
Agora que eu imagino que você já esteja por dentro de parte da história (isso para quem não viu o filme ou leu o livro), assim, a nossa Maquina Perdida já pode começar de fato essa crítica. O filme é de longe o mais sombrio e “dark” da série, sua iluminação é muito escura, os cenários são recheados de cores frias, principalmente nas lembranças da penseira de Dumbleodore referente ao jovem Tom Riddle. Isso é um ponto positivo do filme, pois este livro prepara um terreno caótico para ser salvo por Harry e sua turma no sétimo livro (contei ^^).
Outro aspecto positivo do filme é a atuação de Tom Felton como Draco Malfoy. Draco é incumbido de duas missões extremamente importante para Voldemort, consertar um armário mágico que daria acesso aos comensais da morte a escola Hogwarts e tirar a vida do diretor da escola, Alvo Dumbleodore. Tom Felton interpreta com maestria um Malfoy insano por sua incumbência e esquizofrênico por não ter a opção de errar, pois isso o faria perder a vida. Diferente do livro (eu não sei o porquê) o filme não retrata a ajuda, importantíssima, dos “braços direito” de Malfoy, Crable e Goyle.
Outras mudanças significativas muito mal compreendidas são:
O beijo de Harry e Gina não acontecer na frente de Ronny
A briga feroz entre Harry e Malfoy, culminando na conjuração do Sectusempra como defesa a magia mortal de Malfoy.
Harry não estar paralisado e envolto a sua capa de invisibilidade enquanto Dumbleodore é morto por Snape.
Essas três passagens do livro são substituídas por cenas fracas que não prendem em nada a atenção do leitor. Já podemos entrar no mérito de um filme que peca mortalmente por não ter fortes cenas de ação, pois o livro retrata um embate feroz entre a armada de Dumbleodore (um grupo treinado por Harry para combater as trevas) e os comensais da morte.
O que podemos concluir é que Harry Potter e o Enigma do Príncipe é a pior adaptação de todos os seis filmes, o filme corta cenas importantes e transforma a eletrizante queda de Hogwarts, em uma chata e inexpressiva aventura. O que me deixa muito intrigado é como os cineastas insistem em transformar histórias interessantes em filmes severamente achincalhados. A Lost Machine já tem um texto semi-pronto sobre adaptações equivocadas, só a espera de G.I. Joe (comandos em ação), que já tem tudo para merecer o framboesa de ouro de 2009.
Se Deus realmente existe, ele jogou uma praga ao cinema internacional, culpa do Mel Gibson.