sábado, 13 de julho de 2013

Dia Mundial do Rock! VIVA O ROCK!!!!

Rock não é uma música ou um estilo, é uma vida. Ser salvo pelo rock não é uma dádiva de líderes de bandas e seus instrumentistas, esse estilo já contextualizou reformas políticas, movimentos de contracultura e ações que mudaram consideravelmente o nosso mundo. Ser rock é muito mais do que camisas pretas, cabelos ensebados e postura radical, ser rock é saber que não faz a mínima diferença se o cara do lado ouve sertanejo ou funk, é ter a certeza que aquilo que soa nos seus ouvidos te faz uma pessoa muito melhor do que qualquer tchu tcha tcha. Ser ácido, ser agressivo, ser “foda-se” é bem rock n roll, porém o rock não se resume a isso, ou melhor, o rock não se resume, se abrange. 13 de Julho, Dia do Rock N Roll. Viva o Rock n roll!!!!


Veja a lista dos melhores rocks dos últimos tempos das últimas semana. Se permita apreciar!

Moody Blues – Tuesday Afternoon



Titãs - Estados Alterados da Mente



The Kinks - You Really Got Me




Cachorro Grande - A Alegria Voltou



Queens Of The Stone Age - Little Sister



Os Mutantes - Ando Meio Desligado



sábado, 6 de julho de 2013

"Lei não é pra ser levado tão a sério".


Voltando feliz e serelepe do show do O Círculo – que por sinal, foi o melhor show deles - Shon, Victor e Lucas, três rapazes simplórios na noite soteropolitana, decidem que já é hora de voltar para suas respectivas casas. Questionando entre táxi e ônibus, eles decidem voltar de táxi, já que o fim do dia se aproxima e a capital baiana não anda muito segura. Pois bem... TÁXI!

Dentro do táxi os três percebem que o motorista estava dirigindo e olhando as mensagens de alguma rede social não identificada. Ao passar por uma rua de paralelepípedos, o que o obrigara dirigir mais lentamente, Shon pediu que o motorista voltasse sua atenção total para o seu trabalho, mas o mesmo fingiu que não escutou. Quando o táxi adentrou em um caminho mais movimentado os jovens decidiram que não iam continuar e se recusaram a pagar a corrida, valor de R$8,00. O fight começou.

Alegando um prejuízo, o motorista de táxi se enfureceu com a atitude dos jovens e disse que não havia cabimento, pois o mesmo não estava fazendo nada demais. Tentou argumentar dizendo que nada tinha acontecido, logo, não tinha motivo para tal atitude e que não tinha escutado o pedido anterior. Ele não mostrava nenhum espanto sobre o fato de estar dirigindo com o celular na mão, achando um pouco de bobagem e criancice na atitude de prevenção dos rapazes. Resultado: Chama uma viatura.

O que parecia uma solução óbvia e sensata virou uma piada pronta. Os policiais chegaram ouviram a história e concluíram que os rapazes deveriam pagar a quantia dada e, em hora alguma, EM HORA ALGUMA, acharam errado ou estranho o taxista dirigir e usar o celular ao mesmo tempo. Todos os argumentos lógicos foram utilizados para tentar criar uma luz na mente dos homens fardados, mas os mesmos não tinham qualquer noção de reflexão e exigiram que os três pagassem ou a solução seria levá-los para delegacia.

Sem nenhum poder de reação e totalmente desacreditados, os jovens continuavam lutando, mas nada adiantou. Lucas puxou sua carteira e pagou a corrida, enquanto Shon e Victor pediam para que o taxista perde-se o tal hábito, pois ele colocava vidas em risco. Foi então que policial mestre perdeu a chance de ficar calado. O mesmo perguntou se algum dos rapazes tinha carteira de motorista. Eles alegaram que não, mas não era isso que os fazia achar atitudes como aquela corretas. Então o policial proferiu a seguinte frase:

- Lei não é algo tão sério, não, tem gente que bebe, se vocês dirigissem um não ia beber, e aí? Lei não é pra ser levado tão a sério.

Pronto, para que eu vou descer, chega de face por hoje, chega de viver por hoje. Me pergunto: É Salvador ou é Brasil? Um policial, UM POLICIAL, me diz que lei não é algo tão sério... é isso mesmo produção? Então eu, como professor, vou dizer aos meus alunos que educação não é algo tão sério, meu amigo, médico, vai dizer aos pacientes que saúde não é algo tão sério. Eu não consigo conceber isso!! Sinceramente, o olhar de vergonha dos outros policiais era visível. Ahhhhh, o taxista não foi repreendido hora alguma!!! Ele entrou na discussão se achando certo e saiu se achando mais certo ainda.

