e até mesmo o nome do filme, isso é demais, será mesmo que não era mais interessante fazer um remake baseado em todas as características marcantes do filme, para que a nova geração saiba o quão legal foi sentir a aflição e emoção que rodeia todo ambiente de Karatê Kid. Eu já to com medo deles substituírem o bonsai por um coqueiro.

Até agora eu falei muito com o meu coração, pois Karatê Kid fez parte da minha infância e me traz ótimas recordações, mas agora irei provar que não estou sozinho nesta revolta. De forma mais contida o ator Ralph Maccio (verdadeiro Daniel San) deu sua opinião sobre o bizarro remake: “fico feliz de ver que muita gente na Internet está irritada com a idéia de refazer Karatê Kid, não porque deseje que a produção fracasse, mas porque certas coisas de fato foram feitas para ser preservadas.” Sabias palavras, porém, o mesmo também elogiou alguns fatores (parece-me mais que ele ta colocando panos quentes para não gerar polêmica) “Eu acho que Jaden vai se dar bem. Ele tem onze anos, sabe lutar... E essa história funciona para sempre, se bem contada. Pra mim o mais difícil é preencher o espaço deixado pelo Sr. Miyagi. E eu também não sei se cabe um arco de história romântica ali no meio, com o garoto naquela idade

Outro ponto interessante colocado pelo eterno Daniel San é o fato de que não tem como contar uma história de amor com um garoto vivendo a infância. Jaden Smith tem somente onze anos de idade, o que limita muito mais o filme, pois além de fazer as mudanças absurdas que eu falei inicialmente, também cortará uma parte essencial da história, a menos que Jaden se relacione com alguma menininha e apareça alguma cena dos dois brincando de boneco.

Revoltado, eu??? Imagina ¬¬' estou apenas indignado com a falta de respeito dos produtores de cinema com os seus telespectadores, não da para aceitar esse tipo de remake furado. Se a moda pegar eles podem até pensar em re-filmar A Lagoa Azul no Tietê, a água vai mudar um pouquinho de cor, mas ninguém vai notar a diferença.

>>> Veja aqui outras imagens do filme <<<



segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Humbug

Me diga o que lhe vem a cabeça quando eu falo em quatro jovens de cabelos arrumados, ingleses e tocando um rock n’ roll de deixar todo mundo de queixo caído? Sim, poderia sim ser os Beatles, mas sua resposta está errada, pois eu estou falando da maior revelação de todos os tempos no universo rock, o Arctic Monkeys. Eles cresceram, seus cabelos já não estão mais arrumados e seu terceiro disco perde qualquer intenção de rock adolescente demonstrado nos dois anteriores. A Lost Machine ouviu meticulosamente e gostou tanto que resolveu repartir esta obra prima com vocês. É hora do rock.

Liderada pelo criativo Alex Turner, o Arctic Monkeys se mostrou precoce desde o dia do seu nascimento. Com apenas17 anos o jovem montou a banda e dois anos depois já colhia frutos de sua popularidade conseguida através de demos distribuídas em seus shows. Em 2005 a banda lançou dois compactos simples (“I Bet You Look Good on the Dancefloor” e “When The Sun Goes Down”) e os dois foram direto para o topo das paradas britânicas.

Ainda sem muita aceitação norte-americana os Monkeys lançaram seu primeiro álbum, o Whatever People Say I Am, That's What I'm Not, que só confirmou a genialidade dos rapazes em produzir ótimas canções indie. Alex Turner sempre se mostrou fã do The Stroke e sua música é claramente influenciada pelo estilo da banda, isso ficou mais latente em Favourite Worst Nightmare, segundo álbum da banda, que teve aceitação mais significativa entre os norte-americanos e total devoção na Inglaterra.

O terceiro e melhor álbum da banda é o que realmente impressiona. O Arctic Monkeys se isolou no deserto da Califórnia para gravar o disco, contando com a produção ilustre de Josh Homme (podemos deduzir que este é o disco de Jesus produzido por Deus). Humbug (nome do Cd) já começa mostrando para que veio, sua segunda faixa (primeiro single do disco), Crying Lighting, demonstra através de riffs e melodias vocais o quão maduros os rapazes ficaram, seu clipe reforça essa idéia transformando os quatros jovens em velhos lobos do mar. Dangerous Animals, Dance Little Liar e Potion Approaching são sombrias e experimentais na medida certa e trazem linhas melodicas mais baseadas na virtuose, algo que é claramente influenciado pela produção de Josh Homme. O Arctic Monkeys sempre teve a recita exata para fazer boas baladas e com Humbug não foi diferente. Fire And The Thud e The Jeweller’s Hands são lindas canções e reforçam o amadurecimento visível da banda, mas se você é xiita e adora o velho (só na expressão mesmo ^^) e bom Monkeys a faixa Pretty Visitors nos faz lembrar que eles ainda são jovens, cheios de energia e que o objetivo simples de se fazer boa música é a vontade de ver todos na pista dançando ao som de sua melodia.

Humbug é de longe o melhor Cd da banda, o que me deixa muito feliz e ansioso em ver qual será o próximo passo desses jovens (“jovens amadurecidos”) ingleses. Tenho certeza que os Beatles estão felizes em saber que seu país cria bandas como os Monkeys e com a mesma certeza digo que eles não estão muito satisfeitos com a versão em arrocha de Let It Be. Vamos ficar só com os Arctic Monkeys que nós ganhamos mais.