terça-feira, 13 de abril de 2010

Polêmica das "pulseirinhas do sexo"

“Bota a mão no joelho, dá uma abaixadinha, vai descendo gostoso, balançando a bundinha”. É meu amigo, Lost Machiniano (gostaram do codinome?), o Brasil se entende como um país tão sexualmente educado, que se permite explanar uma cultura artística baseada fortemente na sexualidade. Podemos exemplificar com as cenas de nudez desnecessárias da novela das oito, a valorização de grupos musicais com temática estritamente sexual e até uma década do nosso cinema marcada pelos trágicos pornô-chanchada.

Baseado no fato a cima, podemos entender que toda a nossa juventude já está bem ambientada com valores sexuais e compreende perfeitamente os pré-supostos de entrar em uma vida sexualmente ativa, correto??? Errado, e põe errado nisso. Essas tais “pulseiras do sexo” deixam claro que somos um país despudorado, o que é muito diferente de sexualmente educado.

Há algum tempo às “pulseiras do sexo” vem dominando a estética de nossa juventude. Desculpo-me por antecedência por este tardio post, mas eu realmente não sabia da existência delas, até ser avisado por meu amigo pré-adolescente (Valeu Jão) da “vinda delas à terra”.

O significado delas pouco importa. (mas se alguém quiser saber, clique aqui) Vocês podem até pensar diferente, mas o que me deixa realmente preocupado, não é o fato de que as pessoas que a usam estão reféns de malucos que pensam em uma pulseira como indicador da orientação sexual de uma pessoa. O preocupante de verdade em todo este episódio é a solução que está sendo dada para todo este alvoroço, a proibição do uso das pulseiras.

O Brasil é craque em atingir as vitimas e esquecer que elas são o antônimo dos culpados, logo, porque não ir atrás da mente dos culpados? Se meus jovens estão se digladiando dentro dos shoppings, qual é a solução? Não permitir que os jovens entrem, ao invés de punir e educar os vândalos. Se meus jovens não são sexualmente educados para entender que uma pulseira é só um adorno de estética, o que eu faço? Proíbo as pulseiras. ¬¬’ Então eu posso compreender que se amanhã disserem que usar camisa de banda é coisa de serial killer, eu terei que jogar minhas camisas do Iron e do System no lixo???

É muito fácil dizer “deixem de usar e pronto, é só estética mesmo. Você nasceu sem, então pode viver sem”. Admito que cheguei a pensar assim por um momento, mas me redimi, pois resgatei os meus treze anos e lembrei que fui uma criança que usufruí dessas mesmas pulseiras (há anos atrás elas já apareceram, mas sem qualquer conotação sexual), do Tamagochi, do bate-bate e outros modismos da época. Hoje com vinte e dois compreendo que tudo isso é besteira, mas acho mais besteira ainda furtar os jovens de um direito primário, que é se vestir do jeito como ele quiser.

Não se pode resolver tudo através de proibição, ou viraremos um país com combate a vitimas, enquanto os infratores estão soltos para fazer algo normal, de comum socialização virar um problema. Jovens, continuem usando as suas pulseiras e tentem vencer isso com argumentação e inteligência. E se for para proibir alguma coisa para evitar uma “tragédia sexual”, que proíbam as calças de academia, pois convenhamos, as mulheres ficam muito mais atraentes nelas do que com uma pulseirinha no braço (não podia perder a piada J).

5 comentários:

Lukas disse...

Não Shon as calças de academia não T_T..Prefiro as calças do que as pulseiras xD!!

manson_maniaco1991 disse...

kkkk a piada foi Otma!! Serio concordo plenamente com o post. Cara eu acho que a maldade está nos olhos de quem ver. Agora a proibição irár gerar um caos pior. Por que tudo que for proibido é mais interessante e incentiva aos jovens a experimentar-las. A pulseira do sexo é uma utopia assim como camisa do sexo, short do sexo, sunga do sexo e etcs.....Que saudade da LOST TV!

Anônimo disse...

É um "pêra, uva, maçã, salada mista" atualizado xD Que saudade da LOST TV! [2]

Lucas disse...

Fui eu q te falei das pulseras foi??
Nem me lembrava, boiei.

Thiago Mister Magoo disse...

No Brasil se combate a consequência e não a causa.