Por favor, quem ler esse post, denuncie esse rapaz. Acredito eu, que o número da GETAX seja (71) 2109-3676, eles irão pedir o alvará A 6915 e a placa OUI 8520. Podem falar que a denúncia partiu de um texto revoltado de um cidadão injustiçado por esse modo de viver que prioriza a malandragem, o pulo do gato, o tal jeitinho brasileiro. É revoltante, é revoltante demais, se o homem da lei não acredita na lei, então tem algo errado... ou melhor, tá tudo errado. E a vida segue... boa noite e bons sonhos.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Revolta do Vinagre


Acordamos, agora não tem mais jeito. A Revolta do Vinagre será estudada por nossos filhos, por nossos netos, pelas próximas gerações. Um povo judiado, vandalizado, achincalhado diariamente por um modelo de governo desinteressado em qualquer modificação que mude, efetivamente, a rotina desgastante do povo brasileiro. O que parecia ser impossível, está tomando forma; verás que o filho teu não foge à luta.

Existem aqueles que acham que tudo isso é um tiro no pé; “‘sujar’ a imagem do Brasil justamente quando o mundo todo está voltado pra ele?” Exato, mas não há nada sujo, pelo contrário, a varredura moral que os jovens brasileiros estão fazendo ao tomar as ruas, é o maior sinal de limpeza e clareza que esse país viu nos últimos anos. A Fifa se pronunciou sobre um risco da copa não acontecer por questões de segurança. Que coisa feia, Sr. Blatter, onde está o respeito?

A pulsações estão nas ruas, nos computadores, nos pensamentos de que há a possibilidade de construir algo que nós possamos nos orgulhar. Com a objetivação da Revolta do Vinagre todos nós (todos mesmo, você, preso no engarrafamento, você, policial truculento, você, dona de casa preocupada com seu filho, você, blogueiro orgulhoso) saberemos que existe uma juventude pensante e atuante, agindo em prol de recuperar o tal brado retumbante.

Caríssimo Jabor, não é por 0,20 centavos, é por Felicianos, dinheiro na cueca, estádios de bilhões, metrô que nunca sai, buracos eternos, saúde inviável, educação de m****, segurança inexistente, polícia despreparada, mensalões aos borbotões, campanha eleitoral mentirosa, mídias favorecidas, monopólio cultural, trânsito caótico, aumento salarial de madrugada, inaugurações que custam mais do que o “inaugurado”, reacionários de colarinho branco... ah, e pelos 0,20 centavos também.

sábado, 8 de junho de 2013

Entenda o Estatuto do Nasciturno





Pensei em várias palavras que podiam iniciar esse texto e a única que me parece adequada é esta... FUDEU! Um projeto de lei, aprovado na última quarta-feira, prevê a proibição de qualquer tipo de aborto, isso mesmo, qualquer tipo de aborto. Você, jovem bem avisado, já sabe que o aborto é ilegal, sim, tudo bem, mas, talvez, não saiba que algumas situações podem lhe garantir o direito de abortar legalmente. Vamos entende-lo.

O estatuto do nasciturno – nome do projeto de lei -, basicamente, propõe que nenhuma mulher possa praticar o aborto, independente do motivo. Se ela for estuprada e esse crime resultar numa criança, ela não poderá abortar, se a criança é anencéfala – má formação cerebral que resulta na morte do bebê poucas horas depois do parto – ela também não poderá abortar, se a mãe estiver correndo sérios riscos de vida por causa da gravidez, xiiiii... ela também não pode pensar na hipótese de, talvez, algum dia, quem sabe, numa bela manhã de domingo, abortar. Não é preciso dizer que esse estatuto tem severas bases religiosas, mesmo o Brasil sendo um laico. Ou melhor, “laico”.

Esse projeto foi ventilado pela primeira vez em 2007, quando tinha um parágrafo que incriminava as mães por um tal de aborto culposo. A mulher que sofresse um aborto espontâneo e ficasse provado que ela teve culpa nisso (carregar compras, ir trabalhar no período de licença, torcer fervorosamente para o fim da novela...), seria indiciada... isso mesmo, além de sofrer com a perda do filho – no caso dela querer a criança – ela viraria uma criminosa.

O novo projeto é mais bondoso (ironia modo ON), ele obriga o estuprador que engravidar sua vítima a pagar uma pensão de um salário mínimo para o seu filhinho querido, até o mesmo completar 18 anos. Como se não fosse muito ruim para mulher carregar o fruto de um estupro por 9 meses, ela terá que se relacionar com o estuprador por mais 18 anos. Clap...clap...clap...

Eu nem vou entrar no mérito das pesquisas de células tronco, pois já me considero um perfeito idiota por evitar cometer crimes contra o patrimônio nacional. Acredito que o emburrecimento brasileiro está perto do seu estágio final. Estamos virando um país com bases religiosas que beiram a patetice e ficando cada dia menos horrorizados com notícias desse tipo. Talvez o Feliciano tenha sido enVIADO para nos informar que não tem como voltar atrás, o final já foi decretado. Chegou a hora de lembrarmos do passado da nação, pois o futuro... 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Viúva de Neymar



