segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Entrevista com John Donovan (Johnny Hooker)

Recife já é conhecida por dar a luz a tudo que se pode imaginar de melhor na música nacional. O que iremos apresentar a vocês só reforça esse estigma; por favor, este é John London, ou melhor, Johnny Hooker.

Este músico pernambucano chamou minha atenção pela sua voz encantadora e suas performances carregadas de dramaticidade e emoção. Participante do reality show, Geléia do Rock, Johnny Hooker conseguiu a unanimidade de seus colegas em uma votação sobre o melhor vocalista da casa e, como o mesmo adiantou na entrevista, sagrou-se vocalista da banda vencedora do programa.

Deixemos que o mesmo se apresente melhor nesta simpática entrevista. É hora de conhecer e se encantar por Johnny Hooker:


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Comecemos com uma grande curiosidade minha e depois vamos pra valer. Como nasceu o Johnny Hooker?


Johnny Hooker é um alter-ego e um personagem. Um junkie e um romântico. Ele é o líder da gangue que comanda Candeias Rock City. The first of the gang with a gun in his hand.


Recife é, de longe, a cidade mais rockeira de todo nordeste. Resultado disso pode se ver no número de bandas deste estado que ganham proporção nacional. A cena de Recife é caracterizada pelo o que? E, em sua opinião, quais bandas que ainda não saíram daí têm um futuro brilhante?


Recife é roqueira por que é marginal. Está à margem da produção nacional. O estado é um caldeirão de manifestações culturais. Fora isso o estado é muito pobre e carente em recursos para a produção e manutenção de uma cadeia, especifica pra esse tipo de banda. Daqui eu destacaria Caravana do Delírio, a banda de Matheus Torreão, meu companheiro de Geléia do Rock. Também temos a AMP, Diablo Motor, Love Toys, todas bandas muito bacanas.


O Johnny Hooker vem tendo uma participação sensacional no reality show Geléia do Rock. Quais portas se abriram desde a exibição do programa e a constatação do seu enorme poderio vocal?


Bem, primeiramente muito obrigado pelo “sensacional”. O programa é uma exposição incrível pois atinge o Brasil inteiro, lugares que você nunca imaginou. E receber o carinho e a atenção de tantos lugares diferentes do Brasil é incrível.


Como era a convivência com Rafael Mascarenhas (filho falecido de Cissa Guimarães) e como você reagiu com a morte do mesmo?


A perda de Rafael foi terrível. Ele era um menino de ouro, íntegro e sensível. Foi uma pancada a maneira trágica com a qual ele se foi, me faz pensar até hoje que durante aquele mês ele dormia na cama que ficava ao lado da minha. A convivência na casa era muito intensa, lembro do dia que nós nos reunimos também pela primeira vez como banda. Foi um orgulho ter tocado com um menino tão talentoso e gente boa.


O estilo do Johnny Hooker é totalmente Glam. Ainda a espaço para esse tipo de rock no cenário nacional ou só a música eletrônica abraça este estilo?


Eu acho que há espaço pra todas as formas de manifestação. Seja glam, seja punk, seja música erudita, o que não pode é deixar essa caretice que reina atualmente. Tem muita gente fazendo muita coisa boa. Iniciativas como o Circuito Fora do Eixo se utilizam de técnicas mais de guerrilha e fazem circular a boa música. Já programas como o Geleia do Rock dialogam mais com a coisa das gravadoras, do mainstream, mas já são uma iniciativa pra se acabar com essa caretice.

Você olha ali no casting do programa e percebe, quanta gente boa, quanta gente doida, afim de fazer algo divertido, irônico e provocativo de verdade.


Quais são as outras referências Glam que você utiliza e quais bandas nacionais deste estilo você sugere?


Além dos Secos & Molhados e do trabalho do Ney solo. Eu recomendo fortemente um artista glam brasileiro que poucos conhecem que se chama Edy Star. Ele é sensacional. Aliás, agora em Setembro vou tocar com ele no 9º Festival Vaca Amarela em Goiânia. Será uma honra poder conhecê-lo.


Apesar de uma incontestável qualidade musical, o Johnny Hooker ainda não figura os principais festivais independentes do país. Ao que devemos essa lamentável ausência e quando o veremos como grande artista do underground nacional?


Acredito que já contamos com esse reconhecimento. Toquei no Abril pro Rock de 2009, o show foi considerado “histórico” e “golpe de mestre” pelos principais veículos de Pernambuco. Já fiz duas turnês nacionais, inclusive passando por 8 festivais do Grito Rock e pelo Festival Dissonante como headliner (No total passamos por 17 cidades Brasileiras). Além disso venci o Festival Microfonia 2008 e nesse ano ganhei o prêmio de Melhor Show no Sonar PE e fui indicado como compositor ao International Songwriting Competition. A vitória no Geleia do Rock, com o show da final exibido na integra, só veio pra coroar tudo.


Quando podemos esperar um cd solo de rock n’ roll do Johnny Hooker?


Semana que vem estarei indo pro Rio para gravar um cd de um projeto do Geléia do Rock que estou mantendo com o Jorge Davidson. Fora isso o Candeias Rock City estará entrando em estúdio logo mais.


Obrigado pela atenção e fale o que quiser, o espaço é teu.


Obrigado pelo convite da entrevista e queria aproveitar pra reiterar; Geleia do Rock em reta final toda terça as 22:30 no Multishow. E Johnny Hooker & Candeias Rock City saindo em turnê agora em setembro, quem quiser show na cidade entra em contato pelo twitter; @johnnyhooker_ ou pelo myspace; myspace.com/candeiasrockcity

Beijos!


5 comentários:

Anônimo disse...

Senacional a Entrevista Shonzeira!!! heheehehe Parabens a Lost cada vez mais evoluindo e melhorando continue assim! Luan Cobain

Rafael disse...

Massa... O cara sabe cantar, sabe o que ta fazendo... Aliais, diferente de outros colegas, ou antigos participantes do programa... rsrs...

Anônimo disse...

lembrando que recife é uma cidade.

Anderson Shon disse...

Vou corrigir. Thank's

Anônimo disse...

vendo o John cantar lembro do Cazuza