Ah Neymar! apesar de saber que esse dia iria chegar, ainda é difícil acreditar? Ah Neymar! É uma cracatoa, um periquito ou um carcará? É o cabelo do Neymar. Feio ou horrível, inventou moda, e quem irá criticar? O do fenômeno era bem pior e o Brasil todo esteve a idolatrar. Santo Neymar. De santo tinha pouco, e nem queria ter. Moleque leve e solto, com a bola nos pés fazia, magistralmente, o seu dever. É o Neymar? Ou um pássaro, ou um avião, ou o sucessor que Pelé um dia ficou a imaginar. Se procuramos um defeito, era por que os iates, as publicidades, as Marquezines, faziam uma indispensável e venenosa inveja brotar. Obrigado Neymar! Fez com que muitos tivessem alguém pra amar, ou odiar, com que o mundo se voltasse aos brasileiros, não por inteiro, mas pelo pedaço de pelota a rolar. O menino cresceu e o inevitável se fez, ele irá nos deixar. Hoje, acordo menos alegre, vejo que dribles irão faltar, que as dancinhas irão parar e que uma peça está a faltar. Hoje me sinto uma viúva, uma viúva do Neymar.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Caxirola, eu escolho você!

Não feliz em protagonizar uma patacoada maestral na “organização” do primeiro lote de ingressos da Arena ITAIPAVA Fonte Nova, a Bahia também é vanguardista no mais novo esporte bretão; o arremesso de caxirolas. Criado pelo The Voice, Brown, o esporte consiste em negligenciar anos de educação básica e esperar que uma população de autoeduque, somente pela presença de um estado moderno, luxuoso, padrão FIFA, onde as pessoas são proibidas de peidar e xingar.

O cidadão sai de casa, pisa numa poça d’água, oriunda de um buraco no asfalto, suspeita da procedência daquela água, pois o lixo na sua rua está acumulado há mais um mês, chega no ponto, espera mais de 45 minutos para pegar um ônibus para o centro da cidade, pega-o lotado, dividido em: Um crente se estourando seus tímpanos, alguém maldoso roçando em um alguém indefeso e um funkeiro sem fone de ouvido. Ele pega um engarrafamento inimaginável, pois é domingo e, teoricamente, tudo deveria estar livre. Ao descer na Arena KAISER Fonte Nova, ele, imbuído de toda aquela raiva e incluso na boa parte da população que não tem acesso à educação de verdade, recebe um chocalho fantasiado da casa do Bob Esponja; a tal caxirola.

O que é pior? A chuva de caxirolas ou as mãos lavadas do governo? Esperar educação de um povo que mostra 24 horas que não é educado, é a mesma coisa de pular de um avião com um paraquedas quebrado e esperar que ele se conserte no meio do caminho. Somos um povo que buzinamos no engarrafamento, nossos médicos saem de jaleco pela rua, nossos jovens insistem em perturbar a paz, só pelo gosto de perturbar a paz, nossas meninas se nivelam através do quadradinho de oito... não é surpresa que nossos torcedores protagonizem a patacoada em questão.

Não há nada tão ruim que não tenha um lado bom, né?! Nesse episódio, podemos tirar como lucro a proibição eminente do abacaxi barulhento. Essa moda de instrumento específico da copa é chata e desnecessária, né vuvuzela? Enquanto Brown, em posição fetal, chora as mágoas do seu “invento”, a população brasileira espera qual será o nosso próximo vexame mundial. A copa do mundo é nossa, com o brasileiro não há quem possa.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Que Maravilha!

Após a confirmação de que ainda somos o país do futebol – a incansável copa de 2014 – precisávamos de alguma coisa que nos confirmasse que ainda somos o país da bunda ... precisávamos, pois esse legado nacional já foi encontrado, e é uma maravilha: o bonde das maravilhas.

Exaltando o tipo de dança que pode ser nomeado como rodízio de churrasco (um pedaço de carne pra qualquer um escolher e comer), o bonde das maravilhas continua a saga do glamour inverso existente na cabeça de nossos jovens. Hoje em dia é legal ser vida loka, ser vasp, ser favela, ser sinistro, agora o foco é ter a bunda como cartão de visitas.

É necessário salientar que existem dois fatores que incidem nessa influencia: a falta de intelecto da nossa juventude e a popularização caricata da classe C. Uma coisa tem muita relação com a outra. A mídia passou a vender o que era ridículo, como o legal. O rap plim plim do alto do morro, o retorno da mulata e os vídeos onde uma bunda dança são, agora, instrumentos da “realidade” do nosso povo. Coincidentemente, percebemos que a classe C é, depois do governo Lula, a classe que mais assiste TV, mas isso é só uma coincidência.

Cada pedaço de bunda balançando cria uma geração de machistas do sexo feminino e masculino, mas não se deve cobrar uma mentalidade tão profunda de meninas com a media de idade de 16 anos, EXATAMENTE, cada pedaço de bunda do bonde das maravilhas tem pouco mais ou pouco menos de 16 anos.

O churrasco está servido, mas tenha muito cuidado se tiver vontade de comer. Lembre-se antes que essa carne está temperada por toda uma péssima influencia social, pela ajuda a degradação da imagem da mulher, pela criação de novos misóginos e por uma pitada de vergonha para um cenário fonográfico que já não anda essas maravilhas todas. O bom senso está tão visível quanto o jato delas.